24 julho 2007

OS PORQUÊS DE SER VEGETARIANO

Há quem diga que não passa de uma moda .
Os motivos que outros afirmam, prendem-se com os direitos dos animais. E com muita razão! Pois o ser humano comete crimes muito graves. Trata os animais sem respeito. Levando-os muitas vezes à extinção.
Muitos são os que, tal e qual como eu, temem a cultura intensiva das espécies, por uma questão de saúde e por uma questão ecológica. Quer os animais, quer as plantas são estimuladas com químicos para crescerem mais rápido, são tratadas com antibióticos para que nenhuma praga/vírus os/as ataque.
É curioso como a maioria das pessoas interpreta a alimentação vegetariana como fraca ou pobre. Segundo tantos, comer carne e peixe é que é um bom regime alimentar. Mas depois, quando analisamos o que comem, reparamos que variam pouco, comem essencialmente um bife com batatas fritas e arroz, ou um peixe com legumes cozidos que se resume à batata, cenoura e cebola, e pouco mais. Ocasionalmente, lá fazem uma saladinha de alface com tomate, e é isto, dia após dia. Entopem o fígado de proteína em excesso que o organismo não consegue absorver por ser em demasia. Ficam enfartados, demoram horas a fazer a digestão e dificultam a actividade dos intestinos que não trabalham com regularidade por lhe faltar a fibra e a água. Esquecem a importância dos produtos integrais e bebem refrigerantes com fartura. Este é o quadro tipico do costume alimentar do nosso país. Embora haja excepções à regra. No caso dos Vegetarianos há uma preocupação superior em saber o que se come, em evitar o desperdício de resíduos orgânicos (como é o caso da casca), em combinar os alimentos, em variar a alimentação incluindo algas, outros cereais para além do Trigo, soja e derivados, etc. Preocupam-se com o ambiente, com o impacto dos seus actos no futuro, com a extinção dos recursos das gerações vindouras. Optam por produtos biológicos, por soluções ecológicas, sustentáveis. É uma alimentação mais consciente. Um estilo de vida em comunhão com a natureza.
Desafio todos a usarem de criatividade na cozinha. Mesmo não sendo vegetarianos, usem alguns dos produtos característicos deste tipo de alimentação. Em vez de comerem carne ou peixe todos os dias, alternem com soja ou seitan. Substituam o arroz por quinoa, ou comprem massas de outras farinhas, como esparguete de soja, ou espiral de milho... Aposto que vão achar as refeições vegetarianas muito leves, vão-se sentir mais alerta, menos sonolentos, menos irritados, mais tranquilos, bem dispostos. E estes estímulos novos nos hábitos diários vão dar mais prazer na altura de desempenhar tarefas como a elaboração das refeições. Fazer da cozinha um laboratório de experiências é entusiasmante.

3 comentários:

  1. Sem dúvida! Quando me tornei vegetariana, todas as pessoas que ficavam a saber me diziam que era uma alimentação incompleta, que a carne e o peixe faziam muita falta, que tinham propriedades que que os outros alimentos não têm... Mas isso é um mito que tem que ser combatido!

    Desde que a alimentação seja variada, só tem vantagens! Outro mito é que muitos também pensavam que eu só ia comer alface... Talvez uma das razões mais fortes para acreditarem nisso seria o facto de a sua alimentação não ter grande variedade e de a parte essencial que tem que estar presente em cada prato é carne ou peixe ou marisco e, logo, é fácil acreditar que realmente é o mais indispensável...mas não é, pelo contrário! Grande parte dos pratos nem sequer leva uma única folha de alface (que é das poucas e mais frequentes verduras que utilizam - daí também acreditarem que eu só comeria alface...), é só carne ou peixe, molhos, e acompanhamento de arroz ou massa ou batata e o pão é normalmente pão branco.

    Enquanto que na alimentação vegetariana, a única coisa que não se come é produtos de origem animal, de resto, há variedade e há normalmente predilecção por pão e cereais integrais (que têm muito mais valor nutritivo) e por produtos biológicos, ou seja, livres de pesticidas e trangénicos e mais ricos em termos de nutrição e sabor (embora mais caros, compensa - uma ideia é criar o que se puder em casa ou em vasos ou numa horta, mesmo que pequena).

    Outro mito pode ser quanto ao sabor das refeições. Mas eu garanto que é bem bom. Há dias fiz uma pizza vegetariana que ficou deliciosa! E as sopas, e os salteados de vegetais e as sandes... Muitos até podem fazer cara feia mas desafio-os a provar! =)

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  2. Nem mais Sara. Há que desmistificar. É importante para mim ter aqui o testemunho de outra vegetariana como eu, obrigada.

    Assim que tiver tempo quero publicar um artigo sobre a soja e os seus derivados.

    E não é absolutamente necessário a pessoa ser vegetariana. Pode gradualmente ir incluíndo a dieta vegetariana na sua alimentação para diversificar o que come.

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  3. A única coisa de soja que consumo é leite de soja e de vez em quando também ponho soja granulada em sopas e salteados ou massas e é bem bom!
    Quanto aos rebentos de soja, há quem coma crus em saladas mas como eu não gosto muito, se comer têm que ser cozinhados... Mas cada um tem os seus seus gostos! Eu por exemplo detesto couves de bruxelas mas há quem goste, a minha irmã detesta ervilhas e eu adoro, ela gosta de cebola crua e eu não posso com ela, a minha mãe não gosta de tomate cru e eu adoro!
    O segredo está em compensar aquilo que não comemos porque não gostamos muito e variar a alimentação. Opções não faltam. Mesmo que se continue a comer produtos de origem animal, é bom incluir cada vez mais frutas e verduras na dieta (de preferência comidos ao natural, crus (como frutas e saladas por exemplo) e reduzir a quantidade de produtos de origem animal porque, se formos a ver bem, na roda dos alimentos mais recente, a fatia que cabe a estes produtos como carne e peixe é de apenas 5%! E na realidade, na maioria dos pratos, é aquilo que normalmente aparece em maior quantidade...

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