



Mais uma descoberta espantosa, com excelente resultado. Pão de pão duro ralado. Um pão onde 25% da sua farinha é pão ralado.
O pão que consumimos cá em casa é sempre caseiro (salvo raras excepções). Geralmente faço 2 pães por semana, uma vez que consumimos um pão em 3 dias (+/-). Ao fim de 3 dias, o que sobra já está bastante rijo/seco, nem sabe bem em torradas e como é o "cú" do pão, vai para os cães do sogro (anteriormente, ia para as galinhas do sogro).
Embora não existisse um desperdicio real, tinhamos imensa pena de não sermos nós a consumir "os restos". Até que ao ler o livro "Wild Fermentation" segui uma sugestão de Sandor Ellix Katz: reciclar os restos na confecção de pão. A sugestão é dele, a receita é inventada por mim.
INGREDIENTES:
- 1 copo (medida MFP) leite de espelta (ou outro);
- 3/4 copo (medida) água;
1 colher (sopa) açúcar integral;
1 colher (sopa) óleo de soja (ou outro);
1 colher (chá) sal fino;
3 copos (medida) farinha trigo branca T65;
1 copo (medida) pão ralado;
1 pacote fermento seco (usei Fermipan);
Farinha de arroz q.b. (de grão integral moido na bimby).
CONFECÇÃO:
Junte o leite de espelta com a água e aqueça no micro-ondas. Deite na cuba da MFP.
De seguida deite o açúcar, o óleo e o sal.
Por fim adicione a farinha, o pão ralado e o fermento. Ligue a máquina no programa rápido (1.30).
Vigie a formação da bola e se necessário vá acrescentando farinha de arroz. Geralmente, costumo abrir a máquina e ajudar a massa a sair dos cantos da cuba. A massa deve ficar maliavel mas não demasiadamente húmida. É possivel que chegue a juntar cerca de 1 cálice ou chávena (café) de farinha de arroz (baseado na sensibilidade).
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
O leite de espelta também teve a sua estreia neste pão. Encontrei-o no Continente e trouxe para experimentar. Normalmente costumo usar, sempre, 1 copo de leite de soja mas desta vez utilizei o leite de espelta em substituição.
A espelta é um parente do trigo, no entanto, a espleta não tem gluten enquanto que o trigo tem. Utilizar um leite sem glúten diminui a percentagem de glúten no pão (é um dos meus objectivos). O arroz também não tem glúten.
No entanto, se utilizarmos apenas farinhas sem glúten, o pão não cresce, já que é a elasticidade do glúten que permite ao pão crescer e manter o tamanho sem baixar. O gluten forma uma malha elástica que resulta num pão fôfo e arejado.
O glúten é a principal proteina presente em 5 cereais: trigo, cevada, aveia, centeio e malte. Algumas pessoas não possuem a enzima que digere esta fração proteíca. Desenvolvendo uma intolerância alimentar manisfestada por nauseas, enjoos, dores de cabeça, gases e diarreia.