Biodesagradável ou biodegradável?
Biofuel ou biofool?
Biodiesel ou biodisease?
Que é biochato, é! Ganho uma bio-irritação cada vez que tomo consciência do aproveitamento económico e político dos movimentos pró-ecológicos!
Andava tão contente com a reciclagem de óleos usados, com a reciclagem de plástico, com o dizer NÃO aos sacos plásticos, e até mesmo, numa primeira fase, com a fibra vegetal plástica... quando caí, literalmente das nuvens, desiludida com o facto, do sonho ecológico e sustentável, não ser a realidade em marcha!
Mas porquê!? Porque é que os interesses económicos falam sempre mais alto e todas as descobertas maravilhosas dos cientistas, acabam na mão dos tios patinhas que adoram mergulhar em dinheiro e nunca se cansam de acumular riqueza!?
É o que se passa com os bioplásticos e os biocombustíveis! O que parecia ser excelente alternativa ao petróleo, arrisca-se a ser, desastre ambiental. Corre-se o risco de semear apenas plástico e combustível em vez de semear alimento, simplesmente porque é mais lucrativo!
Quando tal acontece, tudo é válido. Se não são amidos para comer, mas sim para converter em combustivel ou plástico, qual o problema de ser OGM?
Parece inofensivo mas não é! A exemplo temos o impacto do algodão genéticamente modificado na fauna local e as alergias causadas aos trabalhadores agricolas de plantações transgénicas em geral. No entanto, roupa OGM em nada nos parece prejudicial, pois não?
O mesmo sucede com o bioplástico feito apartir de amido de milho e de batata. E com o biocombustível feito apartir de óleos vegetais de girassol, soja e palma. A primeira ilação que se retira é que é uma alternativa ecologica porque são produtos compostaveis, de fonte renovável... mas será sustentável? Com que direito incentivam as petroliferas e os governos à agricultura para biocombustivel? Com que direito se procede ao desmatamento de floresta para conversão em plantio de bioplástico?
Não seria bem mais fácil acabar com corridas de automóveis ou de motas, com shows aéreos de avionetas, com desportos nauticos de embarcações de recreio e motas-de-água, com tudo o que é superfulo e fútil? Só aí poupariamos imenso petróleo! Há sim que encontrar alternativas energéticas mais ecológicas e renováveis, mas fugir dum problema para nos metermos noutro, a mim parece-me pura estupidez!
Na minha cozinha continua-se a utilizar o milho e a batata para um fim meramente primário. O 1ºdegrau das necessidades humanas, lembra-nos que há uma hierarquia a respeitar: Primeiro alimenta-se o mundo, depois aproveita-se os excedentes para os mais diferentes fins. Não se coloca a carroça à frente dos bois. Não faz sentido utilizar terrenos de cultivo para alimentar carros e industria de plásticos, enquanto que a escassez de alimentos leva ao aumento dos preços ou até mesmo à fome em certos continentes.

INGREDIENTES para o rolo de kibe:
- 1 copo de triguilho para kibe;
- Tomilho seco;
- 250 gr tofú fumado;
- 1 cebola grande picada;
- 4 dentes de alho picados;
- 1 chávena milho congelado ou enlatado;
- 2 ovos inteiros;
- Azeite;
- Manjericão seco;
- Sal e pimenta em pó;
- Um pouco de farinha.
CONFECÇÃO:
Temperar o kibe seco com tomilho e sal. Hidratar com água quente durante 15 minutos.
Picar o tofú fumado. Picar a cebola + os alhos. Picar o milho congelado. Pode utilizar directamente do congelador para o triturador.
Espremer o kibe, juntar o tofú, a cebola/alho, o milho. Temperar de manjericão, sal, pimenta, azeite. Bater 2 ovos e incorporar na massa.
Numa assadeira untada de azeite, moldar um rolo de kibe. Enfarinhar ligeiramente para que não abra durante o assado. Levar a forno quente (200º) durante 30 minutos.
À parte fritar alhos em azeite e quase no fim do rolo estar pronto, regar com o azeite e alhos. Acompanhar com batata-frita, espinafres salteados e tomate com oregãos.
Este é um momento de reflexão que pretende inquietar as mentes mais dorminhocas. A Teia Ambiental em 2011 terá tema livre. Todos estão convidados a participar. É de periodicidade mensal. Outras participações que vale a pena conferir:
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