30 junho 2009

OLEÃO - Artigo do jornal Ágora - Rubrica SOS Terra

Para ler o texto basta fazer duplo click na imagem:


Este é o 9º artigo que escrevo para o jornal Ágora do Centro Comunitário de Carcavelos.

ARTIGOS ANTERIORES:

Os 6 Rs (Repensar)

Os 6 Rs (Recusar)

Os 6 Rs (Reduzir)

Os 6 Rs (Reutilizar)

Os 6 Rs (Recuperar)

Os 6 Rs (Reciclar)- Papelão

Embalão

Vidrão


Uma sugestão da Gina do Naco Zinha Brasil (obrigada pela "ideia partilhada"):

Mais um contributo para o nosso artigo. A Paula do Aprender sem Escola deu-me a conhecer esta reportagem SIC (obrigada, desconhecia a possiblidade de utilizar o óleo de fritar directamente - para mais informações ver o site Biocar.com.sapo.pt)


29 junho 2009

SANDOCA RETANGULAR DE GARFO E FACA

INGREDIENTES:
  • 2 fatias de pão de forma, finas, cortadas ao comprido;
  • Maionese q.b.;
  • 1 Tomate em rodelas finas;
  • 1 interior de Alface migada;
  • 1 fatia de queijo cheddar;
  • 1/2 Cenoura ralada;
  • 1/2 Nabo ralado;
  • 1 tira de Pimento verde laminada;
  • Folhas de manjericão fresco;
  • 3 palitos;
  • Azeitonas para decorar.
CONFECÇÃO:
Laminar todos os vegetais na mandolina. Tente o mais fino que puder pois contribui para um melhor paladar da sandes.
Cortar 2 fatias (finas) de pão de forma ao comprido, com a faca electrica. Retire códea. Barre ambas as fatias com maionese, só de 1 lado.
Comece a montar o prato por esta ordem:
  1. Fatia com maionese;
  2. Rodelas finas de tomate;
  3. Farripas de alface;
  4. Queijo cheddar cortado ao meio;
  5. Cenoura ralada;
  6. Nabo ralado;
  7. Pimento laminado;
  8. Fatia com maionese;
  9. Palitos a segurar;
  10. Fatias de tomate espetadas nos palitos;
  11. Azeitonas espetadas nos palitos;
  12. Maionese em cima dos palitos;
  13. e cenoura, nabo e pimento a decorar à volta.

28 junho 2009

IOGURTE DE ESPELTA E INVERSÃO

Nos primordios das minhas confecções de iogurte de soja, perguntei ao site http://pt.efeitoverde.com/ se era possivel obter iogurte doutros leites, já que eu tinha adquirido a soyquick e a iogurteira vertical vendida por esta entidade.

Na altura foi-me dito que infelizmente não se conseguia fazer iogurte doutros leites para além do leite de vaca e soja. Fiquei triste, como é óbvio!

Até que ao ler o extraordinário livro
Wild Fermentation voltou a esperança de obter um iogurte doutra espécie :-)
No livro refere que para fazer iogurte de outros leites é aconselhável juntar lecitina de soja em pó. A lecitina funciona como agente emulsionante. Ou seja, ao ser adicionada às emulsões aumenta a estabilidade cinética tornando-a mais homogénia.
Achei a informação muito interessante e tal, mas como a lecitina de soja é super cara, resolvi intentar experiências mais baratas apesar de ter uma maior margem de erro :-(
O que é facto é que consegui! Consegui um iogurte cremoso embora não tão consistente como o de soja. O iogurte de espelta lembra iogurte líquido, uma bebida "lactea" muito agradável à qual juntei xarope de groselha. Adorei. Parecia batido de fruta.
INGREDIENTES:
  • 500 ml leite de soja (sem aroma e sem açúcar);
  • 500 ml leite de espelta;
  • 1 colher (sopa) frutose;
  • 1 iogurte soja (alpro).
CONFECÇÃO:
Colocar àgua a ferver dentro da terrina de vidro e guardá-lo no sitio destinado à incubação (desde modo aquece a "incubadora").
Juntar os dois leites num fervedor. Amornar até 40º, juntar a frutose e o iogurte batido.
Retirar a água da terrina, deitar o preparado e levar à incubadora. A incubadora pode ser um forno convencional desligado e acabado de assar qq refeição, um edredon ou uma manta polar, ou ainda, uma mala termica. No meu caso foram confeccionados no forno solar, como tem sido hábito deste blog.
Ao fim de 8 a 10 horas de fermentação, leve ao frigorifico durante 4 horas no minimo.
INVERSÃO:
Esta é a parte mais interessante, a meu ver.
Quando já não tinha iogurte nenhum no frigorifico à excepção dum restinho do de espelta, pensei assim: Será que posso utilizar este restinho como starter num novo iogurte mas desta vez só de leite de soja???
Dificuldade aparente: O dito "restinho" era mais soro do que iogurte, uma vez que no iogurte de espelta foi impossivel separar o soro. Supus que já não tivesse força suficiente para fazer um iogurte de soja sólido.
Na verdade, ENGANEI-ME! O starter de espelta fez um iogurte de soja, exactamente igual ao iogurte de soja confeccionado com 1 iogurte de compra, caseiro ou fermento. INCRIVEL ficou super sólido apesar de ter vindo dum iogurte liquido!
INGREDIENTES DA INVERSÃO:
  • 1 litro leite soja;
  • 1 colher (sopa) frutose;
  • 1 copinho de iogurte de espelta.

27 junho 2009

RECYCLING FOOD - PÃO DE PÃO DURO RALADO


Mais uma descoberta espantosa, com excelente resultado. Pão de pão duro ralado. Um pão onde 25% da sua farinha é pão ralado.
O pão que consumimos cá em casa é sempre caseiro (salvo raras excepções). Geralmente faço 2 pães por semana, uma vez que consumimos um pão em 3 dias (+/-). Ao fim de 3 dias, o que sobra já está bastante rijo/seco, nem sabe bem em torradas e como é o "cú" do pão, vai para os cães do sogro (anteriormente, ia para as galinhas do sogro).
Embora não existisse um desperdicio real, tinhamos imensa pena de não sermos nós a consumir "os restos". Até que ao ler o livro "Wild Fermentation" segui uma sugestão de Sandor Ellix Katz: reciclar os restos na confecção de pão. A sugestão é dele, a receita é inventada por mim.
INGREDIENTES:
  • 1 copo (medida MFP) leite de espelta (ou outro);
  • 3/4 copo (medida) água;
  • 1 colher (sopa) açúcar integral;
  • 1 colher (sopa) óleo de soja (ou outro);
  • 1 colher (chá) sal fino;
  • 3 copos (medida) farinha trigo branca T65;
  • 1 copo (medida) pão ralado;
  • 1 pacote fermento seco (usei Fermipan);
  • Farinha de arroz q.b. (de grão integral moido na bimby).

CONFECÇÃO:
Junte o leite de espelta com a água e aqueça no micro-ondas. Deite na cuba da MFP.
De seguida deite o açúcar, o óleo e o sal.
Por fim adicione a farinha, o pão ralado e o fermento. Ligue a máquina no programa rápido (1.30).
Vigie a formação da bola e se necessário vá acrescentando farinha de arroz. Geralmente, costumo abrir a máquina e ajudar a massa a sair dos cantos da cuba. A massa deve ficar maliavel mas não demasiadamente húmida. É possivel que chegue a juntar cerca de 1 cálice ou chávena (café) de farinha de arroz (baseado na sensibilidade).

CONSIDERAÇÕES FINAIS:
O leite de espelta também teve a sua estreia neste pão. Encontrei-o no Continente e trouxe para experimentar. Normalmente costumo usar, sempre, 1 copo de leite de soja mas desta vez utilizei o leite de espelta em substituição.
A espelta é um parente do trigo, no entanto, a espleta não tem gluten enquanto que o trigo tem. Utilizar um leite sem glúten diminui a percentagem de glúten no pão (é um dos meus objectivos). O arroz também não tem glúten.
No entanto, se utilizarmos apenas farinhas sem glúten, o pão não cresce, já que é a elasticidade do glúten que permite ao pão crescer e manter o tamanho sem baixar. O gluten forma uma malha elástica que resulta num pão fôfo e arejado.
O glúten é a principal proteina presente em 5 cereais: trigo, cevada, aveia, centeio e malte. Algumas pessoas não possuem a enzima que digere esta fração proteíca. Desenvolvendo uma intolerância alimentar manisfestada por nauseas, enjoos, dores de cabeça, gases e diarreia.

26 junho 2009

1ª EXPERIÊNCIA GELADA - VIANETTA BICOLOR

Como referi anteriormente, o religar do congelador tinha um proposito muito especifico: Realizar experiências geladas grrrrrrrrrrrrrr.

As minhas desculpas às amigas brasileiras que aqui vêm nesta altura do ano (Verão para nós, Inverno para elas). No entanto, o vosso Inverno é bem mais suave do que o nosso. Perguntem aos brasileiros que residem em Portugal...

A 1ªexperiência correu lindamente. Objectivo cumprido! Uma Vianetta de Chocolate e Coco, fácil de partir com a faca apesar de estar completamente gelada.

POST RELACIONADO:

Receita do Gelado de Coco

INGREDIENTES DO GELADO DE CHOCOLATE:

100 gr Chocolate Culinária em Tablete
100 gr leite de soja;
150 gr açúcar integral de cana;
2 iogurtes caseiros de soja;
1 colher (sopa) pasta de figo desidratado;
1 fatia de limão sem casca, sem pevides.

CONFECÇÃO:

Forrar uma forma de bolo inglês com pelicula aderente (exemplo neste
link).

Assim que o gelado de coco estiver feito, encher o dispara biscoitos (na função seringa) e rechear meia forma de bolo inglês com os torcidos de gelado.

Interessa que os torcidos sejam encaracolados e aleatóriamente sobrepostos para facilitar o corte em fatias. Reserve no frigorifico de um dia para o outro.

No dia seguinte, confeccione o gelado de chocolate. Pensei fazer esta receita
aqui mas depois optei por inovar. O gelado de chocolate com os ingredientes acima ficou frutado, lembra o chocolate de laranja da REGINA.

Colocar o chocolate partido no copo da bimby, regar com o leite de soja, programar 3 min, temp 70º, vel 1. Juntar os restantes ingredientes (frios) e triturar 2 minutos na velocidade 8 a 9, sem temperatura. Verter para a sorveteira (se a sua MFG não for automática, convém guardar o preparado no frigorifico, 30 minutos, antes de ir à sorveteira).
Entretanto, coloque confetes coloridos em cima do gelado de coco e reserve no congelador até o gelado de chocolate estar pronto.
No fim, encha o dispara biscoitos (na função seringa) de gelado de chocolate e processe da mesma forma em cima do gelado de coco. Guarde no congelador pelo menos 2 horas e sirva à fatia.
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Para desenformar é muito fácil. Basta pegar pela pelicula aderente de cada lado da forma e sai a barra de gelado sem problema. Uma barra de caracois lindissima.
Julgo que senão se utilizar a seringa será muito mais dificil de cortar o gelado pois o facto de ficar mais compacto dificulta o corte.

25 junho 2009

FALSO COUSCOUS C/PIMENTO E AZEITONAS

Fui traída pela batata!! Era suposto a batata-doce utilizada ser alaranjada por dentro, dando um couscous identico a este que descobri no blog Daily Raw Café.

Não obtive a cor pretendida mas obtive um óptimo falso couscous de batata-doce crua.

No curso de crudivorismo que fiz com a
Márcia tinha aprendido que a batata-doce crua é bastante agradável (já não é o caso da batata normal roxa ou branca). Dai que foi só aplicar conhecimentos daqui e d´acolá para inventar este Raw Couscous.
INGREDIENTES:
  • 1 Batata-doce grande;
  • 1 tira de pimento verde;
  • Azeitonas pretas q.b.;
  • Cebolinho fresco q.b.;
  • Azeite, vinagre de ameixa e sal;
  • Açafrão em pó.
CONFECÇÃO:
Descascar e partir a batata-doce dentro de água para evitar que escureça.
Picar a batata-doce na bimby (5 toques, espaçados, de turbo).
Colocar a batata-doce picada de molho, em bastante água filtrada ou água engarrafada. É importante não ser água da torneira por causa do cloro. Nesta operação a batata-doce vai perder a maior parte do amido. Mudar a água pelo menos 1 vez.
Escorrer bem. Picar o pimento, as azeitonas e o cebolinho com a faca (fininho). Juntar à batata-doce escorrida e temperar de azeite, vinagre de ameixa (ou outro) e sal fino. Povilhe de açafrão em pó para dar cor. O sabor do açafrão não se nota (mas não exagere na quantidade).
Deixar absorver paladares antes de servir.

Esta parte do artigo já não é crudivora!

No entanto, quis mostrar que o falso couscous é um excelente acompanhamento para qualquer tipo de alimentação. No caso presente, servi com chili de soja.

O chili de soja não é crudivoro, foi cozinhado (receita). Tive em atenção deixá-lo arrefecer até ficar morno para não matar as enzimas do "couscous".

A batata-doce crua é muito saborosa com estes temperos. Tem propriedades farmacologicas. É óptima para úlceras no estomago. Facilita a digestão.

24 junho 2009

GELADO DE COCO COM FRAMBOESAS

Primeiro que tudo tenho uma grande noticia para dar: Liguei o meu congelador que estáva desligado, por minha iniciativa, há 2 anos.

Liguei porque quero fazer umas experiências com gelados. No entanto, espero voltar a desligar o congelador daqui a 1 ou 2 meses. E nem vou comprar nada para encher o congelador. É tão somente para as ditas experiências geladas!

Gosto de tudo fresco e ninguém me convence a gastar energia. Só é fácil para mim porque não uso carne, nem peixe na minha alimentação. Pelo que frutas e vegetais vêm todas as semanas fresquinhas na cesta biológica que a
Quintinha entrega em casa. O resto utilizo desidratado ou enlatado.
Bom... mas isto tudo para dizer que contrariamente ao que tenho feito (consumido o gelado acabadinho de fazer na sorveteira), desta vez, depois da experiência ainda não revelada, congelei uma tacinha da sobra que mais tarde servi com framboesas.
Um gelado acabado de fazer não tem nada a ver com um gelado congelado. E este só esteve 3 horas congelado. Apesar de estar óptimo na mesma.
INGREDIENTES:
1 lata de leite de coco;
3 iogurtes caseiros de soja;
3 colheres (sopa) de frutose;
3 colheres (sopa) coco ralado;
1 pedaço de limão, sem cascas e sem pevides.
Framboesas para acompanhar.
CONFECÇÃO:
Colocar tudo na bimby e triturar durante 1,5 minutos na velocidade 8/9.
Deitar na sorveteira e ao fim de 40 minutos está pronto.

FALSO ARROZ DE COENTROS E CENOURA

C/MOLHO DE COGUMELOS (CRUDIVORO)

É tão bom quando temos alguém em sintonia connosco! Desta vez foi a Borboleta da Cozinha das Cores que publicou um arroz fingido crudivoro. Também ela sente-se atraida por esta forma de alimentação: Crudivorismo (Raw Food).
Assim que vi a invenção da borboleta tive de vir logo experimentar!! (sou mesmo macaquinha de imitação)
INGREDIENTES DO MOLHO:
1 punhado de cajús;
Água q.b.;
2 Cogumelos inteiros crús laminados;
1/4 cebola crua laminada;
1 dente de alho crú;
Molho de soja;
1 colher (sopa) sementes de linhaça;
Manjericão fresco;
Sal e pimenta q.b.;
1 ovo crú;
Óleo ou azeite prensado a frio (crudivoro).
INGREDIENTES DO "ARROZ":
1 couve-flôr pequena;
1/2 cenoura;
Coentros frescos q.b.;
Azeitonas para decorar;
Sal, óleo crudivoro e vinagre.
CONFECÇÃO DO MOLHO:
Coloque os cajús de molho em água durante umas 2 horas.
Lamine os cogumelos crús e o 1/4 de cebola. Pique 1 alho e tempere de molho de soja. Reserve.
Num copo misturador, triture os cajús com um pouco da água de demolho. Junte o preparado anterior dos cogumelos, cebola e alho. Triture. Coloque todos os outros ingredientes à excepção do óleo. Triture e adicione o óleo em fio até obter um molho cremoso (género maionese).
CONFECÇÃO DO "ARROZ":
Lave muito bem a couve-flor (de preferência biologica), retire-lhe os "pés" e triture o restante na Bimby (4 toques, espaçados, no TURBO).
Tempere com óleo, vinagre e sal. Misture bem. Pique os coentros e volte a misturar.
Lamine a cenoura em tirinhas finas. Tempere de azeite e junte à couve-flor.
Acalque numa tijela para servir de molde. Vire sobre um prato e regue com o molho de cogumelos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
É um acompanhamento espectacular para qualquer tipo de carne, peixe ou alternativos. No entanto eu comi assim como prato principal e adorei.
O molho de cogumelos é óptimo. Foi uma invenção que saiu muito bem. 5 estrelas!

23 junho 2009

SALADA DE FRUTAS LAMINADAS

Verdade inconstestável: A simplicidade é rainha em todas as áreas. Até mesmo na culinária!
Nada mais simples, nada mais prático, nada mais rápido do que uma simples salada de fruta em substituição de um jantar complexo. Tenho muita sorte em ter um marido que alinha nestas refeições light.
O toque de magia que tornou uma salada convencional na melhor salada jamais ingerida foi o laminar da fruta na minha nova mandolina. Como é que estas finas folhas de fruta fazem toda a diferença!? Até mesmo na hora de confeccionar. Pois em 15 minutos tinha o jantar pronto!
INGREDIENTES:
1/2 meloa;
2 pêssegos;
2 kiwis;
2 bananas;
1 limão em sumo;
2 laranjas grandes em sumo.
CONFECÇÃO:
Laminar tudo. Testar qual a melhor abertura de lamina para cada fruto.
Quando laminar a banana (ao comprido), regar imediatamente com sumo de limão para evitar que fique negra de oxidação.
Quando terminar de laminar, disponha na saladeira e regue com o sumo de 2 laranjas doces.
Aguardar poucos minutos e comer com satisfação.
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
A fruta esteve uma tarde inteira no frigorifico pelo que a salada de fruta estáva bastante fresquinha.
Não aconselho a confeccionar a salada de fruta com antecedência e guardá-la no frigorifico até altura de servir pois toda a fruta oxida em contacto com o ar. O potêncial nutritivo encontra-se na fruta imediatamente acabada de descascar.

22 junho 2009

DELICIA GELADA DOIS EM UM

Se arroz-doce de chocolate é bom, e se gelado de laranja-alperce é óptimo, nada melhor do que juntar os dois numa delicia gelada 2 em 1!!

Este post é apenas uma ideia de como combinar estas duas receitas:

Arroz Doce de Cabidela :-)
Gelado de Laranja e Alperce (sem ovos, nem natas)
O utensilio utilizado foi o dispara biscoitos na função seringa de pasteleiro.

21 junho 2009

"WHITE WEDDING" SALAD

SALADA "CASAMENTO BRANCO"

HAPPY WEDDING DAY! Ups, não é bem assim, é mais...FELIZ DIA DA COR! mas não posso evitar de pensar em casamento cada vez que penso em branco (apesar do meu vestido não ter sido White)!
Dada à associação de palavras resolvi, então, casar alguns legumes brancos com cogumelos e queijo fresco. Foi inspiração de última hora pois até sábado ao almoço não tinha receita branca para apresentar no dia da cor!
INGREDIENTES:
  • 1 alho francês (alho porro em brasileiro);
  • 2 dentes de alho de cabeça;
  • Vinagre de maçã;
  • 1 pepino grande;
  • 1 courgette grande (abobrinha em brasileiro);
  • Sal fino q.b.;
  • Cogumelos de Paris frescos;
  • 1/2 nabo fresco;
  • Óleo de linhaça prensado a frio (ou outro óleo/azeite);
  • 2 queijos frescos pequenos;
  • Pimenta em pó q.b.
CONFECÇÃO:
Utilizei a minha nova mandolina para laminar os legumes (link e video da mandolina no post anterior a este).
1º Cortei o pepino em fios (género juliana mas ao comprido do legume) e temperei de sal para retirar o sabor intenso. Com o tempo, o sal vai fazer o pepino criar líquido que deve ser escorrido;
2º Cortei a courgette em fitas largas (tipo fetuccini) e temperei de sal fino com o mesmo objectivo que o pepino: largar o líquido e retirar sabor intenso;
3º Cortei alho francês em rodelas fininhas e deixei de molho em vinagre a marinar juntamente com os dentes de alhos cortados;
4º Cortei os cogumelos em fatias (também na mandolina) e reservei num refractário;
5º Cortei o queijo fresco aos cubos com a faca, temperei de sal e pimenta. Reservei.
6º Retirei a água do pepino e da courgette, temperando de seguida, o pepino com o óleo de linhaça (pode ser com azeite);
7º Por fim, cortei o nabo em juliana e guarneci a saladeira de bambu com o pepino, seguido da courgette, dos cogumelos e do alho francês sem marinada. Misturar tudo com as mãos, sobrepor o nabo em juliana mais o queijo fresco. Decorar à volta com metades de cogumelos frescos.
Para cortar o branco coloquei umas folhas de manjericão que mais tarde, ao servir, foram picadas e sobrepostas na salada.
Servi com alheira vegetariana assada na Actifry e batata-frita pála pála ;-). Grande inspiração!!
Nota importante para alimentação crudivora: O queijo fresco não é aceite como alimento crú uma vez que provém de leite pasteurizado a altas temperaturas.

20 junho 2009

FALSOS CANELLONIS COM MANGO CHUTNEY

(CRUDIVORO)

ARTIGOS RELACIONADOS:

Falso Esparguete à bolonhesa Crudivoro
Falsa lasanha de 3 molhos Crudivora

As possibilidades de utilização da courgette (abobrinha em brasileiro) são inúmeras. Nunca imaginei que fosse tão versátil. Dependendo das ferramentas de cozinha que dispomos, podemos formatar este e outros legumes sem cessar.

Desta vez tive a preciosa ajuda dum novo gadget: Um mandolin ou mandolina (já vi escrito das 2 maneiras). Encomendei neste
link pois não encontrava em Portugal (mas já me disseram que há por cá, porém, será tão completo como este semi-profissional? - assistam ao video na pág do link).

Através das minhas pesquisas apercebi-me que a cozinha italiana é uma das mais reproduzidas na alimentação crúdivora. Pelo que entrei no crudivorismo pelas falsas massas. Estou a adorar, mas as visitas à Krudiland não são tão frequentes como gostaria por motivos familiares. Estes pratos só os faço para mim.

INGREDIENTES:

1 punhado de nozes demolhadas pelo menos 2 horas (ou mais);
4 tomates desidratados demolhados 2 horas;
1 Courgette grande;
250 gr de espinafres crús;
Sumo de 1 limão;
Meio dente de alho;
1 Manga madura;
1 polegar de gengibre fresco ralado;
sementes de cardamomo q.b.;
cominhos em pó q.b.;
coentros frescos q.b.;
oregãos secos em folha, q.b.;
Óleo prensado a frio (usei óleo de linhaça);
Azeitonas para decorar.

CONFECÇÃO:

Colocar as nozes e os tomates desidratados, em tijelas separadas. Demolhar pelo menos 2 horas.

Descascar a courgette e fatiá-la na mandolina com abertura fina. Temperar com sal e reservar.

Lavar as folhas de espinafres e deixar a marinar no sumo do limão com alho picado enquanto faz os molhos.

Num copo misturador coloque as nozes demolhadas e um pouco de água do demolho. Triture com a liquidificadora manual, tempere de sal e pimenta, junte fio de óleo, coentros picados e mais água se necessário. É importante obter um liquido cremoso e espesso para rechear os canellonis.

Noutro copo misturador coloque a manga descascada e cortada aos pedaços, o tomate demolhado e cortado aos pedaços, o sumo do gengibre ralado (só o sumo q se espreme da raspa), as sementes de cardamomo, os cominhos, sal e pimenta, fio de óleo. Triture tudo até obter um creme. Se necessário junte a água de ter demolhado o tomate desidratado.

Por fim, pegue em cada fatia de courgette, enrole em 2 dedos da sua mão por forma a obter um rolinho de canelloni. De seguida rechear com molho branco de nozes e folhas de espinafre escorridas da marinada.

Coloque todos os rolinhos recheados num prato, lado a lado e termine com cobertura de Mango Chutney decorada com oregãos secos em folha, azeitonas pretas e raminho de espinafre :-))

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Os frutos secos são muito utilizados na cozinha crudivora e com eles fazem-se diversos molhos brancos deliciosos. No entanto, quando utilizam nozes, referem-se sempre a nozes pecans mas até à data ainda não encontrei à venda em lado nenhum. Nem no LIDL daqui !!

Para vos ser franca prefiro o "bechamel" de cajú do que o "bechamel" de nozes, mas... deve estar intimamento relacionado com o facto de as nozes não serem pecans :-((

Esta receita foi inventada por mim, tendo porém várias influências derivadas das intensas pesquisas que faço. O Mango Chutney é receita adaptada dum livro que me foi oferecido pelo site onde comprei o desidratador EXCALIBUR. O site é
http://www.detoxyourworld.com/ e pertece à escritora do livro: Detox your World by Shazzie.

Na altura não liguei nenhuma ao livro pois, nesse tempo, crudivorismo era chinês para mim. À medida que fui despertando e ganhando curiosidade sobre esta matéria, transformei o livro na minha biblia pessoal :-) Li-o alternadamente, pulando de capitulo em capitulo, sem regra de leitura mas absorvendo ao meu ritmo o que me parece mais pertinente. Realmente é preciso estar sensivel aos temas para eles significarem algo para nós.

19 junho 2009

ARROZ DOCE DE CABIDELA

E aqui está o belo do arroz doce que estáva a ser feito no forno solar quando lembrei de fazer as tostas do post anterior.

A receita do arroz doce solar, normal, encontra-se neste
link. A diferença está no seguinte:

Em vez de pau de canela utilizei 1 colher (sopa) de canela em pó e ainda 1 colher (sopa) de farinha de alfarroba. Pode utilizar chocolate em pó mas eu preferi utilizar "chocolate" alternativo.

Portanto, quando se leva o leite a ferver, coloca-se apenas a casca do limão, as sementes de cardamomo e o açúcar. Quanto estiver quase a ferver junta-se a canela e a farinha alfarroba, dissolve-se até desfazer bem, e de seguida é que se junta o arroz já cozido.

Para decorar, côco ralado :-))

18 junho 2009

TOSTAS DE VEGETAIS COM ARTISAN BREAD

O forno solar estáva a cozer arroz para o arroz doce quando encontrei este artigo fabuloso no blog Pão Bolos & Cia. O tempo estáva extremamente quente e abafado fora do forno, dai que resolvi amornar água dentro de um copo, no lado de fora do forno, em cima do vidro, num canto entre os 2 espelhos. Perfeito, água morna em 10 minutos.

O Artisan Bread in 5 minutes a day, e o No-knead Bread estão a ficar muito populares nos blogs que costumo frequentar. Há 1 mês atrás experimentei a receita base apenas com farinha de trigo mas não correu nada bem, devo ter feito algo de errado pois não gostei do produto final.

O que me levou a testar novamente foi perceber que a massa do Artisan Bread presta-se a outras utilizações para além do pão normal, como por ex, bases de pizzas e tostas ( mais utilizações aqui).
Mas estas tostas são especiais e conquistaram-me completamente quando percebi que a tosta é feita directamente da massa e não de pão cortado em fatias.

INGREDIENTES:

350 ml água morna;
1 colher (café) sal;
Meia colher (sopa) fermento seco (Fermipan);
300 gr farinha branca de Trigo (moagem 65);
100 gr carolo (ou sêmola) de milho;
100 gr farinha de arroz integral (moida na bimby).

CONFECÇÃO:

Depois da água aquecida (40º) ao sol, juntar dentro dum recipiente com tampa, a água e o sal.

Noutro recipiente misturar as farinhas com o fermento seco. Adicionar ao recipiente da água e mexer a massa com uma colher de pau até conseguir molhar/unificar todos os ingredientes.

Tapar com a tampa do recipiente e resguardar em local quente e sombrio. No meu caso, como o forno solar já tinha terminado de funcionar, virei-o de costas para o sol, e em cima do vidro, encostado ao espelho, deixei a caixa hermética a fermentar durante 2 horas tendo o quentinho do forno por baixo.

Ao fim destas 2 horas, a massa cresceu consideravelmente, guardando-o de seguida no frigorifico até à hora do jantar. Baixar a temperatura da massa faz com que ela desacelere o processo de fermentação, como se, estagnasse.

À noite, retirei uma bola de massa para fora da caixa e fui amassando/juntando farinha de trigo para esticar com o rolo. Assim que obtive uma massa fininha, recheei com queijo mozzarela ralado, e uma colher (sopa) de vegetais com alguma (mas pouca)
maionese de linhaça (sem ovos), terminando com mais queijo ralado e fechando com massa de pão.
O recheio de vegetais contém o seguinte: Cenoura ralada, tomate sem liquido e sem sementes picadinho, pimento verde e azeitonas pretas picadas. Misturar com maionese.
Só vos digo, não há melhor tosta que esta! O pão fica género base de pizza mas muito fininho e estaladiço. E consegui evitar comer tanto trigo, uma vez que é uma massa de pão de 3 farinhas.
Com a restante massa, fiz bolinhas para o peq almoço do dia seguinte na Actifry. Retirei do frigorifico e moldei as bolinhas deixando-as aquecer à temperatura ambiente durante 20 minutos. De seguida foram 15 minutos dentro da Actifry com 1 calice de água ao canto da forma.

Assim sim, com 3 farinhas ficou muito melhor. Acho que o problema é o meu estigma contra o pão só de trigo.