20 setembro 2007

ACORDAR CONSCIENCIAS III - Dia Sem Sacos

COIMBRA vai estar de Parabéns:

A Provedoria do Ambiente e Qualidade de Vida Urbana acaba de apresentar ao Município um conjunto de sugestões para fazer com “que Coimbra seja pioneira a nível nacional na tomada de medidas que permitam reduzir o consumo e incentivar a reutilização de sacos de plástico”.

Contra aquilo que designa de “poluição branca”, o provedor incita a implementar um conjunto de medidas a nível municipal nomeadamente, investindo no desenvolvimento de materiais plásticos biodegradáveis, criando uma taxa extra pelo uso de sacos de plástico e acabando com a sua distribuição gratuita, incentivando o uso de sacos de pano reutilizáveis ou caixas de papel e de cartão ou introduzindo os chamados “sacos verdes” (mais resistente e com possibilidade de várias re-utilizações).

Sugere ainda, entre outras acções, a criação do “Dia sem sacos”, à semelhança do que acontece já com o “Dia sem carros”, e a dinamização de exposições e feiras em que os materiais plásticos são reciclados e dão lugar à arte e ao artesanato.


SUPERMERCADOS estão de Parabéns:


Em Abril, a cadeia Modelo e Continente lançou sacos fabricados a partir de derivados de petróleo mas que contêm um aditivo químico que permite que se desintegrem com mais facilidade do que os sacos de plástico tradicionais. Segundo Vítor Martins, director de Ambiente, "este produto providencia a quebra das cadeias de moléculas do plástico que são assim absorvidas mais facilmente pelos microrganismos". Outras grandes superfícies apostam na venda de sacos. Seguindo o exemplo de cadeias de distribuição estrangeiras, o Pingo Doce decidiu passar a cobrar dois cêntimos por cada saco. Rita Sousa Coutinho, directora de Marketing, entende que se trata de "uma quantia simbólica" e garante que a medida tem um único objectivo "reduzir o desperdício". O facto é que, nos primeiros três meses deste ano, a medida permitiu reduzir para metade os sacos consumidos. O que equivale, segundo a empresa, a uma diminuição de 100 toneladas de resíduos plásticos.


Parabéns PLASOESTE e FAPIL:


Em Portugal, a tecnologia dos chamados biopolímeros ainda está em fase de experimentação, mas pode vir a tornar-se realidade. Há mais de 20 anos que a Plasoeste, se dedica ao fabrico de sacos de plástico. Agora, a pedido da Fapil, está a experimentar fazer sacos a partir de fibra de milho e diz que a diferença é muito grande. "O saco tradicional é à base de petróleo que polui o ambiente e o saco de milho é biodegradável. Nasce da terra e nutre a terra." O processo de fabrico passa pelo aquecimento do granulado feito a partir de milho a uma temperatura de cerca de 100 graus. No caso dos sacos de plástico convencionais, a temperatura exigida no processo é superior, o que também significa um maior consumo energético.

É o saco ideal para a recolha de resíduos orgânicos como restos de comida, que podem depois ser encaminhados para centrais de compostagem para fazer adubo.


Entretanto li num Blog que para além dos sacos de milho e de batata, já existem também embalagens de produtos feitos de fibra de milho. Este tipo de embalagem não precisa de ir para o ecoponto. Pode ir junto aos residuos organicos e depositado nos contentores que se destinam à compostagem. PORTUGAL ainda está tão atrasado!!!! Quando é que as mentalidades vão evoluir e o poder politico cumpre o seu dever de educar as populações?

Aqui deixo o simbolo presente nas embalagens Norte-Americanas.

5 comentários:

  1. Gostaria que fosse disseminado em larga escala o uso de sacos de fibra de milho. Faz muita diferença mesmo! O plástico da sacola inutiliza completamente o lixo ORGÂNICO, que poderia ser utilizado na compostagem, e impede que TODO o lixo se decomponha, prejudicando o meio ambiente e, por estensão, todos nós.

    Existe a produção desses sacos no Brasil?

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  2. Caro Anónimo, tudo é uma "faca de 2 gumes".
    Ou seja, tal como o biocombustivel também os sacos ou as embalagens de milho ou batata, se forem disseminados em larga escala poderão ser prejudiciais (como necessitamos de tudo em grande número cairiamos no risco de utilizar terrenos para produzir "plastico" ou "combustivel" em vez de comida!).
    O mais ajuizado é mesmo usar sacolas reutilizáveis e evitar os produtos super embalados.
    Quero com isto dizer que devemos preocuparmo-nos em diminuir o desperdicio independentemente do facto do nosso desperdicio ser reciclavel ou compostável.

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  3. Na verdade, o que tem me preocupadp mesmo é o excessivo uso de esopor (embalagens de frios...). Se fossem substituídas por embalens orgânicas causaria muito menos prejuízo ecológico (é o que parece), mas daí entra a "faca de dois gumes"...

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  4. E são realmente preocupante as embalagens de isopor. Mas a solução não me parece que pásse por arranjar um outro processo de embalagem.
    Eu, por exemplo, exclui por completo essas embalagens de isopor da minha vida.
    Aderi a um serviço de entrega ao domicilio de produtos biologicos em que os vegetais e frutas vêm numa cesta de vime sem embalagem individual (www.quintinha.com).
    E optei por ter produtos secos em vez de produtos congelados. Quando necessito é só hidratar. Ocupam menos espaço, portanto, utilizam menos embalagem.
    Para além de preferir comprar produtos a granel ou em tamanho familiar.

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