06 setembro 2007

ACORDAR CONSCIENCIAS II

"Um saco plástico demora 1 segundo a produzir,

utiliza-se durante 30 minutos

e demora 500 anos a decompor-se."

Todos os supermercados, farmácias, lojas de roupa ou acessórios, até mesmo livrarias ou marroquinarias, abusam do uso do saco plástico. Actualmente o saco não serve só para facilitar o transporte mas também para publicitar ou informar sobre meios de contacto (por exemplo).
Em casa já não sabemos onde colocar tanto saco. Uns nem para o lixo servem pois estão furados. Outros são pequenos demais. Outros tantos, largam a tinta em dias de calor e sujam-nos.
Mas nós, raramente recusamos um saco plástico, enquanto for de Borla, não é verdade!
Aqueles que têm a coragem, ou a lembrança de dizer:
- Não obrigado. Pode ficar com o saco plástico pois este produto que comprei cabe, perfeitamente, no saco que já aqui tenho, ou na mala, ou... levo na mão... -
É considerado um individuo muito ESTRANHO! EXCÊNTRICO!
Ser diferente é BIZARRO, caso não saibam.
Há quem se sinta até ENVERGONHADO quando acompanha uma pessoa destas (já me aconteceu, acreditem!).
O primeiro plástico foi inventado em 1862 e desde aí a plasticomania tomou proporções inimagináveis. É tão habitual qualquer coisa que se compre vir envolvida em plástico que já ninguém liga. Tornou-se rotina, algo de muito normal e ninguém questiona:
  • Donde vem o plástico?
  • Para onde vai o plástico?
  • Qual o impacto no meio ambiente?

Pois é..... O plástico na sua maioria vem do petróleo. É feito duma resina sintética originária do petróleo. Os sacos que não são biodegradáveis são feitos de cadeias moleculares inquebráveis e levam muito tempo a desaparecer do meio ambiente.

Para onde vai? Uma parte é canalizada para a reciclagem (pelo menos esta consciência da importância da reciclagem está crescendo grandemente). Outra parte acaba nos aterros sanitários, na incineração ou nas lixeiras. E existe ainda uma outra parte bastante significativa que é levada pelo vento, pelos rios e pelos esgotos que desaguam no mar.

No mar as correntes maritimas vão acumulando o lixo em sitios onde se forma uma lenta espiral. São as lixeiras marítimas, zonas de calmaria chamadas giros subtropicais que são evitadas pelos navegantes. O lixo fica ali rondando lentamente para sempre. E continua a aumentar ano após ano (não me admirava se um dia existisse um continente feito de lixo!).

E será que custa muito levar um saco de pano, uma cesta, ou um saco com rodas às compras?Reutilizar vezes sem conta o mesmo meio de transportar as compras? Recusar um saquinho da farmácia e colocar a caixinha de medicamentos dentro da mala ou trazê-la na mão?

Penso que não, não é um esforço tremento. Julgo que é apenas uma questão de atitude. Ser responsável e consciente é o mínimo que podemos fazer para aguentar o planeta por mais uns séculos e não o deixar morrer, egoisticamente.

2 comentários:

  1. Os norte-americanos são um bocado labregos, mas pelo menos têm o saudável (talvez mesmo o único) hábito de usar sacos de papel... Recicle!!!!!!

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  2. Finalmente consegui ver algo diferente!é bom saber que há alguém como nós eu tb partilho aquela cena dos sacos,quantos menos usar mlhr e de preferência levo na mala;um saco pro supermercado,vais ao chinês mais um pra calça,se voltas atrás e compras uma moldura,um colar,mais outro,mais outro,vamos ao pão e mais outro!qd vais ver já não há maõs pra tanto saco...!Concordo contigo.ADOREI,VOU VISITAR MAIS VEZES.

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