Ao criar o pão das rosas não pude evitar estabelecer ligação com o Milagre das rosas da rainha santa Isabel. Até porque o meu 1ºnome é Isabel :) e sinto alguma empatia com tal Rainha que distribuia esmolas e pão aos necessitados às escondidas do marido. Mas...vamos à lenda:
«Eis que o Rei já andava desconfiado das acções de caridade da Rainha. Numa dessas fugas para levar pão aos pobres, questiona-a no caminho:
REI- Onde ides senhora minha?
RAINHA - Passear ao jardim, meu senhor.
REI (desconfiado)- O que trazeis bem escondido no regaço?
RAINHA (embaraçada)- São...são rosas, meu senhor D.Dinis!
REI (admirado)- Rosas em JAN??? (tás-me a enganar ó cabrona) Mostrai-mas!
A rainha não tendo como continuar a mentir, corada e cabisbaixa, solta as pregas do manto e em vez de cairem pães no chão, caem rosas vermelhas. Dá-se então o milagre das rosas.»
INGREDIENTES:
- 170 gr farinha de trigo negro da Bretanha;
- 300 gr água purificada morna;
- 25 gr fermento fresco (1 cubo);
- 300 gr farinha branca (usei semi-integral T80);
- 20 gr canela em pó;
- 10 gr farinha de alfarroba;
- 15 gr melhorante regueifa 3% (puratos);
- 9 gr sal;
- Sementes de papoila q.b.
CONFECÇÃO:
Colocar a água morna, o cubo de fermento desfeito e a farinha de trigo negro (comprei no intermarché) dentro do copo da bimby. Programar 2 minutos, velocidade 2.
Juntar os restantes ingredientes e programar 6 minutos, velocidade espiga. Agasalhar com um pano à folha e outro por cima. Deixar levedar 30 minutos.
Aquecer o forno com um recipiente com água lá dentro.
Separar faixas de massa, "recheá-las" com sementes de papoila e enrolar. Colocando-as sobre um tapete de silicone, dentro do aro duma forma de mola sem fundo. Conforme imagem:

Então o D. Dinis chamou cabrona à Rainha? Tás pior que o Hermano Saraiva a inventar... :))))
ResponderEliminarQue belas rosas, sim senhora. Conseguiste suplantar a D. Isabel, ficaste com pão e com rosas ao mesmo tempo! :)
beijinhos
Mas que lindo pão! E que língua, a do D. Dinis...
ResponderEliminarNossa como ficou lindoooooooooooo... Apaixonei! Bjinhos
ResponderEliminarOlá,Rute.
ResponderEliminarEssa pão das rosas ficou lindo e deve ser uma delicia!
Uma receita que ando para fazer há imenso tempo mas que ainda não ganhei coragem,pode que seja desta.
Este é uma das lendas da história de Portugal,que também nunca esqueci de que gosto bastante o
Milagre das Rosas.
Bjinhos
Mas que lindo e fofinho...está-se sempre a aprender!Beijinhos
ResponderEliminarSão assim as rainhas: misturam lendas da História com uma mão cheia de entusiasmo, acrescentam uma pitada de humor, confeccionam com sensibilidade e fermentam rosas em Março!...Se fosse vivo, diria agora o D. Dinis: «Oh cabrona, passa mas é para cá esse pãozinho, anda!»
ResponderEliminarAgora o gajo de certeza pediria pelo delicioso panito x
ResponderEliminarque pão mais lindo e imagino que saboroso tb.
ResponderEliminarÔ, "Isabel", sua lâmpada está sempre acesa, não? Sabe aquela lampadinha do Prof. Pardal?
ResponderEliminarEsse pão de rosas ficou lindo e a farinha de alfarroba anda me tentando. E canela ainda por cima? Vou ter que ir atrás dessa alfarroba!
Bjs.
Tá lindissimo, uma tentação! Sim senhora, parabéns!
ResponderEliminar*
Tem uma aspecto delicioso. E que lindo que ficou.
ResponderEliminarBons cozinhados
Ahahahahahahahahah eu sabia que vocês iam gostar do pão, das rosas, da lenda e da pitada de comédia :) Fartei-me de rir a escrever o artigo :)
ResponderEliminarCláudia, o D.Dinis só pensou, não chamou!
Pequete, a realeza parece muito fina mas não é! Até a comer eram uns javardos!
Paula, eu também fiquei completamente apaixonada por este bouquet de pão. E o sabor é bem exótico.
Mary Sabores, e a lenda de Inês de Castro! Aiiii, adoro toda a nossa história.
Susana, há mais de 1 ano que tinha ideia de fazer um pão em formato de rosas! Finalmente consegui. Recomendo!
Caro anónimo, quando eu abrir a padaria/pastelaria, envio convite para vir provar ;)
Ana Powell, eu também acho! Se a D.Isabel em vez de rosas mostrasse 1 pão destes, o homem concerteza ficava rendido.
Kombi, é muito bom e as sementes de papoila deram-lhe um crocante especial. Ficou muito bom com queijo fresco e doce de mirtilhos.
Gina, pois é! Qualquer dia tenho a lâmpada fundida de tanta utilização. Olhe que até de noite, por vezes, sonho com confecções!
Pami Sami, bem vinda ao mesmo espaço. Em breve irei conhecer o teu. Já vi que é um cantinho veggie :)
Cherry, de facto é: lindissimo, delicioso e óptimo. Come-se de 2 maneiras, com os olhos e com a boca :)
Beijinhos a todas.
Até breve!
Lindo :D
ResponderEliminarQuanto ao D. Dinis.... ;-)
O pão de rosas ficou com um efeito tão giro. Adorei.
ResponderEliminarBeijinhos
A lenda do milagre das rosas é das mais lindas do nosso país, ou não se tivesse passado em Leiria (diz a lenda) no castelo mais lindo de Portugal (ou não fosse a minha terrinha).
ResponderEliminarQuanto ao teu pão, que grande feito o teu, transformar pão em rosas. Fez-me lembrar um bolo das rosas que tambem é famoso.
Jnhs
Tem 1 efeito super giro, e deve ser óptimo pelos ingredientes :) Parabéns...
ResponderEliminarbjoca
Este é um episódio muito bonito da nossa história!
ResponderEliminarMas que lindas rosas! É sempre um espetáculo visitar o teu blog!
Beijinhos.
FIcOu tão bonito o teu pão de rosas! E como sempre com ingredientes tão diferentes! Tu lá arranjas essas coisas! Bjs
ResponderEliminarQue lindo roseiral! Felizmente que estas rosinhas são comestíveis! :)
ResponderEliminarHum!...
ResponderEliminarNão sabia que tb te chamavas Isabel... pois esse milagre é lá da minha terra (Coimbra), é lá onde a rainha está sepultada e de 4 em 4 anos (ou será de 2 em 2? Não acho que é mesmo de 4 em 4...) faz-se a procissão da Rainha Santa. Também tenho a impressão que em Coimbra há tantas Isabéis por causa da dita rainha... mas o milagre foi transformar o pão em rosas e não em rosas de pão! Ah, ah!...
Devem ter ficado deliciosas essas rosas de pão. Dica: parece-me que se fosses vendê-las a Coimbra o sucesso seria tal que deixavas a contabilidade! (E a propósito: o que é que deu aos legisladores deste país que de repente saíu um monte de legislação que andamos todos às aranhas? Lá na nossa área do urbanismo também andamos como tu perdidos na nova legislação...)
Beijinhos, vem lá connosco ao tailandês provar o arroz doce... vais gostar
Isabel
Essas rosas ficaram lindas!!!
ResponderEliminarO efeito delas na forma redonda, todas juntinhas, está perfeito!
ResponderEliminarbjsssssssssssss
Parece que a Rainha Sta Isabel passou por muitos sítios. Leiria, Coimbra... Aproveito para dizer que também passou em Estremoz, que penso que foi onde faleceu. A Pousada de Estremoz no Castelo tem o seu nome e mesmo em frente existe uma estátua da rainha a mostrar o que tinha no regaço - as Rosas! :)
ResponderEliminarBeijinhos
Já têm matéria para fazer uma volta a Portugal à procura da Rainha Santa :)
Olá a quem chegou já depois do teu comentário/resposta.
ResponderEliminarObrigada Luísa, Cacahuete, Ana Maria, Xana, Marina, Suzi, Maryzita, Isabel de M., Kristininha, Anita e Carla! (ufa tantas!).
Isabel de M., vamos nessa ao tailandês provar o arroz doce! (talvez prá semana).
Carla, muito me contas! A rainha santa Isabel era uma mulher muito viajada :) Sai a mim! Agora é q ando mais paradinha.
Beijinhos a todas sem excepção.
Gosto de vos ter por cá.
Amiga, que farinha fantástica!
ResponderEliminarE eu sou fã: tanto de massa moldada em rosas, como da história do Milagre. :)
Que belo post!
Beijinhos.
Que lindo "ramo".
ResponderEliminarBjs
Confesso que se tivesse sido tu minha professora de história, hoje não seria contabilista!! Esta lenda assim contada nunca mais seria esquecida!! Quem não vai esquecer estas belas rosas tão cedo, sou eu!! :)
ResponderEliminarAh ah ah, mas olha que tive uma professora de português super entusiasta no meu tempo de escola e talvez seja por isso que escrevo divertidamente.
ResponderEliminarSe precisares de farinhas diz. Envio-tas por CTT.
Beijinhos Isabel, és muito querida.