26 julho 2010

AFECTO CRÚ SACIA CARÊNCIAS AFECTIVAS ?

Hoje vamos falar de AFECTIVIDADE x ESPIRITUALIDADE. É o novo tema da blogagem colectiva espiritual ecumênica, o 11º dum total de 12. Estamos chegando ao fim deste maravilhoso momento reflexivo. A minha gratidão à Orvalho do blog ESPIRITUAL-IDADE que nos desafiou, com mestria, a falar sobre temas pertinentes e como não podia deixar de ser, bastante polémicos.

A sua irmã, Gina, do blog Naco Zinha Brasil, foi quem me incentivou a participar porque teve a fabulosa ideia de associar a culinária aos temas da espiritualidade, tornando-os ainda mais atractivos. Porém nem sempre me foi possivel conciliar as confecções com as reflexões. Até à data apenas consegui trazer a Spirulina Spiritual e hoje, o Afecto Crú.

E agora vocês perguntam? Afecto Crú? O que tem a ver afecto com crú e chocolate com espiritualidade :)?

Eu explico!

Resolvi falar de carências afectivas do ser humano e da forma como muitas pessoas compensam a falta de afecto com a ingestão de doces, especialmente de chocolates. E como ando numa "onda" de crudivorismo, apresento uma receitinha de chocolate crú ou crudivoro.

INGREDIENTES:
  • 1 chávena de manteiga de cacau ralada;

  • 2 colheres (sopa) de cacau crú;

  • 2 colheres (sopa) de mel;

  • 1 metade de noz pecan por forminha;

  • 2 uva-passa por cada forminha;

  • 3 bagas goji por cada forminha.
CONFECÇÃO:

Aquecer água e deitar num recipiente largo. Ralar o bloco sólido de manteiga de cacau até completar uma chávena. Colocar as raspas num púcaro e encostar ao de leve a base do púcaro à água quente. Não emergir em banho-maria porque a manteiga não pode cozinhar. É só para derreter.

Quando a manteiga sólida passa ao estado líquido (isto acontece em poucos minutos), retirar da água para uma superficie fria. Juntar o cacau crú em pó mais o mel (ou xarope de agáve). Mexer bem com uma colher.

Numas formas de silicone deitar 2 colheres do preparado em cada uma e juntar 1 metade de noz, 2 uvas-passa e 3 bagas goji. Levar imediatamente ao frigorifico e ao fim de 30 minutos já é possivel desenformar as suas moedas de Afecto Crú :) Saudáveis, sem açúcar refinado e com todos os beneficios do cacau que é rico em flavonóides, anti-oxidantes, de substâncias precursoras de serotonina sendo portanto um excelente anti-depressivo. Comido com moderação ajuda e não prejudica.


AGORA A PARTE ESPIRITUAL DO TEMA

Quanto mais procurei simbiose entre afectividade e espiritualidade mais encontrei oposição de situações. Se não reparem: os que buscam aperfeiçoar-se espiritualmente tendem a afastar-se das próprias emoções e do contacto físico. Entregam o seu coração a Deus e vivem a clausura em mosteiros, optando pelo celibato. Só assim é possivel libertarem-se de sensações mundanas, terrenas e elevarem o espirito a níveis superiores de espiritualidade. Não quer isto dizer que fiquem insensiveis, antes pelo contrário, dedicam-se a aliviar o sofrimento alheio, como é o caso das freiras, dos padres, dos mestres espirituais.

Há inclusivamente religiões que proibem a ingestão de certos alimentos considerados afrodisiacos como por exemplo a cebola, o alho, o gengibre, o mel, e claro, o chocolate. Durante anos e anos o chocolate foi considerado um alimento profano que ao ser ingerido libertava endorfinas, criando uma sensação de bem estar relacionado com prazer sexual.

Afectividade para mim é corpóreo, está ligado à matéria, não ao espirito. Afectividade está ligado ao toque, à dádiva de carinho em forma de gesto, embora haja também o carinho em forma de palavra, aquele que nos afaga a alma.

Vivemos numa sociedade cada vez mais carente, mais individualista, onde tocar, beijar, abraçar está envolto em várias problemáticas ligadas a doenças infecciosas e não só. Ainda há pouco tempo tivemos a ameaça da Gripe A. Em pouco tempo deixámos de nos cumprimentar com um aperto de mão, um beijo, um abraço...

Outra realidade é a falta de tempo que temos uns para os outros, para os nossos descendentes e ascendentes. Felizmente que a violência doméstica está a diminuir nas familias mas o stress de um dia de trabalho suga-nos a vontade de dar miminhos, atenção... são obrigações atrás de obrigações, responsabilidades incessantes...
Um abraço vale mais que mil palavras. Quando 2 pessoas se abraçam, os corações ficam colados um ao outro e os braços são como extensões de amor vindos do coração para abraçar e aconchegar. Todos precisamos de toque, de calor humano. Será que antes de elevar o espirito precisamos de desabrochar em corpo? Precisaremos de tornarmo-nos mais humanos antes de enveredarmos pela espiritualidade? Confesso que nesta temática tenho mais dúvidas que certezas. Partilhem comigo a vossa opinião para me ajudar a reflectir.

O/PARTICIPAÇÕES QUE VALE A PENA CONFERIR PARA ALÉM DO ESPIRITUAL-IDADE:

Flora da Serra
Rumo à Escrita
Natureza...lindaaaaa!
NacoZinhaBrasil
Alma Mater

32 comentários:

  1. é um tema um pouco da discordia, no meu caso acho que a necessidade de cada vez mais se comer doces, que podem ser em forma de refrigerantes, cereais, bolachas, pão doce, chocolates etc tem a ver cada vez mais com a necessidade do Homem ter uma vida ocupada deixando de lado a alimentação como forma de se alimentar e come para sobreviver, ou seja em vez de ter tempo e fazer uma alimentação saúdavel, poupa tempo e faz refeições rápidas ricas em calorias e açúcares, ora o corpo habitua-se a não ter nutrientes o que faz com que o cérebro dê a imformação ao corpo da necessidade de alimento a pessoa come mais e fiqua cada vez mais gorda mas menos nutrida.

    Houve tempos que a própria refeição era afecto, agora a refeição por vezes é usada para trabalho ou para disputa daquilo que se tem.

    Cada vez mais vive-se num mundo materialista e sem afecto, talvez seja a evolução do Homem, uma evolução solitária.

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  2. Rute,
    Chocolate cru só podia vir de você! É inegável o poder do chocolate sobre o estado de espírito. Vejo pelas reações das pessoas, uma vez que não sou muito de consumí-lo.
    É muito interessante ver como cada um aborda a temática espiritual aliada à culinária.
    Penso que devemos sim tornarmo-nos mais humanos, mas também não tenho certeza se antes ou depois de meditar ou orar pela nossa melhoria moral e, consequentemente, afetiva, que inclui o relacionamento com os outros.
    Madre Teresa de Calcutá fazia 4 horas diárias de oração, dormia bem pouco e dedicava o restante de seu tempo no auxílio aos menos favorecidos. Acolhia, abraçava, beijava pessoas moribundas.
    Como negar o poder do abraço?
    Simplesmente viver reclusos, enclausurados em meditação constante, sem presenciar os problemas ao nosso redor, sem nos empatizarmos com as pessoas, não nos torna pessoas melhores.
    Não excluo o poder da fé na recuperação do bem-estar, mas não podemos ficar de braços cruzados, esperando qua a solução para os nossos problemas venham do "alto". Se estivermos incapazes de pensar e tomar decisões, que procuremos ajuda dos profissionais, terapeutas de diversas vertentes.
    Provaria seu chocolate crudívoro com prazer, sobretudo porque estaria impregnado de suas boas energias.
    Bela participação!
    Também publiquei hoje, aproveitando o aniversário da "Orvalho".
    Bjs.

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  3. Gostei do ponto de vista da "Kombi", quando fala na falta de afeto no preparo das refeições.
    Ainda hoje vi uma reportagem que mostrava um padre, que depois que sai da paróquia, vai preparar pães totalmente orgânicos e tornou-se fornecedor para outros empresários do ramo, mostrando o cuidado de transmitir qualidade de vida a quem queira adquirir esses pães. A procura por alimentos desse gênero tem aumentando, o que mostra uma preocupação maior com a nutrição. Mas há que se reconhecer que estamos longe do ideal.
    Penso que a questão do materialismo é mais uma involução do que evolução, pois somos seres sociais, precisamos uns dos outros.

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  4. Só posso dizer que sou uma pessoa afectuosa, vivo rodeada de afectos e no entanto AMO chocolate! E dou por mim a petiscar um cubinho de xiclate, mesmo até nas ocasiões de grande felicidade... :)

    Mas acho que a necessidade de comer desalmadamente e sem critérios, não estará exclusivamente ligada à afectividade, mas também a descompensações tais como desgostos, rejeição, desilusões, ansiedades e pressão e muito stress...

    Hoje temos que cozinhar à pressa, mas mesmo quando o tempo urge, nós seres racionais, sabemos distinguir o que nos faz bem do que nos faz mal: não há uma sopinha, mas pode haver uma maçã e um iogurte, ao invés da sandwich gorda e nefasta do supermercado...

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  5. Caraças, nem te perguntei onde adquiriste o raw cacao!
    Aqui, o máximo que encontrei foram tabletes de 87% de cacau...snif, snif:)

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  6. Minha gente, eu ainda vos venho responder a todos com pompa e circunstância sobre o tema. O tempo não dá pra tudo pra já.

    Mas vou só deixar uma resposta rápida à Mary: http://www.biosamara.pt/

    Beijinhos e até breve, ou aqui ou nos vossos blogs. Que ainda me falta ler com atenção algumas participações da blogagem colectiva.

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  7. Adorei o tema, que tem de facto, muito que se lhe diga.

    Eu sou das chocólatras assumidas e tenho plena consciência da altura em que não me consigo livrar da tentação do cubinho de chocolate. Mas não é só o chocolate, como diz a Mary, existem muitos outros "pecados da gula" que por momentos me/nos satisfazem necessidades. A falta do tal afecto, afago, mimo, atenção, ainsiedade, desilusão... creio serem responsáveis pelo desequilibrio que se instala no cérebro, acabando por se tornar quase numa dependência.

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  8. Um bolinho desses agora ia muito bem , ora se ia!!!
    Estão muito apetitosos!
    Bjuss!!!

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  9. Parece que o tema deu nó nas mentes...

    Sem inspiração para filosofar, lembrei da forma de cozinhar do Hare Krishna pois a comida é oferecida para o deus, antes de ser consumida, e portanto feita com muita paz, harmonia e higiene. Gosto disso...

    Beijo

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  10. Olá Amiga!!!!!

    Que belo docinho e não só, mesmo ao natural.... não há melhor!!!
    Admiro-te por isso,só comidinha saúdavel!!

    Bjocas

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  11. Olá a todas,
    vamos então às respostas :)

    Kombi, que excelente comentário, conseguiste abrir mais uma "porta" para a reflexão. De facto "houve tempos em que a própria refeição era afecto" (brilhante esta frase).

    Actualmente são mais as vezes que as refeições se resumem a sobrevivência do que a prazer, a doação, a afecto. Por vezes nem sei como consigo ser criativa pois sou submetida a um stress tão grande para terminar as confecções que faço tudo na correria.

    Isto porque a minha filhota chega a casa cansada, esfomeada e se não tenho o jantar pronto até às 21h a rapariga adormece sem jantar! E em vez de afecto, passo a vida a dizer: - Carolina, tu não adormeças. A mãe está quase a terminar o jantar. Não adormeças! Não adormeças! Não adormeças!

    Alguém pode parar o relógio, por favor!!!!!

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  12. Optei por repartir os meus comentários porque já sei que não vou conseguir responder a todas agora. Aqui vai mais uma resposta:

    Gina, meu anjo brasileiro :) Os seus comentários são riquissimos. Assim como seus posts no Naco Zinha, um blog que amo!

    Vou pegar na sua última frase: "Penso que a questão do materialismo é mais uma involução do que evolução". Sem dúvida que é um retrocesso, um anti-evolução, perda de inteligência, um retorno a um estado humano mais inconsciente.

    Funcionamos em piloto automático numa sociedade materialista e tecnologicamente evoluida. Não pensamos, não sentimos, não interagimos... Somos máquinas.

    Temos de travar a fundo esta tendência. Sair de piloto automático e passar a piloto manual. Desacelerar.

    Por favor me digam onde é o botão!

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  13. Olá, querida amiga
    Viajando muito neste mês... mas apreciando o que é postado com tanto esmero...
    Mais um Domingo se foi, dia de nossa Blogagem Coletiva Espiritual Ecumênica e festivo porque tem almoço com os meninos de níver...
    Vou oferecer a vc o que diz Cassiano Ricardo:
    "Então, quedaram-se todos com seus aneis azuis de ORVALHO e os colares de ouro teatral, prestando muita atenção...
    Vc deu um salto de qualidade abordando, carinhosamente e tão pessoalmente, o Tema de hoje. Parabéns!Muito criativo, menina!
    Bjs festivos

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  14. Querida Rutinha,
    Faria de bom grado de poço de desejos, para engolir umas quantas dessas lindas e deliciosas moedas de afecto que me pasmaram pela beleza e claro originalidade. Se pudesse concretizar em troca desejos, estou certa de que muitos deles seriam "sentirem-se amados e acarinhados" pois neste mundo louco de correrias, de materialismo, de competição, inúmeras pessoas estão famintas de afecto, sendo este um mal que as consome lentamente. Vários são os caminhos escolhidos para compensar essa ausência, mas todos eles conducentes a resultados enganadores: a dedicação a 100% à vida profissional, a aquisição de mais e mais bens materiais para preencher carências mas também a comida! A própria internet também é uma forma de compensar a falta de afectividade. Muitos aqui se fecham, procuram amor, amizade e algo mais que possa preencher a falta de afecto de que padecem...

    E porque tanta falta de afecto? Porque estamos empenhados noutros assuntos, trocando a ordem correcta das prioridades mas também porque e à medida que amadurecemos, passamos por desilusões com aqueles que amamos e desenvolvemos mecanismos de defesa, fechando-nos e sendo cada vez mais difícil investir na manifestação física dos afectos. Tememos a rejeição e já não confiamos.
    O toque COMO DIZES E MUITO BEM, é a base da afectividade: o calor humano é reconfortante e terapêutico. Quando os nossos filhos choram, o nosso primeiro reflexo é abraçá-los independentemente da causa. Nós enquanto humanos, precisamos do toque, do abraço... Só enfrentando essas nossas barreiras de defesa e estabelecendo as prioridades correctas é que poderemos dar mais, tocar mais e abraçar mais: sermos mais afectivos!
    E assim, com um abraço pleno de afecto e carinho e muito apertadinho, encerro este meu longo comentário, agradecendo-te qerida Rute por estes excelentes momentos de reflexão que nos tens proporcionado!!

    PS. Obrigada pela atenção tão divertida que deste ao polvito: fizeste-nos rir aqui em casa!

    Um grande beijinho.

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  15. Olá que maravilha esta perspectiva gulosa de apresentar o tema.
    Eu adoro chocolate e não é por causa disso que tenho falta de afecto, compreendo e sei que as guloseimas e afins são um substituto para falta de algo importante, mas acho que não é só por ai....nem toda a gente que tem falta de afecto come desalmadamente-
    Beijocas com afecto.

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  16. Deus diz para nos amarmos uns aos outros, é pelo amor que nos achegamos a ele, não pela clausura :) Chocolate é só love he he

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  17. Um tema profundo!
    Realmente nos tempos que correm as pessoas só se preocupam com o "eu" (mas às vezes nem para elas tem tempo quanto mais para os outros) É importante parar e tirar uns minutos que sejam para dar e receber mimos.
    Rutinha, Onde compras a manteiga de cacau?
    Bjs

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  18. Aqui estou eu para mais uma resposta, tem de ser às prestações :)

    Maryzita, focaste um aspecto muito importante, a dependência. E não é de chocolate, é de açúcar! O ópio do século. Recriminamos os toxicodependentes mas a verdade é que todos nós temos um vicio qq: café, tabaco, doces, alcool, ginástica...

    O chocolate amargo, por exemplo, é muito mais benéfico que o chocolate doce. Porque o problema reside no açúcar refinado.

    Quanto à relação: carência afectiva e dependência, também há muito que se lhe diga.

    Nos casos de carência afectiva, talvez, perante uma dependência psicologica. A procura da sensação de bem-estar consecutivo para compensar tristeza, ansiedade, desilusão, stress, falta de auto-estima.

    Mas há também a dependência física, orgânica. Por vezes o facto de não ter horas certas para comer, o jejuar durante longos periodos pode baixar a glicose no sangue e forçar a pessoa a procurar um docinho para serenar o organismo. Não tendo nada a ver com falta de afecto :)

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  19. Os seus chocolatinhos ficaram lindos e apetitosos. Muito bonitinhas as forminhas.
    Para mim comer é um ritual e comer alimenta não só meu corpo, mas meu espírito.
    Eu destesto comer de qq jeito e em qq ambiente. Gosto da mesa bem posta, de um ambiente tranquilo e de uma comida bem preparada, mesmo que simples.
    E o mais importante: Gosto de comer bem devagar, no meu ritmo.
    Bjs :)

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  20. Rute,
    Estou aqui pegando algumas frases suas também.
    "Alguém pode parar o relógio, por favor!" Diga pra Carolina que a mamãe está demorando um pouco a terminar a comidinha porque está fazendo com carinho.
    "Por favor me digam onde é o botão!"
    Olhe, acho que o meu tempo é um pouco diferente porque estou aposentada... Mas o dia que encontrar o botão eu aviso, tá?
    Ainda hoje, no meu grupo de estudos, falamos sobre o cuidado que devemos ter com os nossos mais queridos, mais próximos, nossa família. Se não regamos, as plantinhas não crescem sadias... Se não nos tratamos com afeto, não vamos ter pessoas ajustadas, não é?
    Grata pelo "anjo brasileiro".
    Fique em paz!

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  21. Voltei!

    Cenourita, sabes que não são só os estados "depressivos" que nos conduzem à má e excessiva alimentação (os tais pecados de gula)? Também acontece precisamente o contrário.

    As pessoas acham que estão a comer muito bem porque comem carninha, peixinho, ovos, leite, queijo, etc... Mas descuidam de ingerir alimentos bem mais importantes como por exemplo:

    Frutos secos - nozes e pistachios (sem sal) são óptimos para o cérebro;

    Cereais variados - milho, aveia, centeio, quinoa;

    Fruta e vegetais crús e etc...

    O cérebro necessita de serotonina para combater patologicas como: ansiedade, depressão, obesidade, enxaqueca...

    A serotonina é um neurotransmissor. Em geral as pessoas "deprimidas" têm baixos indices de serotonina no cérebro causada por problemas da vida, stress, insónias, nervos...E encontram conforto em alimentos como o chocolate ou até o vinho que são ricos no precursor da serotonina.

    Os medicamentos anti-depressivos são uma forma quimica de reposição de serotonina no organismo. Também eles criam dependência. Dai o periodo de "desmame" quando é para largar os anti-depressivos porque as pessoas estão "toxi-dependentes" dum fármaco.
    Beijinhos e até breve.

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  22. Para mim, afectividade tb tem a ver com sentimentos e emoções, não relaciono assim tanto apenas com a parte física. Existem muitas maneiras de demonstrarmos afecto, claro que fisicamente (nada melhor, mais saudável e mais gostoso do que um abraço!) mas tb espiritualmente.
    Quanto ao chocolate e açúcar, claro que muitas vezes servem como "consolo", mas tb os vejo como um alimento como os outros, de que se gosta ou não. Eu tenho muitos momentos em que "preciso" de chocolate ou de outro doce, às vezes é mesmo "apetece-me qualquer coisa doce". Será falta de afecto? :) Acho que não. No meu caso vejo isso mais como uma compensação para certas coisas que correm menos bem (para não dizer muito mal...), uma espécie de "reforço positivo"...

    Já agora, como é que tu cansas a tua Carolina para adormecer a essa hora? A minha Carolina é mais 22h30ou mais...

    beijinhos

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  23. Continuando nas respostas...

    RACHEL, o chocolate crú é bem mais saudável que o chocolate normal. Basta não ter, por ex, o açúcar branco que faz tão mal aos dentes.

    FLORA, ainda ontem vi um filme que deu enfoque à prática de agradecer a comida antes de ser saboreada. Devemos mesmo estar gratos por tudo, inclusive pelo afecto no preparo.
    Acontece que por vezes não é assim. Conheço casos em que muitas familias nem esperam que todos estejam sentados à mesa para começar a comer. Não é o nosso caso, mas acho uma falta de respeito e de consideração não se esperar por quem confeccionou a comida com tanto carinho.

    ISA, obrigada pela admiração mas peco por não fazer ginástica. O ideal era comer saudável e fazer ginástica ao mesmo tempo :)

    ORVALHO, obrigada. Que bom que todas nós demos um salto de qualidade nesta 11ªvolta do desafio. Temos de agradecer à excelente professora que nos instigou habilmente a falar de temas pertinentes. Obrigada. A blogagem colectiva espiritual é uma ideia de mestre :)

    Mil beijinhos para todas.
    Mais tarde retorno ao debate sobre afectividade.

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  24. ISABELLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
    minha amiga,

    falaste tão bem que nem sei mais o que acrescentar. Vou apenas dar destaque a um pedacinho do teu texto e logo de seguida deixar umas fases que um amigo meu uma vez me disse ao desabafar comigo:

    «Vários são os caminhos escolhidos para compensar essa ausência, mas todos eles conducentes a resultados enganadores: a dedicação a 100% à vida profissional, a aquisição de mais e mais bens materiais para preencher carências mas também a comida! A própria internet também é uma forma de compensar a falta de afectividade. Muitos aqui se fecham, procuram amor, amizade e algo mais que possa preencher a falta de afecto de que padecem...»

    "Muita gente vive só...por opção. Muita gente, apesar de não viver só...está só. Não tem dentro de si ânimo e força de viver. Pode-se viver rodeado de multidões, mas no intimo sentirmo-nos sozinhos."

    E aqui entram as compensações, o chocolate, as compras compulsivas, o comer sem critério, tudo o que nos faça sentir melhor para preencher alguma descompensação que se sinta.
    Beijinhos minha querida, obrigada pela tua contribuição neste tema. Conforme nos habituaste tens sempre uns comentários muito eloquentes e lúcidos.

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  25. Olá Rute

    Não imaginas o quanto me fez bem este "debate", tu és uma verdadeira mestre não só das lides culinárias como também nesta área "espiritual" que concluo seja a base de tudo nas nossas vidas. Confesso que quando vinha ler as tuas postagens, li-as um bocado na "diagonal", via as tuas receitas e pensava como seria possível alguém alimentar-se assim...
    Agora, li com olhos de ler, percebi tudo muito melhor, adorei a tua visão da vida não só tendo como base a comida. Revi-me em muitas situações aqui expostas, tanto nas tuas postagens, como nos comentários de outras meninas e nas tuas respostas.
    Fiquei a admirar-te ainda mais!

    Recebe um abraço meu, bem apertadinho*

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  26. Rute, também amei o comentário da Gina: "Penso que a questão do materialismo é mais uma involução do que evolução". Acho que resume tudo! E que receita deliciosa e diferente, hein? Hoje estou com pressa, mas volto depois pra ler tudo com mais calma! Bjs!

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  27. Mais respostas...

    A. de ABELHINHA!!! Quase que me enganavas rapariga. Então o que é q te deu para arranjares um novo nick? Também acredito que nem toda a gente que come desalmadamente tem falta de afecto. Concordo ctg :)

    CONCEIÇÃO, a sociedade individualista gera mais carências afectivas do que nós temos consciência. Falta de afecto muitas vezes é algo inconsciente.

    CLAUDIA L., tudo conta né? O ambiente, a tranquilidade, o ritmo em que se come. Comer demais também está ligado à velocidade a que se come. Concordo plenamente. Comemos tão rápido que não deixamos o organismo saciar e quando "ele" fica satisfeito já ingerimos quantidade a mais.

    GINA, eu digo! Inclusivamente chamo a filhota pra cozinha e solicito colaboração de modo que seja uma confecção em equipa, mas a coitada já está dormindo em pé!

    Quanto a criarmos pessoas ajustadas, tem toda a razão. Quase sempre nossos filhos são o reflexo da educação que nós lhes damos e do ritmo que lhe impomos.

    Beijinhos a todas :)
    Obrigada pela participação. Está sendo um artigo delicioso de saborear, não trocava estes momentos por quadrados de chocolate (ah ah ah). Obrigada por partilharem os vossos pensamentos comigo.

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  28. Dei um pulinho rápido aqui no seu blog,Rute, em meio a muito trabalho em que estamos envolvidos na preparação de um Seminário de Numerologia.
    Eu não poderia,,no entanto, deixar de atender à sua convocação para uma reflexão conjunta sobre o tema da blogagem.
    Como já expressei no meu texto e num e noutro comentário, no meu modo de entender a afetividade está relacionada a sentimentos e emoções, enquanto espiritualidade se relaciona com a consciência psíquica.
    Ambas podem surgir juntas, pois nenhuma das duas anula a outra.
    Ainda que a espiritualidade influa no ato de ser afetuoso, entendo que a afetividade não é garantia de espiritualidade.
    Diz-se que uma pessoa se mostra espiritualizada quando ela demonstra senso de justiça, ética e nobreza de caráter e uma forma altruísta de reagir às situações.
    Mas, isso não a obriga a ser afetuosa, nem o fato de não o ser, retira-lhe os dons espirituais.
    Como deve ter percebido, eu me estendi bastante no meu texto, para justificar a minha conceituação sobre uma e outra.

    Ainda não fui ler aquele link, pois agora sou eu que fiquei fora do tempo. Na semana que vem, eu e o tempo temos um encontro marcado na mesma hora, aí eu entro em sintonia com ele novamente.
    Um abraço muito afetuoso.
    Gilberto.

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  29. Queridas pessoas, eu continuo já já, a responder por ordem, uma a uma, mas entretanto tenho de partilhar algo rápido com o Gilberto.

    GILBERTO, meu recente amigo :) Grata por ter vindo cá, impulsionar-me no caminho de novas descobertas. O seu comentário foi pedra de toque para achar este link aqui:

    http://www.portalcapixabao.com/sites/?c=1956&p=2577&exibe=58

    A peça do puzzle que me faltava era o psiquismo! Agora sim, já tudo faz mais sentido:

    Afectividade - Psiquismo - Espiritualidade

    ou por outras palavras...

    Corporeidade - Mente - Transcendência

    Obrigada! Abraço com afecto :)

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  30. AMEIXINHA, perdoa-me! Saltei o teu nome, não sei porquê! Não foi consciente :(

    Sim Deus é amor, mas amor será afecto fisico? Quando mencionei a clausura referia-me às freiras, por exemplo, que se enclausuram nos conventos.

    Tu que és psicologa consegues explicar-me porque é que o ser humano se entrega a Deus num regime de exclusividade? Claro que continuam a amar toda a humanidade intensamente, a ter compaixão pelos fracos. Mas o que leva as religiões a impor a abstinência sexual, por exemplo. Afectividade e sexualidade têm muito em comum, não têm??

    Beijinhos e bom fim de semana.

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  31. Amor também é afecto físico, claro :) Quanto às freiras, padres e afins... sinceramente não entendo até porque a Biblía não fala em clausura, nem abstinência, nem em freiras nem em padres, nem em cruzes, nem em trindade e etc. Mas diz para nos amar-mos uns aos outros, para o homem amar a mulher como se fosse o seu próprio corpo. É certo que também fala em imoralidade sexual e fornicação mas isso já tem mais a ver com a moral de cada um, ninguém deve andar aí a fornicar como se não houvesse amanhã (digo eu!) he he Acho que as freiras e monjes talvez o façam, primariamente, por acharem um desrespeito ao nome de Deus e depois porque querem manter toda a sua concentração na oração, dando-se apenas e só a Deus.
    Nenhum de nós é assexuado, o desejo sexual é uma das nossas necessidades básicas, tal como comer e fazer xixi. Se Deus disse para nós crescermos e mulpiplicar-nos, porque raio nos havemos de fechar a sete chaves? Que eu saiba, multiplicação natural só é possível de uma forma ;)

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  32. Ah ah ah só tu Ameixinha! És mesmo uma mulher do norte, sem papas na língua :) Adorei o teu comentário, além de dizeres coisas sérias ainda trazes boa disposição a cada lado que vais :)

    CLAÚDIA M., e... falta de afecto pontual? Não se pode pôr deste modo? Parece-me que não andamos todos carentes de afecto a toda a hora mas há momentos em que precisamos de colinho e se não podemos voltar à infância e ter miminho, se calhar atacamos a despesa :)))))

    Bem, mas, tens razão, afectividade também pode ser mente, afectos também são pensamentos se forem emoções racionais. Embora o cognitivo e o afectivo tendem a distânciarem-se... ou o cognitivo tende a condicionar o afectivo... racionalidade/afectividade... cérebro/coração...

    Para terminar, perguntaste o que faço à minha filha para ela chegar às 21 estoirada? Ela tem escola das 9 às 15:30; depois tem AEC´s das 15:30 às 17; e 4x por semana tem outras actividades de seguida: hip hop, equitação e natação das 17:30 às 18:30. A rapariga adora estar ocupada. Detesta não ter nada para fazer, aborrece-se com frequência e não gosta de televisão.

    E pronto! Terminei. Beijinhos. Continuação de bom fim de semana.

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