14 março 2008

RECEITA de Tofú (Filetes)

Este artigo é dedicado à minha amiga Sónia
que me pediu uma receita de Tofú
e eu achei preferível ilustrá-la com imagens.
(Sónia, leva o portátil prá cozinha :-)
Afinal somos ou não, mulheres modernas?
(em vez de livros de culinária usamos portáteis :-))


Ingredientes (3 a 4 pessoas):

500 gr Tofú Fresco
100 ml Tamari
sumo 2 limões médios
50 ml água
3 dentes de alho
1 "polegar" gengibre fresco
50 ml azeite


Preparação:

Num copo misturador colocar todos os ingredientes à excepção do Tofú. Triturar até ficar liquido.

Cortar o Tofú em fatias e deixá-lo a marinar nesse líquido pelo menos 2 horas, caso queira deixar a marinar de 1 dia para o outro, reduza a quantidade de sumo de limão.


Quando for a grelhar, seque as fatias com papel absorvente. E só coloque as fatias quando a placa anti-aderente estiver bem quente. Vire com frequência. As fatias começam a ganhar um tostado exterior como se tivessem passado em ovo e farinha.


À parte faça um arrozinho de legumes: refogado de cebola em azeite, até dourar. Junte tomates pouco maduros, cortados em meias luas, e lombarda cortada grossa. Deixe refogar mais alguns minutos. Inclua o arroz. Adicione água a ferver para não causar choque térmico. Tape e deixe cozer. No fim tempere de sal.

Conselho:
Prefira produtos de agricultura biológica. Têm todos mais sabor, mais vitaminas e estão isentos de quimicos.

7 comentários:

  1. YIN YANG

    Digno de ser servido no ‘PSI’ ou num picnic ao estilo jardim dos sabores.

    A dieta macrobiótica é deliciosamente equilibrada, nham, nham!

    CR

    ResponderEliminar
  2. Como não domino o conceito Macrobiótico, fui pesquisar...

    A macrobiótica é um regime alimentar e de vida. A sua designação deriva de macro, grande, e bio, vida. O estilo de vida macrobiótico preconiza a plena vida, implementando o velho aforismo: alma sã em corpo são.

    Considera esta arte/ciência que o alimento principal para os seres humanos são os cereais integrais, comidos crus, cozidos, assados, fritos, germinados, enfim, em inúmeras formas de preparo e apresentação.

    Um tópico importante a ser destacado é que a macrobiótica dá muita atenção ao equilíbrio sódio-potássio na escolha e no preparo da alimentação.

    Muito bem Sr.Reis ;-) Espero que experimentes confeccionar este prato. É realmente delicioso. Incluse, o Tofú depois de frio faz umas sandes maravilhosas. Com maioneses de soja, alface, tomate, pepino, tudo o que a tua imaginação se lembrar de juntar :-))

    Bom apetite.

    ResponderEliminar
  3. MEXIA NA CINEMATECA

    Qualquer 'Estado Civil' parecendo difícil não é nada fácil...

    CR

    ResponderEliminar
  4. EQUILÍBRIO

    Rute, não sou nenhum entendido ou fundamentalista mas a minha teoria e prática macrobiótica é a seguinte:

    Não como carne e evito fritos, doces e alimentos muito manipulados (corantes, conservantes, fumados, aditivados, muito salgados, muito calóricos). Quanto mais simples melhor.

    O menu diário ideal devve combinar 50 a 60% de cereais integrais com 25 a 30% de vegetais cozinhados, 5 a 10% de sopas variadas e 5 a 10% de feijões.
    Os peixes de carne branca devem ficar reservados apenas para uso ocasional.

    Quanto à tua receita, fica em arquivo, uma vez que não cozinho há longo tempo. Mas quando surgir uma oportunidade já sei que é só consultar o teu blogue, hehehe.

    CR

    ...................................

    MACROBIÓTICA
    por Francisco Varatojo

    Existe também a ideia de que a Macrobiótica e o vegetarianismo se regem pelos mesmos princípios, o que também não é verdade - o regime macrobiótico sendo predominantemente de origem vegetal, não é necessariamente um regime vegetariano; o uso de produtos animais (preferivelmente peixe) é aceitável e nalguns casos necessário dependente de factores como o clima, grau de actividade física, antecedentes biológicos e outros.

    A Macrobiótica não é exclusivamente uma dieta, um regime, mas sim um estilo de vida que tem como objectivo último ajudar-nos a desenvolver o nosso potencial humano, ao seguirmos as leis da natureza dum ponto de vista biológico (através da alimentação), ecológico (fazendo escolhas diárias que contribuem para uma melhor qualidade de vida ambiental), social e espiritual (tratando os outros com amor e compaixão e assumindo a nossa responsabilidade como um pequeno elo numa vasta cadeia de seres e fenómenos).

    A origem da palavra é grega, "macro" - grande - e "bio" - vida e não significa apenas "grande vida" mas também a capacidade de vivermos a vida duma forma grandiosa e magnífica. A esse nível, a alimentação é importante, essencial, porque nos dá a base biológica, a saúde para gozarmos a vida em todo o seu esplendor e para termos sensibilidade para com o meio que nos rodeia. Nós somos literalmente o que comemos, os alimentos criam o nosso sangue que vai nutrir as células, os órgãos, o cérebro. Sem alimentos a vida não é possível.

    A palavra Macrobiótica foi utilizada por filósofos gregos como Hipócrates e na era moderna primeiro no séc. XVIII por um professor de medicina alemão, médico pessoal de Goethe, chamado Christoph Von Hufeland que escreveu o livro "Macrobiótica, ou a Arte de prolongar a Vida" onde prescreveu recomendações muito semelhantes às da "macrobiótica moderna". Nos finais do séc. XIX, um médico do exército japonês, Sagen Ishisuka, que se curou duma doença de rins intratável pela medicina moderna, adoptando um regime alimentar baseado em cereais integrais e vegetais, fundou a primeira organização macrobiótica denominada na altura Sokuiokai e foi extremamente famoso no Japão nos finais do séc. XIX e início do séc. XX.

    Para Ishizuka todos os problemas de saúde e sociais tinham como origem uma má nutrição, particularmente um desequilíbrio entre sódio e potássio nos alimentos e, para ele, todos os problemas podiam ser corrigidos adoptando uma prática alimentar de acordo com a constituição biológica humana, em especial a utilização de cereais integrais e vegetais como alimentos principais.

    O trabalho de Ishizuka foi continuado e desenvolvido por George Ohsawa que nos anos 30 trouxe os seus ensinamentos para a Europa, em especial para a França e Bélgica; Ohsawa escreveu dezenas de livros e foi relativamente conhecido em França, mas duma forma geral, o que se conhece mais da abordagem de George Ohsawa é uma prática alimentar macrobiótica extremamente restritiva que não se adapta bem (na minha opinião) à vida moderna. Isto, apesar de Ohsawa ter uma concepção extremamente alargada do regime macrobiótico, recomendando desde dietas muito simples, monodietas, até regimes com uma quantidade aceitável de produtos animais e pequena quantidade de bebidas alcoólicas.

    Ohsawa prescrevia segundo a condição individual - para ele, praticar macrobiótica era comer segundo as necessidades em constante mutação de cada um - para algumas pessoas jejuar é a terapia, para outros comer bastante variedade e divertir-se é a solução mais indicada. No entanto, na prática diária, os cereais integrais e os vegetais continuam a ser os alimentos mais adaptados à espécie humana, e consequentemente aqueles que mais ajudam a criar e a manter a saúde.

    Os ensinamentos de George Ohsawa foram na geração seguinte disseminados pelos seus discípulos orientais particularmente Michio e Aveline Kushi, Herman e Cornelia Aihara, Tomio e Bernardete Kikuchi, Shizuko Yamamoto, Clim Yoshimi, entre outros e na geração actual especialmente por estudiosos europeus e americanos. Michio Kushi, residente nos Estados Unidos desenvolveu um modelo alimentar mais simples de compreender e mais adaptado à vida moderna denominado "Alimentação Macrobiótica Padrão" (Standard Macrobiotic Diet), o modelo alimentar mais utilizado pela maioria dos praticantes macrobióticos modernos.

    Nas linhas que me restam para concluir este artigo, vou tentar identificar aqueles que me aparecem ser os aspectos mais importantes da alimentação e estilo de vida macrobióticos.

    Devemos comer segundo as nossas características biológicas - o Homem é por natureza um ser designado para comer maioritariamente alimentos de origem vegetal, em particular cereais e vegetais, apesar de ter a capacidade para ingerir de tudo.

    A alimentação deve reflectir o enquadramento geográfico e climático pelo se deve adaptar aos diferentes climas e habitats; deve também ser tradicional, ou seja devemos escolher um estilo alimentar que venha a ser seguido há séculos (os cereais, os vegetais e as leguminosas foram a base alimentar da espécie humana durante milhares de anos e só recentemente esses hábitos foram alterados).

    A noção de bipolaridade, ou a teoria de "yin" e "yang" é uma parte essencial deste estilo de vida - a ideia de que todos os fenómenos, alimentos incluídos, têm qualidades energéticas, metafísicas e de que a harmonia relativa é conseguida quando "equilibramos" estes dois pólos, yin e yang, nas nossas vidas.

    Temos o livre arbítrio para escolhermos comer e viver como quisermos, mas há uma responsabilidade inerente a cada uma das escolhas que fazemos; não existem alimentos proibidos mas existe um critério a partir do qual podemos escolher duma forma mais responsável e consciente.

    Essencialmente, na prática da Macrobiótica, a saúde e a felicidade começam em cada um de nós, e as nossas vidas são em grande parte, um reflexo das nossas escolhas e prioridades.

    www.e-macrobiotica.com

    ResponderEliminar
  5. Yupi!! Tanto texto. Muitissimo obrigado pelo "testamento". Li tudinho e aprendi (o que é mais importante ainda).

    E terminas com chave de ouro: "as nossas vidas são em grande parte, um reflexo das nossas escolhas e prioridades".

    Não podia estar mais de acordo meu caro amigo. Eu pásso a vida a dizer isso às pessoas que me rodeiam. Se tás mal, muda!

    Mesmo aquelas pessoas que me dizem: "fulano é sempre incorrecto comigo", ou, "sicrano não me respeita"... Pois...as pessoas só vão até onde nós as deixamos ir, e a vida só é madrasta quando não tomamos uma atitude e não a tentamos modificar.

    Ainda este sábado, a minha mãe dizia: - tenho o colestrol altíssimo. E a minha avó respondia: - ó filha, eu sempre tive o colestrol altíssimo e até morrer o terei altíssimo. O que me vale é a medicação!!

    Toda esta conversa desenrolava-se, à mesa, sobre 2 pratos cheios de picanha, chouriços, morcelas, entrecosto e batatas fritas :-))

    Fomos almoçar a um rodizio para festejar um aniversário. Enquanto isto o meu prato era só saladas e legumes. E a minha mãe perguntou-me: - Rute tens feito análises? Tens a certeza que esse regime não te traz anemia?

    Tenho óptimas análises!! Doente nunca estou. Medicamentos não tomo. E adoro viver. Pelo menos quero chegar 100 anos. Tenho projectos para os próximos 60. Macro, bio, a todo o vapor ;-)

    ResponderEliminar
  6. Olá Rute, agradeço de todo a tua amabilidade.Esta receita dedicada a mim!Estou,a babar-me toda pela dedicatoria e tambem pelas imagens.Desculpa o tempo de consulta ao teu blog mas só hoje me foi possivel,vir aqui...
    Estou, deliciada a ver esta receita de tofu que me presentias-te apetece-me mesmo mudar os hábitos alimentares mas devido ao ... tu sabes,quem, não é de todo possivel pois isso traria mais trabalho ainda do que já tenho.Mas tenho ouvido ,tanto falar que me apetece experimentar ,e nada melhor com receitas fornecidas, por alguém como tu, tão diversificada nestas andanças.Aposta, mais aqui no blog na divulgação das tuas experiencias culinárias,como a soja,os cuscus,lentilhas...
    FIQUEI DELICIADA COM O COMENTÁRIO DO CARLOS REIS,com o artigo do Varatojo macrobiotica,equilbrio "yin/yang",eum excerto"as nossas vidas são um reflexo,blá,blá...
    Se,o click que preciso na minha vida ...é a alimentação macrobiótica ou algo semelhante,que todas as minhas energias positivas se canalizem já para a minha mente!!!!!!!
    Revejo,e releio as tuas palavras no comentário que aqui fazes,sobre " A VIDA SÓ É MADRASTA...E NÃO A TENTAMOS MODIFICAR",como eu gostava que fosse tão fáçil assim com um simples estalar de dedos,existe tantos factores que condicionam as atitudes???!!!MAS TAMBÉM ENQUANTO Á VIDA Á ESPERANÇA!
    BEM HAJA,PRA TODOS.
    UM MEGA BEIJO,E UM BIG OBRIGADO.
    Sónia

    ResponderEliminar
  7. Sónia já tinha estranhado a tua ausência mas tenho consciência que o teu tempo é escasso.

    Quanto à frase A VIDA SÓ É UMA MADASTRA SE NÃO A TENTARMOS MUDAR...

    Eu não disse que é fácil. Leva o seu tempo, e no teu caso leva uma eternidade, mas não percas o teu objectivo de vista. Focaliza-o. Deposita todas as tuas energias nele. Mais cedo ou mais tarde se for mesmo esse o teu desejo, concretizas-o.

    Há que ter paciência e no caminho vais aprendendo a ser pró-activa em vez de reactiva. Ou seja, antes de te meteres nas coisas ponderas bem se deves ou não. Porque tudo tem causas e consequências. No teu caso és prisioneira duma consequência. Mas essa "prisão" tem um termino e isso é que interessa.

    A esperança é sempre a última a morrer. Tem esperança em melhores dias. Acredita num futuro melhor apesar de longinquo.

    ResponderEliminar