15 setembro 2011

MORTE - ENTENDER O SENTIMENTO DE ABSURDO

ImageChef.com
BCFV - 7ªFASE - MORTE

Então vamos lá falar da avó velhinha, já que no post anterior falei-vos da avó-nova.
Era assim que as distinguíamos, a bisavó da avó.
Por exemplo, eu chegava junto da minha mãe e falava:
-Mãe, a avó telefonou e deu o seguinte recado (...).
-Rute, quem telefonou? A avó-nova ou a avó-velhinha?

Minhas primas e eu, raramente chamavamos as avós pelos nomes. Em qualquer Natal em familia, era comum nós (miúdas) chamarmos da sala para a cozinha: -Ó vó!
E ambas (avós) respondiam em unissolo: - Vó-velha ou vó-nova?? (elas nem trocavam a ordem nem nada).

Até que um dia, a vó-nova deixou de chamar-se assim e passou a chamar-se só vó :(
Lembro de ser novinha e ter pavor da palavra mmmmooorrrtttteee.
Assim que alguém falava essa palavra, eu ficava muito agitada, corria corria sem sair do mesmo lugar. Quanto mais a palavra vibrava na boca de alguém, mais eu fugia eletrizada!!
Também recordo, certo dia, estar aninhada no colo da avó-velhinha e perguntar:
-Vó não tens medo de morrer?
Ao que ela respondeu: -Não neta, não tenho. A avó anda cá há tantos anos que não se importa nada de descansar no sono eterno. O cansaço de anos de trabalho já é muito. Só me dá pena deixar cá vocês. Vou sentir muita saudade.
Claro que a conversa acabou ali. Naquela idade eu não aguentava pensamentos profundos.

Mas essa máxima de descansar no sono eterno têm-me perseguido. Enfatizada pela outra parte de se sentir muito cansada de viver, cansada de tanto trabalho e sofrimento.
Acho que é por isso que eu não gosto muito de trabalhar, rssss. Para além de AMAR viver. Costumo afirmar que tenho planos para os próximos 60 anos, pois quero durar até aos 100 e este ano, completo 40 :)

Dentro das intermitências da morte, cheguei à conclusão que tenho de seguir alguns conselhos de pessoas iluminadas. Um deles é Saramago que no seu romance de 2005, apresenta-nos um violoncelista que inocentemente devolve as cartas violetas remetidas pela Morte com o aviso de termino de vida. Quatro vezes a Morte envia a carta, quatro vezes retorna à procedência. Dai que, minha caixa de correio já está preparada!

Outra mente iluminada, é Ingmar Bergman que no filme Sétimo Selo (1956) relata-nos o regresso dum cavaleiro das cruzadas em direcção a casa, desiludido com o terror coletivo gerado pela peste, guerra, religião da época que divulgava a doença como castigo divino e ainda queimava na fogueira os que divergiam das escrituras.

Até que encontra a Morte... ela mostra-se ao cavaleiro e diz-lhe que anda a caminhar com ele há bastante, porém agora não pode adiar mais, perguntando-lhe: -Estás preparado? - Ao que o cavaleiro responde: -O meu corpo está, mas eu não (alma). Sei que gostas de xadrez Morte. Quero propor-te uma partida. Enquanto estivermos a jogar, não me matas. Se eu fizer xeque-mate deixas-me viver para sempre. - E a Morte aceita ;)


Durante o filme/jogo conhecemos um casal de artistas itinerantes, meio hippies, muito bem dispostos, que levam a vida a cantar, dançar, compor, teatrializar... comem o que a natureza lhes proporciona pelo caminho, sobrevivem sem medo numa felicidade simplória mas plena. Moral da história... são os únicos que escapam às garras da morte porque têm uma capacidade de mutação e de adaptação tremenda. Não sofrem morte espiritual, nem morte material, nem morte fisica, simplesmente continuam vivendo, criando, compartilhando, alegrando o público com paixão pela arte.

Portanto, julgo que, se adotar as duas práticas, a de devolver os avisos e a de ser meio hippie, meio artista, meio criativa, meio louca, mais de meio vegetariana e mais de meio ecologista, conseguirei enganar a Morte durante bastantes anos. Só peço até aos 100! É que sabe Morte... nem meu corpo, nem minha alma estão preparados ainda!! Esta vida ainda tem muito para me ensinar, só saio daqui quando minha alma evoluir, ok!?

Mais ainda, tenho um 3ºplano! Um jogo para jogar com a Morte. Espero que ela aceite. É o chamado jogo-da-velha ou jogo-do-galo mas na versão biscoitinho. Enquanto a Morte perde ou empata, vou vivendo. Só não posso deixar acabar as Xs e Os. Sai biscoitinho da cozinha da Rute sem parar!!!!
Enquanto a Morte não vem, são servidos????


Participações conforme vão chegando:
2-Fractais de Calu; 3-Aroma De Café; 4-Cronicas Da Chica
5-Essência Estrelar Maya; 6-Blog Dora Regina; 7-Escola é Bela
8-Asas dos Versos e Reversos; 9-Pensando em Familia; 10-Lar Encantado
11-Esplendor da Criação; 12-Arte Livre Vimaje; 13-Sun Flower
14-Espiritual-Idade; 15-Naco Zinha Brasil; 16-Quintal da Paula
17-Maria Luiza Saes; 18-Nabiroskina; 19-Casa Coisas e Sabores
20-Flora da Serra; 21-Ensino Regular; 22-Mamy Rene
23-Aprender Sem Escola; 24-M Socorro M; 25-Lulu experiência
26-Sonhar e Ser; 27-Olhares e Saberes; 28-Zilda Santiago
29-Conhecer kardec; 30-Buscando o Amor; 31-Contos Ou Fatos Surreais

30 comentários:

  1. Olá, Rute!Valeu bem a pena esperar e ser uma noctívaga inveterada e ler o teu texto, que gostei, amei, adorei!Começou ternamente, foi avançando(imaginei tu criança a correr no mesmo lugar, a fugir, mas ao mesmo tempo ficar como curiosa, que giro!). E concordo plenamente, a capacidade da adaptação é o que nos faz sobreviver e sobretudo viver com mais qualidade e alegria, quem se recusa a mudar, a observar o mundo ao seu redor sofre muito! Como tu também quero jogar com a Morte e ficar por cá o tempo mais que puder, temos que ler o livro dos Hunza, que a Isabel indicou e enganar a morte!
    Hoje também foi o primeiro dia de aulas da minha pequena, aliás início de ano lectivo é sempre um sufoco, fico muito angustiada e este ano houve muitas mudanças e vários planos que fiz foram por água a baixo, o que vale é que somos como os hippies, vamos nos adaptando!
    Mil beijinhos!(E agora?)

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  2. Olá minha amiguita notivaga!
    Agora vamos esperar por dia 17 a ver o que acontece! Será que há mais para além da 7ªfase??? Mistério!!!

    Também gostei muito de escrever este texto. Senti-me próxima da minha bisa que partiu em 1999 com 85 anos de idade.
    Mais uma fase da blogagem, muitissimo gratificante.
    Beijinhos parceiras de emoções.
    Rute

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  3. rs....Muito legal e até bem divertida forma de falar da morte...Até jogar com ela? Legal!!! E deve demorar muito mesmo!!!beijos,chica

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  4. Chica,
    temos mesmo de brincar.
    No livro de Saramago, fala assim:
    «A propósito, não resistimos a recordar que a Morte, por si mesma, sozinha, sem qualquer ajuda externa, sempre matou muito menos que o HOMEM.»

    Beijos além-mar.
    Rute

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  5. Rutinha minha irmã,

    Muito linda a descrição de suas duas avós, quanto carinho e amor.
    E quando somos crianças, parece que o significado da palavra morte não é tão concreto, até quando somos obrigados a vivenciar com ela tão próxima.
    Mas o que importa realmente, são todos os sentimentos que ficam.
    Pois o AMOR é o único que levamos conosco para a Eternidade.
    E tenhas certeza que seja o plano que ela estiver, sua energia estará sempre presente em seu coração.

    Adorei os biscoitinhos, e você conseguiu integrá-los perfeitamente na postagem.

    Um grande beijo em seu Lindo coração!!!

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  6. ´Muito bom texto!Parabéns!!
    NASCER,VIVER,MORRER,RENASCER SEMPRE,TAL É A LEI!!!
    BJSSSSS

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  7. Rute, só agora consegui postar minha contribuição nas fases da vida. Muita paz!

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  8. Minha amiga,
    Sua história de vó-nova e vó-velha fez-me lembrar quando Vinicius era criança. Costumo chamar meu marido de "filhinho". Então, quando dizia "filhinho", o filho perguntava: "filhinho-pai ou filhinho-filho?"
    Gostei das frases que frisou em rosa. Quem ama a vida, a vive intensamente. Siga dando xeque-mate pra tudo aquilo que insiste em querer impedi-la de movimentar-se, de evoluir!
    E siga fazendo biscoitinhos, amiga!

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  9. Rute querida sempre espirituosa, em especial nessa blogagem sobre a morte, um assunto que todos nós temos um pouco de receio, vc veja eu já estou com 54 anos, vc tem idéia de como me sinto amiga? Pensar que faltam apenas 6 para chegar aos 60 quando já se viveu mais de meio século??Engraçado que não tenho medo de morrer, mas não queria ainda,tenho tantas coisas pra fazer ainda, tanto a aprender, a oferecer, tenho medo mesmo é de deixar minha filha, mas infelizmente um dia temos que partir, é o ciclo natural da vida, queria fazer como vc jogar com a morte, e olha que sou craque no jogo da velha. Falando em jogo da velha, amei o joguinho ligado ao tema. Excelente, como todos seus textos...bjokas

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  10. Também gostei dessa forma que você nos apresentou sua relação com a morte e até com joguinho de biscoitinhos. O difícil para mim, Rute e de como como eu a sinto, é vê-la cozinhando! Falando em vó nova e vó velha, minha bisavó era chamada de nona, e por incrível que pareça, ela era a parteira da região e também a que arrumava a pessoa falecida, costurando as vestes roxas e me lembro de apanharmos folhas do abacateiro para ela costurar o travesseirinho para por na cabeça do falecido. Nossa, Rute, do que fui me lembrar!!! Rsrs. Sentirei saudades Beijão!Maria Luiza (Alquimia)

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  11. Querida
    "...um ramo de jasmins todo orvalhado"...
    (Amara)

    Amiga, abordar a morte é uma oportunidade de refletir sobre como vai a nossa vida...
    Vc sempre faz isso muito bem independente de ser hoje o Tema propício para fazê-lo...
    Vivendo a vida como se fosse uma passagem... a gente não tem o que temer...
    Seja feliz e abençoada!!!

    "Simpatia são dois galhos
    Banhados de bons orvalhos"...
    (Ieda)
    Um maravilhoso mês de setembro, repleto de gotículas de orvalho!!!
    Bjm de coração a coração pra VC...

    http://espiritual-idade.blogspot.com/

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  12. O difícil foi não ficar tentada com os biscoitinhos...Já passei na Gina e lá também está de matar...Eu não tive nem uma avózinha, sinto não ter sido mimada por nenhuma.Meus filhos aproveitam ainda e certamente minha mãe vai viver 100 anos.
    Paz e bem

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  13. Rute, você sempre nos presenteia com lindos textos. Esse não podia ser diferente. Estou mesmo precisando de alto astral. Beijos.

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  14. Cheguei, atrasada mas cheguei... e ainda bem porque, ler seu post logo cedo iluminou meu dia.
    Já sabes que gosto muito do seu jeito de escrever, né...que sorte a sua ter convivido com as duas vós!
    Boa lembrança do antigo jogo da velha, ainda mais de biscoitinhos, seria muito díficil acabar esse jogo, faltaria peças...rs!
    Um grande abraço!

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  15. Rute,adorei a forma que encara a morte: com bom humor!...rss...esse joguinho final ficou um show!Muito terna homenagem as suas avós!Lindo dialogo que teve com a avó velha!Comovente conversa!Parabéns pela maravilha de paticipaçao!Bjs,

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  16. Olá, Rute!

    Taí, goste! Identifiquei-me muito com a sua forma de pensar na morte... Também penso chegar nos 100, antes disso não me considero preparada, rsrs
    E olha, adorei a idéia de devolver os avisos, vou adotá-la também...
    Um jeito especial de lidar com a morte o seu, viu? adorei.

    Beijos
    Socorro Melo

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  17. Rute, você tem um jeito todo especial de levar a vida, até diante de um assunto tão "complicado" como esse. Que os biscoitinhos não parem de sair do seu forno, viu? Quero acompanhar pelo menos mais 60 anos de aprontações aqui no seu blog :-) Beijos!

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  18. Rute,
    biscoitinhos com gosto de "quero -mais": desse sabor, dessa espirituosidade, dessa vida pulsante, dessa alegria, dessa vontade e de todo o restante que vc tão bem destacou nesta adorável narrativa.Vi o filme e tenho-o na minha lista de preferidos. ainda não li este de saramago(a minha pilha de livros na espera da vez)só cresce, mas não importa, vou atrás deste que indicaste.
    Embora eu vá chegar antes que vc aos 100, quando lá estiver eu te conto como é, viu?(rs)
    "O bom-humor aumenta a vida"_ e eu acho que o ditado está pra lá de certo.
    Bjos ultra-marinos,
    Calu

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  19. Desculpe as falhas de construção.Estou correndo muito. Bjos,
    Calu

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  20. Muito tocante teu texto.Eu a também tinha uma linda avó que amava demais.Mas tenho certeza que tanto as tuas avós como a minha estão com seus nomes escritos no livro da vida e da morte,escrito por Jesus,nosso salvador.Beijos

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  21. Rute o bom humor com certeza é o segredo da longevidade e assim vamos espantando a "impronunciável" rindo bastante levando luz por ai. Beijokas de mel.

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  22. Querida Rute. Percebo que você tratou o tema com bastante humor, de maneira leve. Mas eu também não gosto de trabalhar. Adorei a história das avós e o que ela dizia sobre a morte. Muita saúde e vida para você.

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  23. oi Rute.
    jogar com a morte?
    nunca pensei nisso?
    eu não gosto nadinha deste assunto, sabia.
    me irrita profundamente mas acho que é porque perdi uma de minhas mães muito cedo.
    mas, quero aprender a viver Rute, a viver bem.
    todos os dias quero ter generosidade pra acolher a vida.
    um beijinho pra vc.

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  24. Rute, haja biscoitinhos para chegar até os 100 anos! Vc vai enlouquecer sua cozinha.
    Quanto a morte, sou tranquila, pois acredito q tudo continua... e ainda melhor do q essa vida. Muita paz!

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  25. Sempre criativa e livre, amiga Rute, até querendo barganhar com a senhora Morte !!!

    Mas eu acredito que existe um momento em que também se quer "descansar no sono eterno", embora eu não acredite nesse sono e sim num outro recomeço em outros planos.

    As avós são sempre especiais, não é mesmo ? E a do meu pai, era conhecida como Mãe-Velha. Adoráveis essas formas puras de chamar as pessoas queridas. Meus avós maternos chamavam-se uns aos outros de Velhinhos. E meus pais também se referiam à eles dessa forma.
    Maneiras antigas, pois hoje ninguém chama alguém de velhinho !!! Todos são muito jovens, e talvez, eternos...

    Beijo

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  26. Rute, ah, ah!

    Um pouco de "humor-negro", hein? Embora não muito negro eh, eh... ;)

    Adorei o post, a tua presença de espírito neste tema, e a sério que o catalogava algures a meio termo entre um filme de terror (DOS BONS)e um drama-romance-comédia! Ah, ah! Talvez por causa dos jogos e do trapacear a morte (e da caixa de correio...). Cá para mim, conheces o Joe Black!!!

    Agora a sério, qualquer dia proponho-te uma parceria na escrita. Ando cá a magicar umas coisas...

    Gostei muito da tua avó-velhinha, como também tinha gostado da tua avó-nova.

    Sabes, também tive uma bisavó que morreu aos 94 anos e ainda conheceu duas trinetas (as minhas duas filhas mais velhas). É obra! E elas também tinham uns nomes específicos para as suas avós e bisavós. Para a trisavó não tinham, pois ela faleceu tinha a mais velha 5 anos e mais nova uns mesitos, mas as suas duas bisavós (a materna e a paterna) eram a avó do Pintainho (porque a minha avó costumava cantar-lhes uma canção, brasileira, por sinal, que começava assim: "O Pintinho Amarelinho, resolveu passear um dia, a comer, aqui e ali, foi ao bosque brincar...") e a avó-pequenina, que também faleceu aos 90 e tal e andava toda curvadinha apoiada num cajadito (por isso era "pequenina"). Não deixam de ser carinhosos estes termos...

    Mil beijinhos e vai lá empurrando a morte um pouco mais para trás (ou para a frente? Já ando trocada com aquilo de andar a escrever as coisas de trás para a frente :) ). Já pareces o meu instrutor de yôga que costuma dizer que, com a prática do yôga, nós vamos empurrando a velhice lá mais para o fundo... hi..hi..

    Mas já viste? Somos parecidas! Tu dizes que ainda tens planos para mais 60 anos, eu digo que vou durar até aos cento e tais quantos mais melhor... oh pa! Tenho de ir, se não daqui a pouco dá-me a travadinha e não páro mais!

    Muito beijos, amiga e mil planos concretizados!
    Isabel

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  27. Meus docinhos,
    muito obrigada por todos os comentários.

    Estou atrasada nas visitas às participações. Vou mais ou menos a meio da lista. Me aguardem.
    Mil beijinhos.
    Rute

    ISABEL...
    fiquei curiosa com essa parceria que me queres propor, rsrsrs....

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  28. Olá Rute.
    Linda sua história de vida com suas avós. Vc colocou de maneira bem divertida, apesar de ter vivido a experiência da morte de sua avó, que deixou marcas(É sempre assim, ela dói muito),mas dela, você tirou uma lição de vida. Estou com você, quero viver muito mais de cem anos. Bjs.

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  29. Rute
    Muito bom seu post e gostoso ouvir suas histórias e o falar da morte de uma forma simples e no caminhar da vida!
    Para o encontro com a morte apesar dos meus 61 anos ainda não pensei em colocar a caixinha para receber as cartinhas..
    Acho que o cansaço e a espera ainda não bateu em minha porta.

    Sempre bom e um grande aprendizado compartilhar nessa BCFV.

    Grande beijo

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  30. Olá Rute.
    Adorei sua postagem, Continue a fazer biscoitinhos, você tem muitosssssssss anos para isso.
    Beijos
    Maria Luiza (Lulú)

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