07 maio 2012

"DE ESPERANÇAS" NA TEIA AMBIENTAL

Imagem m/autoria

Motivada pelo Dia da mãe, pelo Bookcrossing Blogueiro e pela 3ªfase da BCAP - Esperança, resolvi falar-vos de maternidade no contexto ambiental. De certa forma é um tema recorrente. Ano passado, por altura da 1ªfase da BCFV - Nascimento, abordei o impacto das fraldas descartáveis e as possiveis soluções. Mas hoje vamos pegar outro ângulo da problemática:
 
Em Portugal, estar "de esperanças" significa estar grávida. Um momento maravilhoso para todas as mulheres, e também para todos os homens que se dispõem a vivênciar em pleno a paternidade. Gerar um filho é experiênciar o ato de criação, esperar um milagre, dar forma ao amor conjugal. Primeiro engravida-se da ideia, depois engravida-se o coração, e por fim a prenhez na barriga principia a materialização.
É aqui que quero chegar. Peço aos mais suscetíveis que não se melindrem com a explanação. Vamos raciocinar juntos de mente aberta? Sem julgamentos!
No artigo anterior falavamos em apêgo aos livros. Algumas comentadoras afirmavam ter grande amor aos livros e por isso seria impensável desapegarem-se de recordações físicas. Livros de quando eram criança, livros de adolescência, juventude... livros que mudaram nossa vida, livros, livros, livros! Será que uma vida inteira de leitura cabe em um apartamento médio?
Aos livros, juntamos todas as outras recordações materiais: brinquedos, agrados dos dias dos namorados, albuns de fotografias, videos de quando os filhos eram pequenos, um interminável coleccionismo de fractais do passado. Enraizamos forte no plano físico e afastamo-nos cada vez mais do imaterial, de onde viemos e da essência que somos.
Acredito que o criador e nossa mãe terra também tenham engravidado da ideia de gerar a humanidade, depositado esperança no coração do universo e esperado que as sementes deitadas em sólo fecundo brotassem filhos à semelhança do pai.  Deram-nos plena liberdade para evoluirmos, para criar, destruir e reedificar, para morrer e reencarnar. Pais muito liberais que desapegaram-se do direito sobre a vida dos filhos pois quiseram ensiná-los a caminhar por suas próprias pernas. 
O Pai só nos pediu que nos amassemos uns aos outros como irmãos, e a Mãe só nos pediu que respeitarmos a casa onde vivemos, em harmonia com os reinos animal, vegetal, mineral e espiritual. Três pedidos apenas, que desrespeitamos a toda a hora: Amor, Respeito e Harmonia.
A principio prometemos cumprir porque parecia fácil. Mas logo nos encantamos com a materialidade e cedemos aos desejos, apropriamo-nos das ideias, dos seres, dos objetos e dos lugares. A inspiração divina logo foi titulada de Direitos de Autor; o amor que nos une deu origem ao Direito de Posse; os objetos que podem servir a todos ficam sujeitos aos que podem comprar e mesmo que já não necessitem deles, são armazenados em baús de recordações; e os lugares...  os lugares resultam em propriedade privada.
Não, não! Não foi assim que vos ensinei. - fala o Pai zangado, entre relâmpagos e tornados! - Mas os dormidores da vida não ouvem, desligaram-se há muito dos ideais da criação. Sentem-se orfãos de pai e mãe, buscam religarem-se através da religião, mas o apêgo à materialidade não os deixa compreender a linguagem sutil.
Filhos, vocês não sabem, mas essas vibrações baixas de apêgo e sofrimento é que vos afastam de nós - fala a mãe amorosa, compreensiva e tolerante. - Compartilhem vossas ideias, objetos e lugares, amem vossos familiares mas libertem-nos sem os abandonar. Nós gostamos de uma descendência numerosa porém sem a vossa ajuda será impossivel alimentar, vestir, educar, empregar e cuidar da velhice de todos vós. 
Tão simples assim, mãe? Só tenho de estimar meus objetos e reencaminhá-los aos que necessitam para deles se servirem. Como fiz com as roupinhas de bébé da minha filha que mais parecia um ClothesCrossing. Que emprestei à 1ªfamilia e solicitei que me devolvem quando já não precisassem. E depois emprestei à 2ªfamilia e assim em sucessivo, incumbindo-me de ser o canal entre as familias (+ exemplos 1, 2, 3).
É isso mesmo. Reutilizar é o mais importante. Quantas mais vidas os objetos tiverem, melhor! E em todas as etapas há que valorizar, o que temos, o que ganhamos, compramos, tudo tem o seu valor. Pode já não servir para nós, mas servirá para outras pessoas que necessitem. Essa é a verdadeira sustentabilidade do planeta, recanalizar recursos.

Deixo-vos a maravilhosa prendinha que recebi ontem da filhota. Uma caixa de ovos transformada em caixinha de mimos, pintada e decorada, recheada com brigadeiros de salame de chocolate. Adorei a ideia, por isso compartilho com todos.

O presente artigo pertence à Teia Ambiental, uma iniciativa da Flora e do Gilberto que acontece a dia 7 de cada mês.
Confira as esperanças dos restantes conspiradores preservacionistas:

22 comentários:

  1. concordo em tudo o que escresves te mas eu não consigo desligar-me de certos bens materiais, mtos deles já são tão velhinhos que acredito não servirem de utilidade para a sociedade dos dias de hoje ( que acredito está a mudar) a onde só o (quase) novo, marca, ou esteriotipado tem valor.

    Guardo tanta coisa que foi das mnhas filhas, penso que um dia vai ser giro verem o que vestiram, brincaram....eu t ainda teno algumas coisas minhas na casa da minha mãe e é mágico sentir emoções que sentia qd pequena. Penso que os bens materiais não só servem para nos satisfazer a nivel físico mas tb a nivel emocional.....ai os livros não me digas nada, e as folhas que as minhas filas rabiscam.

    Beijos

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  2. Rutinha querida linda sua abordagem ao tema um ligado ao outro, onde nos faz refletir que amor, respeito e harmonia combinados, são sentimentos que nos levam à essência da fraternidade e que com isso devemos refletir que são também alicerces pra termos paz interior. Como sempre sua participação foi maravilhosa. De fato o desapego faz parte do ser humano, e sempre penso: Apegar-se à um bem material pra que? se tudo e transitório, passageiro!Concordo com tudo o que vc deixou aqui amiga. E amei o presente que sua filhota lhe deu, lindo. Parabéns pelo dia da mãe. Bjos

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  3. Rutinha minha irmã,

    E tu tens alguma dúvida de que sempre estivemos em sintonia, minha flor cósmica?

    Nota 10000 sua postagem.....
    O ser humano está tão consumista e apegado á matéria, que não consegue discernir sobre as palavras do Pai: "Amar ao próximo como a ti mesmo"......e com muita tristeza percebo cada vez mais o poder de ferir e machucar o seu semelhante.
    Sabe que eu estava assistindo um documentário sobre os animais, e eles possuem um sentimento de proteção e carinho tão grande com aqueles que são da mesma espécie, e até por aqueles que não são.....então fiquei refletindo e pensei comigo: "Só o ser humano é o único Ser que ataca e destrói o seu semelhante por pura maldade e ignorância, pois no reino animal não existe isto (a não ser aqueles que fazem parte da cadeia alimentar), caso contrário, estão sempre juntos e se protegendo.
    E nossa Mãe Terra, sempre amorosa que nos protege com sua seiva divina, está a sofrer com os atos inconseqüentes da humanidade, que infelizmente ainda não se conectou com sua energia.
    Mas os tempos são de mudanças profundas e importantes.....e logo veremos o resultado.
    Devemos vibrar e manter a positividade, pois novas gerações estão chegando com uma mentalidade diferente, pois são mais conscientes de que fazem parte do TODO.

    Lhe desejo antecipadamente, um Maravilhoso Dia das Mães......pois para mim, esta data é apenas um simbolo para que todos possam se interiorizar e encontrar suas verdadeiras raízes.
    Porque quando pensamos em Mãe, é algo muito mais amplo do que a figura materna de nossa vida......é quando temos consciência de que tudo que está á nossa volta, faz parte desta Maravilhosa Criação Viva e Pulsante em nosso Universo.

    Adorei seu presente, muito criativo!!!

    Um grande beijo em seu Lindo coração!!!

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  4. Rute, maninha!
    Acabei de publicar o meu post para a teia e vim aqui cuscar se tinhas participado... ;) Adorei a tua abordagem, também fiz clothescrossing com as minhas roupas e herdei muitas (desde roupas de grávida, às de bebé e outros "utensílios", das minhas amigas e manas (quase não comprei nada, em todas as gravidezes :) ). E depois dei também algumas (as que tinha comprado, as emprestadas devolvi). É uma economia, sempre achei que tudo deixa de servir tão rápido que vale mesmo a pena a reutilização quanto aos "artigos de bebé"...
    Mas o mais engraçado aqui do teu post, vai ser quando vires o meu para a 3ª fase da BCAP que já o tenho escrito (não copiei, o.k.?) há uns tempinhos... ;) Bem, depois verás, não vou adiantar mais nada!
    Olha, o miminho que a tua filhinha fez para ti para este dia das mães é amoroso e lindo (e útil!), dá muitos beijinhos à Carol e muitos para ti também, vocês são lindas!
    Mil abraços!
    Isabel

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  5. Rute minha querida adorei o teu post, nossa amiga... estou ansiosa que chegue o dia 15 para BCAP, no proximo mes ver se tenho um tempinho para participar na da teia ambiental, a nossa das cores esse mes foi escolhido o vermelho, eu chutei a bola para a Josy escolher a cor e ela esse mes vai chutar a bola para outra participante...

    A prenda que a filhota te deu é tao linda... alias as prendas que os nosso filhos nos dao sao sempre lindos... os meus nao podem passar junto de uma flor porque apanham logo para dar á mae.. Sao uns doces!!

    Beijocas

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  6. Rute querida,
    com que sensibilidade vc abre este diálogo amoroso e necessário,levando a todos que por aqui passam a ponderarem suas escolhas entre o Ser e o Ter, refletindo sobre as implicações planetárias/cósmicas de seus atos.
    Numa costura pontuada nos lembra que como elos interligados, poderemos sempre retornar à essência primeva recanalizando as energias pessoais e materiais fazendo circular o bem, o amor e a alegria.
    Tuas inspirações são especiais.

    Lindo e saboroso mimo que lhe adoçou o paladar e o coração.
    Bjos pra vc e pra Carol.
    Calu

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  7. Que linda a expressão "estar de esperanças", Rute !!! Não conhecia esse termo português.

    Na minha família sempre usamos esse hábito saudável de reutilizar as roupinhas de bebê, passando-as de filho para filho, de geração em geração.
    Minha filha usou o vestido do batizado da minha avó !!! E minha sobrinha, dez anos mais nova também.

    E assim sempre foi na minha família...

    Infelizmente, praticando o desapego em escala mais alta, emprestei as roupinhas que foram do meu filho, e depois usadas pelo meu neto, para uma pessoa amiga, pedindo-lhe que me devolvesse depois que não usasse mais. Como ela demorou para devolver, fui perguntar pelas roupinhas e ela me disse que emprestara para uma conhecida sua ! Essa conhecida deu fim às roupinhas e só consegui de volta uma mantinha que minha sogra havia feito !!! Hoje minha netinha usa essa manta. A manta que foi feita para seu pai, 37 anos atrás.

    Não fiquei desesperada por essa perda, pois não tenho esses apegos violentos, mas que fiquei muito aborrecida com a falta de respeito, fiquei !!!

    Enfim, cada um sabe de si, como bem gostava de dizer minha mãe...

    Feliz Dia das Mães, já que estamos no assunto mães e filhos !
    Beijo

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  8. Rute, não se preocupe que eu tenho a mente aberta, afinal na minha religião existe a Mãe e Pai. Brincadeiras à parte, de certa forma todos nós estamos preocupados com o apego, seja de dinheiro, de trabalho, de tudo nesta Teia deste mês.

    Como eu disse pra Lina, temos que rezar, rezar bastante.

    Abraços desapegados e amorosos

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  9. Amiga, tens uma forma de te exprimir fantástica! Adoro a forma como elaboras os teus textos que ficam sempre fantásticos!Dou-te razão em tudo o que dizes, era bom que realmente fossemos todos assim...o mundo seria bem diferente!! Quando vi a prendinha da tua filhota fiquei emocionada, que mimo tão delicioso e original. Ficou lindíssimo!!
    Beijinhos carinhosos para ti e para a tua linda princesinha.

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  10. Minha querida,

    muito dos apegos que mencionaste eu ainda os tenho... Será que é o síndroma de ser escritor que gosta de manter as suas leituras? Ou o síndrome do investigador que adora ter e manter a sua base investigativa?

    Ao longo do tempo, venho-me aperfeiçoando nesse aspecto e comecei a livrar-me de alguns bens materiais, revendendo-os ou, ainda melhor, doando-os a amigos, conhecidos, etc.

    É uma oportunidade não só de ajudarmos na sustentabilidade do nosso planeta, mas uma forma de nos tornarmos mais leves interiormente.

    Beijinhos aos milhares
    Jorge

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  11. Olá queridos amigos,
    adoro estas coletivas em que nos reencontramos e trocamos perspectivas.
    Todas as formas de ser e estar são válidas e cada um é livre de agir em consciência.
    Meus posts são apenas reflexivos pois por vezes não pensamos em certos pormenores que fariam grande diferença na sociedade em que vivemos. Talvez uma forma de resolver "a crise".

    Como diz a Piteca, o mundo seria bem diferente.
    Como falou a Josy, tudo é transitório, passageiro.
    Como afirmou a Akombi, os bens materiais não só servem para nos satisfazer a nivel físico mas tb a nivel emocional.
    Como diz o Jorge, é uma oportunidade não só de ajudar na sustentabilidade, mas tb uma forma de nos tornarmos mais leves interiormente.
    Como fala a Lú, o ser humano está tão apegado à matéria que não consegue discernir sobre as palavras do Pai.
    Como afirma a Flora, é um hábito saudável de reutilizar as roupinhas de bebê, passando-as de filho para filho, de geração em geração.
    Como diz a Isabel M., é uma economia, (...) tudo deixa de servir tão rápido que vale mesmo a pena a reutilização dos "artigos de bebé".
    Como fala a Elaine, todas as religiões têm mãe e pai só precisamos sintonizarmo-nos com as mensagens e pedidos que nos são transmitidos.
    Como afirma a Margarida, no dia 15 na BCAP ou na blogagem da cor falaremos de outros apegos. Interessante que vermelho é a cor do chakra da raiz, do apêgo à matéria.

    E termino com o comentário da Calu. Querida, fui intercalando os comentários e por algum motivo especial você ficou para último. Dizem que o meio é a virtude e os últimos, os primeiros:
    «poderemos sempre retornar à essência primeva recanalizando as energias pessoais e materiais fazendo circular o bem, o amor e a alegria.»

    Bem haja a todos por aqui passarem e comentarem.
    O artigo ficou enriquecido com vossa exteriorização.
    Abraços e beijos universais.
    Obrigada por iluminarem.
    Rute

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  12. Olá, querida maninha! Quando vi inicialmente a figura, pensei que...mas logo vi que era a Mãe Terra representada. Aquela que nos ensina em seus ciclos a reutilização, a reencarnação, que tudo tem um lugar e um momento! Essas lições é que temos de aprender com ela. As roupinhas da Leonor também seguiram para outras princesinhas e as minhas estão sempre a seguir. Atualmente compro bem menos, mas todas as estações tiro algo para que circule e sei para onde vão, que terão bom aproveitamento! Não tenho problemas em usar peças recirculadas também! Achei a coisa mais linda a caixinha dos ovos com os docinhos lá dentro que a Carol fez, uma reutilização muito amorosa! Estas coletivas tem sido o meu combustível. Na verdade tem sido uma troca! Ainda hoje estava no trabalho e vim dar uma espiadinha no blogue para buscar uma dose de alegria e ficou tudo muito melhor! Tens razão, temos que fazer um coletivo positivo muito forte para neutralizar os menos bons e essas coletivas são isso mesmo!
    O que seria eu agora sem vocês?
    Vamos lá tecer esta Teia...
    Beijinhos verdes

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  13. Rutinha, os teus textos estão cada vez mais fortes, são verdadeiros safanões para os mais incautos... :)
    Eu de certa maneira enfio a carapuça, porque sou um bocado agarrada a algumas coisas, como livros e papelada em geral, os meus vícios recolectores têm quase todos a ver com papel... guardo revistas "Xis" desde que trabalhava no Público, já lá vão tantos anos... mas por outro lado, desde os 10 anos que comecei a frequentar a biblioteca que ficava colada à minha escola, e acho que se há uma forma de manter as coisas a circular, as bibliotecas públicas são um bom exemplo. Agora faço isso na biblioteca aqui de Alverca, e acho engraçado quando trago um livro que há mais de um ano que estava quietinho na prateleira. Mas ´tb tenho verificado que há muito mais pessoas agora a frequentar a biblioteca. Não sei se é consequência da crise, mas parece que há pessoas que só agora estão a descobrir que não têm que comprar todos os livros que querem ler, podem lê-los e devolvê-los, para que outro possa usufruir dele a seguir.
    Agora quanto a roupas, também repassei muitas da Carolina, e por outro lado ela também usou roupas de primas e outras meninas mais velhas. Mas tenho um bocado a mania de guardar coisa, pq ainda posso vir a precisar delas... e quase nunca preciso. Mas tb já me aconteceu deitar qualquer coisa fora, e daí a algum tempo precisar ela para alguma coisa. Mas a maior parte das vezes é o contrário, guarda-se muita coisa que não se utiliza, essa é que é a verdade. Depois vivemos numa sociedade em que é "in" dizer que se tem 70 pares de sapatos, ou 150 malas, ou vernizes de 90 cores diferentes... enfim!
    Somos muito levados a querer ter isto e aquilo, e depois percebemos que afinal não é isso o mais importante. E que bom que algumas pessoas percebam isso, porque acho que a maior parte vai continuar iludida e vai continuar a arrecadar bens materiais, sempre os melhores e os mais modernos que o mercado tenha para oferecer.
    E pronto, olha, acho que por hoje ja chega. :)
    beijinhos

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  14. Olá, Rute!

    Magnífica mensagem! Um pertinente puxão de orelhas em todos nós, filhos tão desobedientes e intransigentes. O egoísmo humano, o apego ao material, é tão enraizado em cada um de nós (com raras exceções), que o resultado percebe-se na devastação do planeta, nosso habitat... Que pena! Que bom seria que surpreendéssemos o grande Pai, e a nossa mãe Terra, portando-nos como filhos sábios, e procurássemos viver em equilíbrio e harmonia, assim como você tão bem descreveu. E nós podemos, pois, para isso, fomos dotados de capacidades excepcionais, semelhantes as do Criador.
    Amei.

    Beijos
    Socorro Melo

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  15. Ahhhhhhhh imagina se gostei dessa postagem? :) Eu tenho me desapegado de tudo que é material e a minha casa sem tralhas é limpa em pouquíssimo tempo, não é necessário mais produtos para polir daqui e dali, não tropeço mais em coisas e a minha última desfeita foram com algumas jóias que já não mais usava, pois eram de família, passei logo adiante! As alianças que eram de meus pais, deu ao meu filho e toda a sorte feminina passei para a minha sobrinha menor, pois as sobrinhas mais velhas já estão acumulando tralhas. Poderia guardar para uma futura nora... mas se não tiver ou se essa for temporária...? Das minhas recordações, guardo somente as cartas de mamã de quando eu morava na França.
    Não sabia que esperança se aplicava às grávidas. Que coisa! Tenho ouvido muito falar sobre esperança; sinal dos tempos ou por causa da blogagem passei a prestar mais atenção?
    Cada ser lançado na natureza é uma vida que carrega as ansiedades dos pais. Desejar que esse filho seja o melhor que nós mesmos, é aprisionar uma vida à mercê de caprichos. Aprisionar um livro, talvez seja pior, pois o pais verdadeiro o libertou e nós estamos também sequestrando a sua essência que é a cultura. Tudo no mundo precisa movimentar, circular, ser utilizado pois estagnado só serve para acumular energias negativas!
    Sua filha já está encaminhada! Estou vendo que temos mais uma ambientalista! :)
    Bom fim de semana!!
    Beijus,

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  16. Minhas queridas Lina, Claudia, Socorro e Luma,

    o tempo está muito reduzido e com dificuldade em retribuir visitas. Me perdoem. Tentarei, sábado ou domingo, saber como vão vocês nos vossos cantinhos virtuais.

    Lina, este ano, em particular, as coletivas também estão a ser muito importantes na minha vida. Elas não só nos inundam de energia positiva (Amor), como também permitem alargar horizontes. Tenho o mesmo hábito que tu, no meio dos dias intensos de trabalho venho aqui respirar ar puro de vez em quando.

    Claudia, as bibliotecas são locais maravilhosos. É verdade que há livros dificeis de encontrar na biblioteca. Aqui em São Domingos de Rana, a secção de espiritualidade é muito fraquinha. Há secção de Teologia, Cristianismo e outras religiões, mas falta esoterismo, fisica quantica e por aí fora. Graças ao Bookcrossing blogueiro da Luma, reapaixonei-me pela biblioteca e já lá fui requisitar um livro na semana passada. Agora quando devolver, levo mais para doar.

    Socorro Melo, sem dúvida que fomos dotados de capacidades especiais semelhantes às do Criador, mas deixamos adormecer as capacidades com sonifero de apego. Você captou muito bem a mensagem nas entrelinhas. O Amor não deve se deixar adormecer, limitar ao amor homem-mulher, ao amor familiar, ele tem de expandir e para expandir tem de cortar algumas amarras, tornar-se mais flexivel, mais elástico, usufruir das coisas sem as aprisionar.

    Luma, a palavra esperança inundou-me por completo. Estou sentindo a esperança em todos os meus pensamentos. Engravidando "de esperanças" geramos o amor em todas as vertentes.
    Tudo o que você falou em relação ao seu processo de desapego também aconteceu e está acontecendo comigo. Minha casa é minimalista, minha vida ainda mais. Meu interior reaprende a amar de forma simples e sutil. Espero sim, passar esta forma de SER a minha filha.

    Obrigada a todos os visitantes pelo carinho.
    As postagens ficam mais ricas com vosso depoimento. Ganham vida com a interação.
    Abraços amorosos.
    Rute

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  17. Minha querida Rute:
    Eis-me aqui, no tempo vago que os cursos me concedem, para compartilhar da nossa Teia.
    Apegos sempre são condenáveis, sejam eles de objetos, hábitos e até de pessoas.
    Mas, preciso é separar apegos com cuidados de preservação de arquivos e histórias.
    Existem pessoas que se descartam de tudo, e vivem uma vida sem história. Não sabem a quem recorrer ou onde buscar uma informação passada que se faz necessária no meio de um estudo.
    Eu possuo uma vastíssima biblioteca, que ficou por algum tempo silenciosa no seu canto de parede. Mas, agora, ela está sendo manipulada incessantemente, para oferecer conteúdo para os cursos.
    Ah, minha amiga, se eu tivesse doado os livros, pobre de mim, ter de requisitar dez ou mais livros a cada semana, para preparar os textos para o teu curso!
    Desapegos, sempre, mas que se mantenha a história, pois sem ela não somos ninguém.
    Abraços ecológicos.
    Gilberto.

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  18. Oi amiga Rute!
    Passando por aqui para te desejar um Feliz dia das mães!
    Que vc esteja rodeada de todos que ama!
    perdoe-me , mas não estou conseguindom participar das blogagens coletivas, mas quem sabe as coisas melhoram , consigo mais tempo...
    Bju amiga
    Com amor
    Marly

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  19. Olá
    Hoje que vi sua participação e adorei, sempre criativa. E tal mãe, tal filha.
    Bjs, Aqui, Brasil, amanhã (13), é o dia das Mães.
    Enfim Felicidades para todas nós. Amanhãa virei ler sua participação na Roda de interação.
    bjs

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  20. Que mimo mais lindo que vc ganhou!!!

    Adorei a idéia!

    Um maravilhoso dia das mães pra vc!

    Bjinhos

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  21. Obrigada a quem chegou por último.

    Querido mestre, no seu caso é diferente. Os livros são sua ferramenta de trabalho. Também não posso dispensar os códigos de imposto de renda, iva e etc... Não é uma questão de apego, mas sim de utilização frequente. E ainda que não acesse a eles com regularidade, sua alma sabe que um dia iria precisar pois sua vida é ensinar.

    Oi Marly, não tem importância. Você participa quando pode e quando tem vontade. Não é obrigatório seguir todas as fases. Fico esperançosa que você queira participar amanhã.

    Amiga Norma, nós estivemos juntas no dia 13 celebrando a energia feminina na roda da familia. Adorei.

    Carol, minha flôr, tomou chá de sumiço? Cadê sua participação na Teia de Maio? Senti sua falta querida.
    Deixo meu abraço coletivo.
    Rute

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  22. Olá, querida
    Só hoje pude passar e me deslumbrar com a doçura e inteligência harmoniosa do seu post... uma constante em vc...
    Que beleza!!!
    Bjm ecológico de paz

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