30 dezembro 2009

ECOPRODUTOS: ESPONJA-ESFREGÃO NATURAL

Hoje trago-vos uma esponja-esfregão 100% natural. Vocês espantam-se comigo e eu espanto-me com a perfeição e generosidade da natureza. Quanto mais a conheço, mais vontade tenho de defendê-la e preservá-la. Só de pensar em perder todas estas virtudes que a mãe Terra coloca à nossa disposição, deixa-me extremamente triste e algo revoltada.

A combinação que vêem na foto foi inventada por mim. Decidi juntar o mar com a terra e criar uma esponja-esfregão. Bastou-me coser com linha a luffa à esponja maritima e obtive um óptimo esfregão de cozinha. No entanto também pode servir como esponja de banho com um lado esfoliante que activa a circulação e faz renovação celular.

A parte amarela, a
esponja maritima, é na realidade o esqueleto dum animal maritimo. Durante muitos anos pensava-se que as esponjas maritimas eram plantas aquáticas, mas nos anos 80 os zoólogos descobriram que elas são animais. As esponjas naturais absorvem muito mais água que as sintéticas, são mais macias, não retém odores e possuem maior durabilidade.

A parte branca, de nome bucha ou
Luffa Cylindrica, é o "esqueleto" fibroso do fruto duma planta, pertencente à familia das abóboras, courgettes, pepinos, etc... A planta da luffa dá flores comestíveis tal e qual como as flores de abóbora e os frutos também são comestíveis enquanto jovens e tenros, porém não se deve ingerir em quantidade, pois são um pouco tóxicos apesar das suas fantásticas propriedades purgativas e vermifugas. Para obter uma esponja vegetal há que deixar o fruto amadurecer bastante e criar fibra grossa no seu interior. Quando jovens as luffas têm pouca fibra.

As 2 esponjas que mostro aqui são de compra. A esponja do mar comprei na farmácia. A esponja da terra comprei numa loja de produtos brasileiros em Cascais. Mas através duma semente facilmente se cultiva luffas em Portugal (a exemplo vejam
o blog da Ana Ramon). Inclusivamente já vi no Mercado Biológico de Oeiras um dos feirantes a limpar a pele e sementes duma luffa. Brevemente vou pedir-lhe umas sementinhas para cultivar luffas na aldeia :)

Para terminar deixo-vos um assunto relacionado com as esponjas do mar:
o Bob Sponge! Um desenho animado criado por um biologo maritimo norte-americano que é apaixonado por animação: Stephen Hillenburg. Este senhor resolveu juntar as suas 2 paixões e criou o personagem Bob Sponge para alertar sobre as ameaças ao mundo subaquático:


Mais ainda 2 videos sobre as esponjas maritimas ao vivo e a cores:


28 dezembro 2009

CREME HIDRATANTE CASEIRO COR-DE-ROSA

Sempre tive o hábito de oferecer presentes caseiros e originais aos meus familiares mais directos. É assim que eu entendo o Natal. Não faço compras e só dou oferendas se tudo se proporcionar a isso. Não stresso com o ter ou não um presente para cada um. Em contra partida, aviso logo que também não quero prendas nenhumas, especialmente não quero que ninguém gaste dinheiro comigo. Remato todas as conversas a dizer: Obrigada mas não há necessidade. Eu já tenho tudo. Não há nada que me faça falta.
Este ano, optei, à última da hora, por oferecer à minha mãe, avó e tia, conjuntos com os seguintes itens:
1 garrafa de litro e meio de azeite da aldeia;
1 pote com azeitonas apanhadas e curadas por mim;
1 potinho de creme de mãos e pés, caseiro;
1 pão-de-forma semi-integral (confeccionado por mim).
Fiz umas etiquetas em computador com a região demarcada :) e todas ficaram satisfeitas. Desde pequena que sou assim, pelo que já ninguém estranha. Ainda este Natal o meu tio-avó estáva a beber duma garrafa de bagaço com uma etiqueta feita por mim no ano 2000. Nesse ano comprei bagaço numa aldeia em garrafão e engarrafei com rótulos engraçados: "Olha a bela pinguinha de Vila Franca da Beira :) Natal de 2000".
O creme de mãos e pés pensava que já não conseguiria confeccionar a tempo mas no fim da véspera de natal ainda arranjei um tempinho para inovar. As etiquetas é que já tiveram de ser manuais.
INGREDIENTES (para 3 potes pequenos):
150 gr azeite;
60 gr cera de abelhas;
65 ml água de rosas;
1 colher e meia (café) de Borato de Sódio (vende-se em farmácias);
2 colheres (café) essência em óleo de rosa (vende-se no celeiro);
Sumo de beterraba e limão q.b. (vende-se no Continente).
CONFECÇÃO:
Esterilizar 3 boiões e respectivas tampas com água a ferver.
Colocar uma panela baixa ao lume com um dedo de água. Dentro dum púcaro, colocar o azeite e a cera partida aos pedacinhos, a derreter em banho-maria na água da panela. Aquecer a água de rosas no micro-ondas. Diluir o borato de sódio quando a água de rosas estiver quente. Quando a cera estiver derretida no azeite, retire para fora do lume e comece a bater com uma liquidificadora de mão ou com uma vara de arames e deite aos poucos a água de rosas com borato. De seguida adicione a essência em óleo. Continue sempre a bater como se fosse uma maionese. Para terminar junte sumo de beterraba para dar cor rosa bébé ao creme. Deite nos potes esterilizados e bata com o pauzinho de madeira até arrefecer.A função da cera e do borato é ligarem o azeite com a água. Caso contrário aconteceria o mesmo que acontece com o azeite e o vinagre, após serem misturados, separavam-se :)
Não se preocupe com o facto do sumo de beterraba poder deteriorar. O azeite conservará o sumo natural durante um tempo.
NOTA:
Experimentei o creme nos lábios e descobri que é um excelente protector labial contra o frio, já que a cera dá-lhe uma textura fina que não desaparece com facilidade. Obtém-se um filme protector durável.
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27 dezembro 2009

PUDIM DE CITRINOS NA VAROMA

Andava há que séculos para experimentar fazer pudim na varoma. Há cerca de 2 meses atrás a Carolina pediu-me que lhe comprasse pudins para ela levar nos lanches da escola. Ao que eu respondi: não, não vamos comprar esses pudins artificiais. A mãe faz.
O tempo foi passando e apesar de ter adquirido as forminhas de aluminio, nada de fazer os pudins para a miúda levar para a escola :( Que mãe! Livra! Não faz, nem compra! Bolas!
Férias de natal, não há escola, diminuem as obrigações e sobra um bocadinho de tempo para pôr em prática o que estáva em lista de espera apesar de não satisfazer o objectivo primordial: pudins para lanches da escola!
Quando me lembrei de confeccioná-los não tinha caramelo liquido em casa. Pesquisei nos livros de receitas dos tachos AMC e encontrei uma receita de açúcar com sumo de limão. Como não tinha limão, fiz com lima. Que delicia inesperada!
INGREDIENTES (a quantidade de açúcar é ao gosto de cada um):
  • 5 ovos L ou 6 M;
  • 5 colheres (sopa) açúcar mascavado claro (fica pouco doce assim);
  • 1/2 litro leite soja ao natural (também pode usar de baunilha);
  • 1 pau de canela;
  • Casca de tangerina (biológica de preferência).
  • Para o caramelo: 4 colheres de açúcar e sumo de 1 lima inteira.
CONFECÇÃO:
Num tacho anti-aderente coloque as 4 colheres de açúcar e o sumo da lima. Em lume brando incline o tacho de vez em quando. O açúcar irá formar espuma e depois adquirir côr.
Numa cafeteira aqueça o leite com o pau de canela e a casca de tangerina. Não precisa ferver mas deixe aquecer bem para libertar os óleos essênciais da casca.
Coloque a borboleta no copo da bimby. Deite os ovos inteiros e o açúcar. Programe 5 minutos, velocidade 3, temperatura 40º. Caso não tenha bimby triture com a liquidificadora de mão.
Terminado o tempo, programe mais 3 minutos, velocidade 3, SEM temperatura e vá juntando o leite às pinguinhas pelo bucal da bimby. Retire o pau de canela e a casca de tangerina.
Prepare as forminhas de aluminio com uma colher de caramelo em cada, e todas dentro da varoma. Deite o preparado de leite e ovos em cada uma. Cuidado que é necessário retirar o excesso de espuma antes de entornar o líquido. Coloque 1 litro de água no copo da bimby, programe 40 minutos, velocidade 5, temperatura varoma. Monte a varoma em cima do copo para cozer os pudins ao vapor.
Como eu estáva ao mesmo tempo a assar um pão de forma no forno e como sobrou liquido de pudim, resolvi experimentar assar pudim em 2 formas de silicone. Ficou igualmente muito bom. A Carolina que o diga! Andei a esconder os pudins para evitar que ela comesse tantos ovos num só dia!
Gostei imenso destes mini-pudins de citrinos. Quer a lima no caramelo, quer a tangerina no pudim sobressaem em aroma e paladar. Fica um pudim extremamente provocador para os sentidos.
ARTIGO RELACIONADO:

26 dezembro 2009

CAFÉ DE TANGERINA

Café de tangerina? Sim senhora! Não há nada de mais simples e é uma verdadeira especialidade. Café ou chá de tangerina que também é um espetáculo.

A tangerina é aquela fruta que só compro biológica. Aliás, citrinos em geral só compro biológicos pois gosto de aproveitar as cascas.

Assim que vem o tempo da tangerina, tangera ou clementina, cá em casa o pessoal já sabe que tem de lavar a fruta por fora uma vez que após ser descascada, é obrigatório guardar as cascas num saquinho dentro do frigorifico.

Depois é beber café de tangerina todas as manhãs, ou chá de tangerina todas as tardes, ou fazer doces com raspa de tangerina como esta
compota de abóbora na MFP ou estas azevias de grão e amêndoa na Actifry.
NOTA: Depois de descascada não se lava mais a casca. Para café é só colocar na chaleira do café de saco antes de começar a cair o café. Para chá é só ferver água e deixar as cascas em infusão durante uns minutos.
Tem um aroma divinal. A laranja e o limão não conseguem igualar.
Experimentem! E poupem dinheiro. Não comprem chás em saquetas individuais. O planeta agradece!

25 dezembro 2009

Tiiiiiimber!!! Christmas Yule Log (Tronco de Natal)

O Tronco de Natal ou Christmas Yule Log foi a minha única confecção natalícia de 2009. Nesta época todas querem cozinhar e como nunca pásso o Natal em casa, limito-me a levar algo para juntar à festa. No ano passado fiz as broas vegan mas este ano não deixei ninguém comprar o Tronco de Natal.

A tradição de confeccionar torta em formato de tronco remonta ao tempo em que as pessoas reuniam-se à volta da lareira enquanto queimavam um tronco enfeitado com folhas e laços, benzido pelo chefe de familia com água benta, óleo ou aguardente. As crianças cantavam canções de natal e ouviam histórias contadas pelos avós. As cinzas dessa lenha eram conservadas para protegerem a casa do diabo e dos maus espiritos.

Mas tudo muda com a perda de importância das lareiras na vida doméstica. A lareira que anteriormente servia para aquecer a casa e cozinhar, é trocada por fogões e aquecedores. Assim sendo, a tradição teve que mudar em simultâneo, deixando-se de queimar o tronco de natal para passar a confeccionar um bolo alusivo ao simbolismo do
Festival Yule ou Festival de Inverno.

A receita que utilizei é esta
aqui da Gisa do Forum Bimby.

INGREDIENTES:

6 ovos;
240 gr açúcar;
100 gr farinha fina;
1 colher (chá) fermento Royal.
Recheio de creme pasteleiro Puratos.
Cobertura de creme de cacau trufado Puratos.
Decoração de folhas de espinafre e cerejas cristalizadas.
CONFECÇÃO:
Forrar o tabuleiro do forno com folha de aluminio e untar com óleo. Aquecer o forno a 200º.
Colocar a borboleta no copo da bimby. Juntar os ovos inteiros com o açúcar. Programar 5 min, velocidade 3, temperatura 40º.
Terminado o tempo, voltar a programa 5 min, velocidade 3, SEM temperatura nenhuma.
Retirar a borboleta, juntar a farinha e o fermento, misturar uns segundos na velocidade 5.
Deitar o preparado no tabuleiro forrado e levar ao forno, diminuindo temperatura para 150º. Ao fim de 30 a 40 minutos deve estar pronto.
Virar o bolo sobre um pano povilhado de açúcar. Iniciar de imediato o processo de enrolar em torta, enquanto o bolo ainda está quente. Mas antes não se esqueça de retirar a folha de aluminio.
Desenrolar, rechear com creme de pasteleiro e voltar a enrolar. Cortar um ponta para fazer um tronco em Y. Decorar com creme de cacau em seringa de pasteleiro. Terminar a decoração com folhas de espinafre e cerejas cristalizadas, demolhadas em água para retirarem excesso de açúcar e ganharem brilho.

23 dezembro 2009

CREME HIDRATANTE CASEIRO P/ PÉS E MÃOS

Pura magia! Experiência realizada com hiper sucesso! Começo a convencer-me que tenho o poder de criar tudo com as próprias mãos. Esta sensação de auto-suficiência instiga a inumeras experiências futuras. O céu é o limite! Parar é morrer! E até parece que andei a fumar umas cenas malucas pois estou extasiada com a recente descoberta.

Num dos almoços com o grupo de ensino doméstico, a Luísa do blog
A Oeste tudo de novo levou-nos uns cremes que aprendeu a fazer num workshop. Achei um piadão àquilo, analisei bem o conteúdo dos frasquinhos, perguntei quais os ingredientes e a Luísa mencionou a cera de abelhas, uns óleos prensados a frio, aveia e etc. Vim para casa a matutar e com muita vontade de frequentar um workshop desses.

Mais tarde, no blog
Come-se da Neide, encontrei este artigo aqui onde consolidei a ideia que tinha de usar o meu azeite no fabrico do creme hidratante caseiro. Pesquisei na internet à procura de mais incentivo e encontrei este Video no YouTube. Para terminar encomendei a cera e hoje, criei!! O poder da criação é algo de transcendente! Obtive um óptimo creme que por enquanto só apliquei nas mãos e pés. Ainda tenho receio que seja demasiado gorduroso para a cara, uma vez que tenho pele mista.

INGREDIENTES:

50 gr azeite;
30 gr cera de abelhas;
22 ml água de rosas;
2 gr de Borato de Sódio (à venda nas farmácias).

CONFECÇÃO:

Esterilizar um boião e tampa com água a ferver.

Colocar uma panela baixa ao lume com um dedo de água. Dentro dum púcaro, colocar o azeite e a cera partida aos pedacinhos, a derreter em banho-maria na água da panela. Num forminha de queque colocar a água de rosas e o borato de sódio a diluir, também em banho-maria ao lado do púcaro, dentro da panela com água. Lume baixo. Mexa a mistura de azeite e cera com um pauzinho de madeira (usei pauzinho de sushi).

Assim que a cera derrete no azeite morno, retire o púcaro para fora da água, mais a água de rosas e o borato. Comece a bater o azeite com uma liquidificadora de mão ou com uma vara de arames e deite aos poucos a água de rosas com borato. Continue sempre a bater como se fosse uma maionese. Deite no potinho esterilizado e bata com o pauzinho de madeira até arrefecer.

A função da cera e do borato é ligarem o azeite com a água. Caso contrário aconteceria o mesmo que acontece com o azeite e o vinagre, após serem misturados, separavam-se :)

Depois deste ponto de partida vou concentrar-me em perfumar ainda mais o creme, embora tenha um cheiro bom. Não cheira a refogado hein! Acredito que se possa juntar umas essências de perfume em óleo para conferir ao creme, perfume a rosas, a baunilha, a côco, ou outro a gosto. Divirtam-se!

22 dezembro 2009

MEL DIRECTAMENTE DO PRODUTOR E CERA

O meu stock de mel estáva prestes a esgotar-se e à semelhança de anos anteriores telefonei para o fornecedor habitual: - Bom tarde Sr. Angelo! É a Rute, como está? Posso encomendar mel? E cera de abelhas tem? É que ando com vontade de fazer umas experiências com azeite e cera, e lembrei-me que o senhor deve ter para venda, não?
Beleza! O Sr. Angelo tinha tudo o que eu precisava e de um dia para outro aqui chegou a encomenda entregue por mão própria:
Mel de Laranjeira;
Mel de Eucalipto;
Mel de Rosmaninho;
Mel Multifloral;
E uma novidade, Mel de Girassol;
Mais 1 kilo de cera de abelhas.
O mel, é um antibiótico natural. Previne gripes e constipações. Sendo o adoçante mais saudável que existe. Nenhum outro, sacarose, frutose, lactose, maltose, se pode igualar. Contém imensas vitaminas e minerais. É um açúcar completo, integral. Possui propriedades antibactericidas, cicatizantes, anti-infecciosas, energéticas e regeneradoras dos tecidos.
Dependendo do local onde estão situadas as colmeias assim obtemos mel de várias qualidades. Dependendo da flôr onde as abelhas vão buscar o polén, surge o mel de laranjeira, de eucalipto, de rosmaninho, de alfarrobeira, ou de Girassol. Esta é a predominancia, mas claro que nenhum mel é absolutamente monofloral, mesmo que a colmeia esteja situada num pomar de laranjeiras, ou de alfarrobeiras, ou num campo de girassois, há sempre mistura de flores de outras espécies. Porém, essa mistura é insignificante e não influência particularmente.
A cera, é segregada pelas glandulas especiais das operárias e utilizada na arquitectura dos alvéolos hexagonais. Os alvéolos são os "apartamentos" da colmeia. Uns servem como armazém (favos de mel), outros servem como maternidades (fechados com cera são incubadoras de larvas). Estou agora a descobri-la pelo tacto, olfacto, olhar :) Fechei os olhos por momentos e cheirei-a. De repente fui transportada para um campo de altas árvores. Cheira a resina, cheira a natureza, cheira a verde!

Que vontade de ser apicultora na aldeia! Será que há mel de flôr de oliveira??? Um dia ainda faço umas perguntinhas mais demoradas ao Sr.Angelo!!

Aqui vos deixo o contacto, caso queiram comprar directamente ao produtor:

ÂNGELO DUARTE - Areia - Cascais

Telef: 96 5052910

21 dezembro 2009

FÁBRICA DE BOLOS - VISITA ESTUDO DOMESTICO

No passado dia 3 de Dezembro tive o privilegio de acompanhar uma visita de estudo do grupo de ensino doméstico. Para os que não sabem de que tipo de ensino estou a falar vou dar uma breve explicação acerca:

Em Portugal, assim como em vários outros países é possivel praticar ensino doméstico no domicilio. Neste tipo de ensino a criança não vai à escola e aprende em casa com o encarregado de educação ou com um familiar até ao 3º grau. Está sujeita a exames autopropostos em cada ciclo de escolaridade e é "obrigada" a seguir os projectos curriculares do ensino institucional.

O Ensino Doméstico defende que a criança aprende melhor senão for forçada a estar sucessivamente em competição como acontece no ensino "normal", senão for levada ao limite, com um dia inteiro de aulas e um fim do dia a fazer TPC, senão tiver de acordar de madrugada, à pressa, rodeada de stress dos pais que têm de chegar ao trabalho a horas e deixar os filhos na escola antes do toque de entrada, etc etc...

É uma realidade que estou a conhecer aos poucos e que muito admiro, embora não considero que se aplique ao meu caso, já que a Carolina está muito bem integrada na escola e na turma, para além de ser uma menina especial, com curriculo adaptado à sua "deficiência", com uma professora especial e colegas de turma especiais. E nem sequer me posso queixar de "bullying" ou algo semelhante pois felizmente, apesar dela frequentar uma escola de ensino básico normal, os colegas das outras turmas ajudam imenso as crianças deficientes e não as excluem ou maltratam.

Optar por ensino doméstico é uma grande responsabilidade e acima de tudo uma grande coragem. É bonito de se ver como estes pais são muito mais participativos na vida dos filhos. Nada lhes passa ao lado e esforçam-se por proporcionar-lhes um óptimo ensino e enriquecedoras experiências práticas. Por enquanto, apenas vou manter-me simpatizante deste movimento, absorver e partilhar experiências conforme possa continuar a acompanhá-los. Tenho a sorte de ter o melhor de 2 mundos :)

Mas voltando à visita de estudo: Fomos visitar uma fábrica de bolos em Sintra. Vimos máquinas enormes conforme podem verificar nas fotos. Imensa rapidez de execução na linha de fabrico. Achei curioso o facto de não usarem formas de bolo mas sim aros com cartão. A massa base dos bolos é consistente e não escapa por baixo do aro. Os fornos são industriais, cada prateleira leva 6 bolos de cada vez.

Assistimos à preparação dum bolo de aniversário para um menino que adora pizzas e tartarugas ninja. Reparem nos ingredientes da pizza. Fizemos o exercicio de tentar adivinhar que "ingredientes" iria o pasteleiro colocar na pizza através das cores de pasta americana que tinha em cima da mesa. Rosa para o fiambre, preto para as azeitonas, amarelo para o queijo derretido, verde para os espinafres e vermelho para o pimento. Engraçado não é? Foi muito interessante poder presenciar esta realidade no seu espaço natural.

Achei imensa piada ao frigorifico pois é como uma casa. Um pré-fabricado frigofico. Dáva-me imenso jeito cá em casa um no género. Deixaria de lutar com falta de espaço :) E a despensa!? Ou melhor o armazém de materiais de pastelaria? Ali é só ter imaginação e pôr mãos à obra.


Um agradecimento muito especial ao Pedro e à Isabel de Matos do blog
A Escola é Bela e ao grupo do Pés na Relva. Aproveito ainda para agradecer à professora da minha Carolina que permitiu que ela faltasse à escola para poder participar nesta actividade particular. Não me canso de elogiá-la pois é uma professora muito compreensiva e dedicada aos seus meninos. Aliás nós temos tido muita sorte com as equipas que têm trabalhado com a nossa filha. Desde professores, a auxiliares, a terapeutas, são todos umas joias. Pessoas muito humanas! Bem hajam!

20 dezembro 2009

DELI-SLICES BIOSMILE, VEGETARIAN DELICACIES

Ontem fui às compras à Biocoop. Não costumo ir lá com a frequência que desejaria pois fica algo longe da minha casa e não compensa gastar tanta gasolina quando já se encontra a maior parte dos produtos aqui por perto. No entanto como gosto bastante de supermercados, em especial "biológicos e ecológicos", encaro a ida à Biocoop como um passeio.

Sempre que lá vou, trago uma saca de 25 kilos de farinha T65 biológica e gosto especialmente de comprar as mercearias a granel. Peso sacos de 5 kilos de arroz biológico, 2 kilos de sal integral, 2 kilos de cuscus integral, 1 kilo de cajú ao natural, leguminosas, cereais, açúcar integral, tudo a peso. Diminui-se imenso nas embalagens, desta forma. E podemos optar por sacos de plástico ou de papel. Ah! já esquecia de referir a compra de ovos avulso. Convém por isso reutilizar caixas de ovos que se tenha em casa. É como levar vasilhame! No entanto eles também lá têm caixas em 2ªmão :)

Desta vez, trouxe uns quantos produtos novos para experimentar. As mortandelas
BioSmile foram uma agradabilissima surpresa. Experimentei a BioSmile Pepper (de pimenta) em pão de forma com uma sopa ao jantar e fiquei mesmo consoladinha. Hoje, testei uma torrada com BioSmile Mixed Garden (de vegetais e especiarias) no café da manhã e ó pra mim a sorrir bio desde ontem à noite, até agora :))

Outra descoberta sensacional, foram as natas de espelta, natas de amêndoa e as natas de arroz. Apesar de também ter trazido natas de aveia que já conhecia. Ontem ao almoço, confeccionei uns hamburgueres com molho de natas de espelta bem temperados com alho, sal, pimenta e louro... um espetáculo! Estão aprovadissimas por maioria.

Adoro encontrar alternativas mais saudáveis no mercado. Pareço uma criança no parque de diversões. A parte pior é a "dolorosa" na altura de pagar. Mas mesmo assim não achei nada caras as mortadelas (cerca de 2 euros e tal cada embalagem).

Por falar em espelta deixo aqui uns artigos relacionados:

Iogurte de Espelta e Inversão
Pão de pão duro ralado com leite de Espelta
E por falar em mortandela lembrei disto:

18 dezembro 2009

PANRICO DE FORMA CASEIRO

Reparem bem na porosidade linda deste pão de forma. Hiper fofo. Um panrico de contrafacção que partido em fatias simétricas passa bem como sendo o original :) Com códea ou sem códea, é à vontade do freguês. Tão leve, tão saboroso. Derrete-se na boca como hóstia da missa de domingo :)

INGREDIENTES:

240 gr de água morna;
240 gr de farinha Easy Forma Puratos;
240 gr de farinha trigo T65;
1 pacote de fermento Fermipan.
(não necessita de sal pois a Easy Forma já contém)

Óleo para untar.

CONFECÇÃO:

No copo da bimby colocar a água morna, a farinha
Easy Forma e o fermento. Programar 2 minutos, velocidade 1.

Juntar a farinha trigo T65 e programar 8 minutos, velocidade espiga. Vigiar a massa, e juntar água morna, se necessário, até obter uma massa fina e elástica (isto nos 2 minutos iniciais da vel.espiga). Tapar com 2 panos, um à volta e um por cima. Deixar descansar 30 minutos.
Aquecer o forno a 220º, colocar dentro a forma vazia. Quando esta estiver quente, retire-a para fora e unte com óleo. Apague o forno e leve a caixa novamente a aquecer. No fim dos 30 minutos de descanso da massa, retire-a do copo da bimby sobre um prato grande com farinha. Vire-a suavemente sobre a farinha e forme um rolo com as pontas para baixo. Estique o rolo à medida da forma retangular, deposite a massa no fundo da forma e tape. Convém ser rápido para evitar que a massa arrefeça.
Leve ao forno e deixe levedar mais 30 minutos. Após este tempo, ligue o forno a 100º durante 15 minutos, aumentando para 200º quando a massa bater na tampa (vá espreitando, em principio demora só 15 minutos a crescer). Deixe assar nos 200º cerca de 30 minutos.
Quando terminar, retire o pão da forma e leve 5 minutos ao forno a ganhar cor.
NOTAS FINAIS:
Consegui chegar a estas quantidades pela conversão das quantidades industriais da receita da Puratos. Segundo a Marca aconselham o peso de 700 gr de massa para a forma 35x10x10, e o peso de 450 gr de massa para a forma 20x10x10. Quem tem tamanhos de forma intermédios tem de fazer contas.
Alerto no entanto para o seguinte: o peso de 700 é o peso da massa ou seja o peso total de farinha puratos + farinha T65 + água = 240 + 240 + 240 = 720.

17 dezembro 2009

SCONES OVO-VEGETARIANOS AO ACORDAR

Isto é que vai uma crise!! Certos dias, como ontem, termino a jornada tão exausta que não me peçam nem para mexer os olhinhos. Quanto mais para fazer pão para o pequeno almoço do dia a seguir. Dai que vou-me deitar com remorsos por não ter conseguido, sequer, arranjar energia para programar a MFP e colocar lá dentro os ingredientes!

Mas eis que chega o dia seguinte e revigorada de uma noite bem dormida, acordo com os galos (porque me deitei com as galinhas), a pensar que "alguém" vai ter de ir comprar pão para o petit déjeuner (pequeno-almoço em françiuuuuu)...

E aí... é que vem o probrema!! Quem?? Tá claro que vai sobrar pra mim!! E... entre ter de ir à rua ou confeccionar algo no quentinho do lar, é mais que óbvio que prefiro colocar as mãos na massa! Segundo problema: pouco tempo para fazer pão, mas tempo suficiente para fazer scones!!

Esta receita que vos apresento aqui já a tenho desde 2001. Porém andáva esquecida de a pôr em prática até que vi os scones da Isabel -
Sitio das delicias e refresquei a memória:
INGREDIENTES:
  • 1 ovo L;
  • 1/2 chávena (chá) leite de soja;
  • 40 gr açúcar mascavado claro;
  • 225 gr farinha T55 (com fermento);
  • Pitada de sal fino;
  • 1 colher (sopa) margarina soja;
  • 1 colher (chá) fermento em pó Royal.
CONFECÇÃO:
Pré-aquecer o forno a 220º C.
No copo da bimby colocar todos os ingredientes pela ordem da lista de ingredientes. A manteiga deve estar fria e convém colocar em pedacinhos separados. O leite pode estar frio ou à temperatura normal. Programar 4 minutos, velocidade espiga. Se a massa estiver muito "seca" junte mais umas pingas de leite de soja durante o amassar.
Preparar o tabuleiro do forno com farinha. Deitar colheradas de massa separadas. Atenção que a massa cresce e duplica tamanho. Tenha isso em conta no espaço de separação. A massa é pastosa.
Coloque um recipiente com água dentro do forno. Baixe a temperatura para os 200º e coloque o tabuleiro de scones a assar durante 15 minutos.
Comer quentinhos com manteiga de soja e doce de framboesa :)

16 dezembro 2009

A SAGRADA FAMILIA RECICLADA DA SALA UAM

Era uma vez... 3 garrafas pet de água mineral. Uma de 0,5 l, outra de 0,33 l, e uma de 0,20 l. Preparavam-se para serem depositadas no contentor amarelo, quando uma ilustre professora da sala UAM (Unidade de Apoio à Multideficiência), coleccionadora de presépios internacionais, teve a brilhante ideia de converter lixo em vida. E assim nasceu no mês de Dezembro de 2009, uma encantadora sagrada familia com um São José de 1/2 litro, uma Nossa Senhora de 1/3 de litro e um Menino Jesus de 1/5 de litro :)
Caritas e cabelos de barro, roupas de trapos, gruta de papel e "arvoredo" apanhado pelos próprios alunos nos arbustos do recinto escolar, resultou no presépio mais espetacular que eu já vi! Esta sagrada familia tem tudo a ver com o que eu aprecio: reciclagem, confecção caseira, aproveitamento de recursos... Por detrás da iniciativa da Professora Paula estão muitos ensinamentos que são transmitidos aos alunos a brincar :)
Através da criação dum presépio, a professora canaliza a atenção das crianças para a importância de reciclar, de criar com as próprias mãos (motricidade fina), de utilizar materiais que à partida não servem para mais nada. Por outro lado trabalha os conceitos de familia, de vestuário, de número, uma infinidade de maneiras de abordar a temática e de a converter em conhecimento.
Será que em casa não deviamos fazer a mesma coisa? Porque compramos tudo feito quando podiamos aproveitar tempo em familia para manualidades úteis de natal, como construir um presépio, ou decorar uma árvore com enfeites caseiros? Sinceramente acho que brincamos pouco com as nossas crianças. A TV é um descanso para os pais, o tempo que os pais têm para fazer as obrigações caseiras é sempre diminuto e parece que não sobra tempo para estar com os filhos :( Há que arranjar uma solução...
Por falar em tempo lembrei-me deste meu post muuuuito antigo, dos primordios do blog: http://publicarparapartilhar.blogspot.com/2007/08/sabedoria-dos-grandes-mestres.html