07 novembro 2011

7 PALMOS DE TERRA NO DIA 7 DA TEIA AMBIENTAL

Antes de entrarmos a fundo, no tema deste dia 7 de cariz ambiental, convido-vos a viajar comigo pela teia envolvente. No seguimento dos temas escolhidos em artigos anteriores e que acompanham as Fases da Vida, deparamo-nos hoje com a 7ªfase, Morte!

Ao pensar num título para a Poluição da Morte, lembr
ei da série televisiva, "7 Palmos de Terra" (no Brasil com nome similar: "A 7 Palmos"), que curiosamente, tem título original norte-americano, "Six Feet Under", tradução à letra "6 Pés Embaixo".

Dai, foi um pulinho para a minha mente relacionar tudo com tu
do. Lembrei da foto tirada por mim, em 2006, no topo do Aqueduto das Águas Livres de Lisboa, servindo de base a explanação que se segue. Vamos misturar falecimento com água?

Comecemos então por comparar os vários tipos de medições. Na antiguidade era comum usar como instrumento de medição, partes do corpo humano. Só muito depois é que apareceram as unidades de medida padronizadas, em virtude das diferenças corporais.
Com o passar do tempo, continuou-se a utilizar denominações antigas, como pés e palmos, porém adotando em todas, comprimentos médios universais:
1 Polegada (polegar) = 2,5 cm
1 Palmo maior (mão aberta) = 22 cm
1 Palmo menor (4 dedos fechados) = 7,5 cm
1 Pé (pé com sapato) = 30 cm
1 Côvado (ante-braço, até ponta dedo médio) = 52,5 cm = 7 palmos menores

Mediante isto, chego à conclusão que a tradução do tal título está duplamente errada!
A tradução linguistica de "six feet", não é, 7 palmos em português, assim como a equivalênica métrica de 6 pés é igual a 8 palmos maiores, ou a 24 palmos menores.
Então, qual a razão da existência destes 2 ditos populares?
6 pés referem-se à altura da pessoa (6'=1,80 cm=estatura média do americano masculino), enquanto que 7 palmos menores referem-se à altura da terra.

Mais ainda, segundo a legislação, 7 palmos de terra já não se praticam. Em virtude da terra estar tão saturada, é obrigatório por lei , 1 metro de terra todo ao redor do caixão, ou seja 14 palmos menores, inclusivamente, para proteger lençois freáticos que passem embaixo do cemitério e que estão sujeitos à poluição bacterológica, especialmente em paises de clima temperado.

Outra prudência transmitida pelos estudiosos da área, é aconselharem à plantação de árvores de raizes profundas nos cemitérios para baixarem o lençol freático, afastando-o das covas. Mais ainda, deveria ser respeitada uma distância entre covas no minimo de 10 m e uma distância de fontes ou cursos de água, maior ou igual a 30 m. Por isso não estranhem se o único ponto de água no cemitério, for
bem distante do sitio onde vocês estão colocando as flores.

Cá em Portugal, muitas familias têm optado pela Cremação. Um dos processos mais antigos utilizados pelo homem, mas que nos surge como novidade ou solução mais económica, já que a diferença de preço é significativa. Um funeral com
sepultamento custa cerca de 2500 €, enquanto que um funeral com cremação fica em 700 €.

Na antiguidade, a cremação era considerada uma medida prática e higienica. Atualmente é considerada económica e ecologica. Mostro-vos na foto seguinte o Genesis Biopod, uma urna marinha onde se depositam as cinzas d
entro de uma bolsa biodegradável e que após as cinzas se espalharem no fundo do mar, a urna se transforma em habitat para peixinhos.

Mas há outros tipos de funerais verdes que estão sendo escolhidos nos paises mais desenvolvidos. A preocupação com o abate de árvores para construção de ataúdes comuns, leva ecologistas a escolherem caixões de vime, de cartão-reciclado, de lã, etc. Materiais que não só facilitam a entrada de ar e de microrganismos, como também se desintegram mais rápido do que a madeira.

Para além dos baús, os funerais verdes prescindem do embalsamento do corpo. Prática usada nos funerais comuns que substituem os fluidos da pessoa por liquidos quimicos de embalsamento, retardando o processo de decomposição.

E vou parar por aqui, pois há quem não aguente falar destes assuntos, ainda que seja pertinente reflectir que o ser humano mesmo depois de morto continua poluindo!! Surge um pouco contraditoria aquela frase que se diz de malfeitores falecidos: "Pelo menos agora, já não faz mal pra ninguém".

Bons ou maus, o que é certo é que nossas "ações" não terminam com a morte. Há sempre a obra que transcende o obreiro, e o corpo que continua po
luindo durante anos!!
Dai que eu já escolhi:
Quero cremação, Genesis biopod, ondas de "chantilly" e areia de "bolacha" :)



PALMOS DA NOSSA TEIA AMBIENTAL:

AescolaÉbela.wordpress.com - Especulação e Poluição
AromaDeCafé.blogspot.com - Arco-Iris natural p/ Festa Infantil Ecológica
PreservandoOverde.blogspot.com - Dicas de Consumo
wwwLarEncantado.blogspot.com - Pecuária e Aquecimento Global
CozinhandoComJosy.blogspot.com - Tempos de Mudança - 2ªSem Carne
FractaisDeCalu.blogspot.com - Nosso Mar
Brasilian.blogspot.com - Laticínio ou Latrocínio
EssênciaEstrelarMaia.blogspot.com - Meditando no Congestionamento
FloraDaSerra.blogspot.com - Fazendo "bonito" na Teia
Espiritual-idade.Blogspot.com - Senhor da Criação

27 comentários:

  1. Amiga,
    Decididamente, sua imaginação não tem limites e cada vez que venho aqui, em especial na Teia Ambiental, sou instigada a aderir, mas ainda não foi dessa vez.
    Esse é um tema polêmico, mas o marido diz que é essa sua opção, a cremação.
    Outro dia vimos uma reportagem sobre o projeto de construção de um cemitério vertical sob a Golden Gate...
    Sempre a numerologia ajudando e sua cabeça relacionando tudo!
    Para quem não quer saber desse assunto, melhor é provar as ondas de chantilly com areia de bolacha...rs!

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  2. Olá, Rute, td bem?

    Realmente esse é um tema muito importante.

    Quando o estudamos na época da pós graduação, tds ficaram espantados a princípio, visto que ninguém para pra pensar nisso.

    Mas é extremamente necessário que o façamos.

    Infelizmente, aqui no Brasil, a cremação não faz parte da cultura, ainda ..

    Bjinhos e tenha uma ótima semana :)

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  3. Gina,
    desconhecia completamente os cemitários VERTICAIS. Fui pesquisar na internet e descobri um cemitério modelo em São Paulo (Brasil). Deixo o link para quem quiser aceder. Escolhi o link directo para uma noticia em um jornal brasileiro que informa que 40 cemitérios do Estado de S.Paulo se preparam para serem encerrados, caso não apresentem um estudo de impacto ambiental.

    INFORMAÇÃO A NÃO PERDER:
    Memorial Piracicaba - Cemitério com selo ecologicamente correcto

    Beijinhos e obrigada por ter enriquecido este post.
    Rute

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  4. Oi Carol,
    que bom ver vc logo cedo por aqui :)

    Não sabia que se estudava isto na pós-graduação. Você é formada em Ecologia?

    A cremação também não faz parte da cultura portuguesa mas já começa a ser uma opção escolhida por muitas pessoas por causa do factor economico.
    Você sabe se no Brasil também é mais barato cremar do que sepultar?

    Beijinhos. Obrigada pela visita e comentário.
    Agora vou ver sua participação.
    Rute

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  5. Rute, bom dia, acabei de fazer a postagem e me deparei com a sua maravilhosa! Muitas pessoas não gostam do assunto, mas eu estou encantada com tudo que você falou e pesquisou. Quanto aos cemitérios que serão desativados em São Paulo, vou acompanhar, pois não acredito! Espero do fundo do coração que seja verdade. Que a cidade seja cada dia mais sustentável, juro! Voltando sua preocupação que vai longe, é muitissimo importante para todos nós e para o Planeta, nossa casa. Parabéns!

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  6. Bom dia Rute

    Gostei da forma que abortaste este assunto.
    Quero só acrescentar um pouco, a cremação não é só vista como económica e ecológica, mas sim, menos dolorosa emocionalmente.
    Isto porque quando optamos pelo o enterro, não podemos esquecer que passado 5 anos terão de fazer 2ª enterro (o levantamento dos ossos). Muitos casos, dói mais do que o 1ª enterro. Ainda não conseguimos libertar da dor por completo, como ainda temos passar por tudo novamente.

    Bjos
    Margarida

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  7. Elaine,
    não gostar de falar em certos assuntos conduz-nos à ignorância, não é mesmo?
    É verdade que "olhos que não vêm, coração que não sente", mas despreocupar-nos com o que desgostamos não resolve os problemas.
    Precisamos estar conscientes de todas as consequências do milagre da vida, inclusive no momento da morte.

    Achei interessante a novidade dos cemitérios verticais trazida pela Gina. No tal site que referi, tem até os preços em reais. Não consigo fazer juizo sobre se é caro ou barato para um brasileiro de classe média.

    Já viu que até na morte o dinheiro nos pressegue?
    Minha bisavó passou a vida, preocupada em ter dinheiro para ser sepultada! Como se existisse alguma hipotese de não o ser, na eventualidade de falta de dinheiro!
    Incrivel este sentimento, não é?

    Beijinhos.
    Brevemente, visitarei sua participação.
    Rute

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  8. Margarida,
    antes demais quero agradecer-te algumas informações que forneceste para o artigo, a propósito da cremação.

    Não tinha pensado na situação pós 5 anos. Mas tens toda a razão. Especialmente nos casos em que desenterram as pessoas e como ainda não está terminado o processo de decomposição, voltam a fechar por mais 5 anos.

    Sempre me fez muita confusão essa história de pôr os ossos numa gaveta...
    Esta temática da poluição da morte tem "pano para mangas"!!!
    Obrigada pela visita e comentário.
    Beijinhos.
    Rute

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  9. Rute,
    vc é uma arteira da imaginação e consequente inspiração.Está abrangente tua explicação das medidas universais e suas adequações regionais.E, para guirlandar a ponte da BCFV com a Teia, vc nos apresenta o pertinente assunto: como pretendemos deixar este mundo?Contribuindo ou poluindo?É para pensar nisso, sim, embora seja de contragosto para muitas pessoas, mas um dia o assunto tem de ser enfrentado e melhor que seja, em vida e com consciência de suas escolhas.
    Gostei da opção marinha, aliás, hoje eu tbém falo do mar na minha Teia.Vou subscrever em meu documento e no do marido, que queremos a urna marinha, pois aqui no Brasil, tem de se deixar registrada em cartório nossa vontade de cremação. Nós dois já fizemos isso.E, enquanto a vida passa, vamos aproveitando-a em toda sua beleza, não é?
    Bjkas,
    Calu

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  10. Rute querida voce surpreende a cada Teia Ambiental,ótimo esse tema, sabe que aqui no Brasil não se usa muito cremar nossos mortos, pois fica mais caro que o normal, o preço do sepultamento na capital paulista varia, mas a escolha do caixão é decisiva no valor final. No fim das contas, morrer em São Paulo custa de R$ 250 a R$ 15 mil. Quanto mais enfeites,como flores, coroas, velas e véus, maior o preço do enterro. Se a família preferir a cremação, o desembolso fica ainda mais caro e pode chegar a R$ 15.000
    Bom voce abordar esse tema. A cerca de 1 mes atrás assisti na Tv uma matéria sobre o assunto, embora não se use muito a cremação pode ser a melhor escolha em alguns países, mas sabe-se que mesmo nas cremações os impactos são igualmente relevantes. Diziam que a alta temperatura da cremação queima muito combustível e emite dióxido de carbono na atmosfera, o que causa gás de efeito estufa. Como resultado, a cremação e enterros naturais e ecológicos estão se tornando mais populares. Só que por enquanto nos Estados Unidos. Existem uma nova abordagem como uma forma cuidadosa para lembrar o nossos mortos, incorporando suas cinzas em um memorial de árvore viva. É como se fosse uma urna, só que de cortiça, onde se coloca as cinzas e tem uma abertura no topo para brotar uma árvore. Como vc disse essa questão ainda tem muito pano para mangas. Hehehe...boa semana querida...bjos

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  11. Cá venho eu, amiga, comentar o teu maravilhoso e profundo artigo (chega a descer ao fundo do mar!!!)

    Bom, tu andas sempre a trocar-me as voltas com esta história de ligares a teia ambiental com a BCFV. Aqui há tempos vi o teu post da queima dos soutiens e pensei que era o post da teia (nem liguei ao facto de não ser dia 7!)a relacionar à fase da 3ª idade. E agora, vejo a morte e penso, mas não era vida para além? Pois a BCFV já acabou, com a fase vida para além e costumavas andar a par! Depois é que me lembrei que não publicaste no mês passado na Teia, claro, faltava o relacionado com a 7ª fase.

    Pronto, mas depois de ter posto a cabeça no lugar, delirei com toda a informação: ele são medidas e a sua reconversão às universais, ele é terra, ele é água, ele é ar, ele é fogo!... Não falta nada. Nem o 5º elemento que alguns antigos consideram, o éter (o espírito).

    Mas falando do nosso enterro ecológico: pois que não tinha visto por esse prisma. Estou como diz a Josy, será que cremar é mesmo mais ecológico? Que reduz espaço e cemitérios, isso não tenho dúvidas.

    No outro dia cá em casa tivémos essa conversa, não pela vertente ecológica, mas noutra vertente. A minha filha mais velha tinha ido ao funeral da mãe do seu namorado e então veio contar-nos sobre o que reflectiu durante o funeral: deu-se conta que nunca lhe tinha ocorrido como seria quando eu ou o pai dela falecêssemos, o que faria, caso lhe calhasse conduzir esses aspectos práticos (ela é a nossa filha mais velha); quanto ao pai, bem, sabia que ele sendo católico ia querer um funeral católico, mas quanto a mim, o que faria? Cá em Portugal usam-se muito as igrejas e as capelas até ao funeral e um padre a dizer as últimas palavras, como fazer sem usufruir de tal prática? E o que fazer em vez? Como é que eu desejaria que fosse o meu funeral? Bem, o Pedro, destabilizou logo a conversa, pois pôs-se a dizer que ia deixar escrito expressamente ao filho que não queria funeral algum, que atirassem o seu corpo para qualquer sítio. E eu logo a dizer, "mas queres arranjar algum problema ao teu filho (nosso)? Isso não é legal!" Nem ecológico, suponho! Pois eu, olha, não quero cerimónias religiosas, mas entre ser cremada ou enterrada, não sei bem, há um quê na cremação que me assusta, e se eu ainda estiver viva? Isto deve vir das vidas em fui queimada viva! ;) Mas também posso ser enterrada viva. Puxa! É difícil a escolha... daí que, filha, deixo ao vosso critério, façam o que for mais conveniente para vocês, mais económico, mais prático, já sabem tudo o que importa para mim, o Amor... e haja o que houver eu sei que me amam e vocês sabem que vos amo.

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  12. (tive que desdobrar o comentário!) :)

    Continuando...

    E foi assim, a conversa. De facto não sei como quero que seja o meu funeral, sei como quero viver. Também não quero que a minha morte seja muito poluente, talvez seja levada por alliens e pronto! Eles devem ter métodos não poluentes de desintegração dos corpos. Não estou a brincar, isto faz-me lembrar uma formação que tive no meu trabalho: o formador (na área dos transportes)contava que nos princípios do século XIX se discutia o problema urbanístico (e ecológico, só que na altura não se falava em ecologia)dos dejectos dos cavalos, já não havia como degradar tanto dejecto nem vazão para tanto estrume e assim que o problema começou a ficar insustentável, puf, desapareceu, pois inventaram os carros; agora o problema era que os carros se estavam a tornar insustentáveis com os seus dejectos gasosos, e a rede de estradas incomportável e os problemas de estacionamento cada vez maiores, por isso esperem um pouco, dizia, não tarda passamos a usar uns jactozinhos nos braços que nos transportarão pelo ar onde quer que vamos (não podemos é levar muitas coisas numa mochila!). Temos que olhar para um quadro mais amplo.

    Então, desculpem lá, não estou a alucinar com a história de, não tarda, teremos um novo método de desintegração dos nossos corpos, absolutamente ecológico.

    Mas enquanto isso, Rute, adorei o teu post e todas as achegas dos comentários, não tinha noção de preços nem das hipóteses hoje possíveis para além de enterrarmos ou cremarmos, nem das nuances mais ecológicas, que bela contribuição para a teia!

    Um abração daqueles! :)
    Isabel

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  13. Será macabro eu escrever que adorei a tua publicação? Pois gostei! É original, mas super realista. Sem falar na poluição e gasto com flores que se fazem nos funerais e no enfeite das campas. Por aqui há um culto da morte incrível, conheço pessoas que vão todos os dias colocar velas nos cemitério. Acho linda a lembrança, mas será que uma oração, uma lembrança, uma conversa com a alma da pessoa não seria melhor? Acho demasiado materialista este culto da morte que se pratica por aqui. Há uns anos atrás estive directamente envolvida com vários projectos de ampliação de cemitérios. E tenho histórias "de morrer". A localização e ampliação dos cemitérios carece de parecer prévio do Governo, que analisa a localização e composição do terreno. Num dos casos, a Comissão não autorizou que o cemitério antigo(minúsculo com 6 campas) fosse ampliado pelo terreno ser demasiado rochoso, e a Câmara(na altura trabalhava em outra Câmara)disponibilizou outro terreno para o efeito, que foi aprovado...mas não pela população. Foi uma luta para construir o cemitério, havia vandalismos na obra e depois de pronto, houve greve e ninguém foi lá enterrado durante anos. Entretanto saí daquela Câmara. Resultado: o cemitério novo não foi "inaugurado", foi demolido e ampliaram o antigo. Questiono-me:Tanta birra para quê, tanto dinheiro gasto e afinal foi ampliado o antigo, será que o terreno foi tratado para este fim, ou poluirá os lençóis freáticos, este caso é o culto da morte levado ao extremo! para mim, denota vaidade e atraso. Também participei, nessa Câmara, de um projecto de Cemitério lindíssimo, em que o Arqto. trabalhou com os princípios do Feng Shui, valorizando a contemplação e meditação de quem lá fosse. Dois casos díspares, duas realidades totalmente diferentes.
    Eu gostaria de ser cremada. Não sei se estes custos que refere sejam iguais para todo o país, tenho ideia que a cremação fora dos grandes centros é mais cara...Já pensei em fazer um texto de instruções para depois da minha morte, que inclui não gastar dinheiro com flores e caixão, gostei desse de vime ou de cartão, ate podia ser reciclado...
    Cruz credo, vou acabar já esta conversa, espero ficar aqui por muuuito tempo!
    Óptima publicação, de ti não esperava nada que não fosse super criativo!
    Beijinhos

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  14. Minha querida e supercriativa Rute:
    Somente agora coloquei minha postagem, após um dia de loja e reunião ! Além de estar fazendo artesanato para 2 exposições que serão ao mesmo tempo, em 2 lugares diferentes !!!

    Sua criatividade não tem limite, menina !
    Sempre surpreendendo com seus temas inusitados.
    Muito bom.

    Beijo

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  15. Rute, você encontrou um maneira muito inusitada (e interessante!) de abordar o assunto. Nunquinha eu tinha pensando nesse assunto sob essa perspectiva, apesar do assunto fúnebre, rs, achei legal. E você sabe que sou apaixonada por esse bolo-praia? Foi através dele que vim parar por aqui pela primeira vez :-)
    Amiga, estou "empacada", sem sair do lugar, no post das ressonâncias, ainda não veio nada de bom na cabeça para escrever...mas ainda não desisti, vou insistir mais um pouco e ver se sai algo. Beijos!

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  16. OI querida tudo bem, adoro o seus textos essa também é a minha opção apesar que aqui no Brasil cremação além de ser muito caro não faz muito parte da nossa cultura!
    BJS!!!

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  17. Rutinha minha irmã querida,

    Parabéns por mais uma criativa postagem!!!
    Você tocou em pontos que eu mesma nunca havia percebido.....que o seu humano mesmo depois de morto, "continua poluindo", e é isto mesmo!!!
    Concordo plenamente com nossa irmã Lina, que as pessoas dão muito valor ao cultuar a morte.
    Bom, já comentei inclusive na nossa coletiva "fases da vida" que os papéis estão invertidos, pois com o nascimento um espírito vem para uma realidade que o limita, mas é uma grande oportunidade de aprendizado para sua evolução; enquanto que com a morte do corpo físico, ele se torna livre podendo voltar para sua pátria espiritual.....portanto, quando o ser humano ter mais consciência destas realidades, começarão a ver com outros olhos a tão temida "morte".

    Eu não conhecia esta urna marinha, eu que AMO o Mar, me APAIXONEI....rsrsrsss.
    Que coisa Maravilhosa, além de deixar suas cinzas na imensidão azul, ainda fazer da urna um habitat natural para os seres do mar, adorei!!!

    Parabéns querida, ficou uma postagem muito informativa e perfeita!

    Um enoooooorme beijo em seu coração!!!

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  18. Obrigada amigas pelos comentários.
    Todos eles vêm enriquecer muitissimo e suscitam outras reflexões pertinentes em torno do mesmo, como por exemplo esse problema dos gases libertados pelo processo de cremação.

    Sem dúvida que causa poluição. Mas não deve ser muito diferente de acender uma lareira durante todo o Inverno, suponho eu.
    Enquanto que se um lençol de água subterraneo for contaminado por bacterias patogénicas, o problema pode ser enorme.
    Mas não tenho dados para suportar estas afirmações. Simplesmente acredito que o impacto da cremação é menor do que o impacto do sepultamento, devido até a tudo o que se segue depois, visitas ao cemitério, colocação de flores, etc...

    Ah e tem outra coisa, todos os corpos inclusive os vegetais, ao passarem pelo processo de decomposição libertam gás para a atmosfera. Vejam este post aqui:

    Biogás na Teia Ambiental

    Pelo que, o sepultamento ao longo dos anos também contribui para o aumento de carbono na atmosfera. A única diferença é que a cremação é num momento pontual, e o sepultamento vai libertando durante anos.

    Obrigada por instigarem ao debate de ideias.
    Beijinhos cheios de vida!!!
    Rute

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  19. Minha querida, Rute:
    Um tema 13 para celebrar a Missão 4.
    A morte é o ícone da Missão mais 4 que pode existir.
    Neste caso, a Missão 5 já seria do outro lado, bem solta e bem livre, do jeito do 5.
    Cremar é mais 5 do que enterrar. Daí porque tu preferires a cremação. Até na morte te irritas com o 4.
    Eu também sou favorável à cremação. Mas, estou aguardando o preço ficar bem mais em conta.

    Parabéns pelo aprofundamento do tema.
    Abraços ecológicos.
    Gilberto.

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  20. Olá, querida
    Estive ausente da net por muitos dias por motivo de mudança...
    Só vou postar no Domingo próximo...
    O seu post ficou originalíssimo como sempre... Profundo e de alto conteúdo...
    Bjm de paz e ótimo fim de semana

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  21. Rute vc faz articulações DIVINAS, sua criatividade nos propociona conhecer sempre um pouco mais. Eu já optei pela cremação, está sua é demais "cremação, Genesis biopod"

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  22. Artigo interessante e de facto supreendente, Rute :)
    Beijinhos,
    Carla

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  23. OI querida ótima noite de sábado e um domingo maravilhoso bjs!

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  24. Olá minha gente,

    obrigada pelas visitas e simpatia.
    Não se preocupem, está tudo bem de saúde, simplesmente estou dando umas mini-ferias no blog.
    E não tenho cozinhado nada de novo, dai que, não há receitinhas novas para postar.
    Beijinhos.
    Rute

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  25. Não gosto de imaginar que os meus entes queridos estejam debaixo da terra, mesmo sabendo que ali está apenas o corpo, mas foi através do corpo que o carinho pode ser transmitido. Me identifico mais com a cremação e não sabia que era algo mais barato. Os que preferem o enterro comum fazem dos túmulos algo parecido com altares. Não gosto de perpetuar o sofrimento e cemitérios para mim é bem triste. Prefiro pensar, orar e pedir graças aos que amei no templo que me é mais sagrado: minha casa.
    Essa postagem foi bem fúnebre!! (rs*)
    Boa semana!! Beijus,

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  26. Ola Rutinha querida que saudades de voce, já ia te perguntar se está tudo bem com vc, e o que houve que sumiu, mas já vi sua resposta àcima. Graças a Deus minha amiga Rutinha está bem, bjos querida, e descanse bem. Saudades da amiga Josyta

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  27. nossa que diferente, vc é vegana?passa lá no meu blog e deixa sua receita, pois elas são bem dificeis de achar pra quem tem estilo alternativo e bem diferente, bjs

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