Muitos dos alimentos que chegam até nós são produtos finais de um interminável processo de transformação gastador de imensa energia. Mesmo aqueles que aparentemente não se apresentam como produtos transformados, na verdade são! Como é o caso dos desidratados (ou secos).
Há 2 anos atrás comprei o desidratador eléctrico EXCALIBUR e com ele tenho vindo a tomar consciência do enorme gasto de energia eléctrica que os bens vendidos no mercado como secos ou desidratados, consomem.
A desidratação é uma das formas mais antigas de conservação. Outras existem como a congelação por exemplo, ou a simples refrigeração. No entanto, quando comparadas, talvez, a desidratação seja mais eficiente pois diminui o tamanho dos produtos, permintindo maior espaço de armazenagem.
Em minha casa optei por desligar o congelador. Fora alguns periodos isolados e de curta-duração, mantenho o congelador desligado desde há 3 anos. Prefiro produtos frescos ou desidratados. No entanto só utilizo o desidratador quando tenho excessos de produção como é o caso das uvas que trago do meu terreno na aldeia e que seco em uva-passa. De resto compro os desidratados em embalagem.
As leguminosas, as ervas liofilizadas, os caldos de legumes tipo knorr, as especiarias em pó, as sementes secas, as frutas desidratadas, as algas, as massas alimenticias! tudo são desidratados e todos eles consomem energia eléctrica.
Já lá vai o tempo em que as pessoas desidratavam os excessos de produção ao sol. Em algumas aldeias portuguesas ainda o fazem e porque não fazê-lo na cidade???
Pois, foi isso mesmo que quis comprovar este ano. No final de Julho e durante todo o mês de Agosto esteve um sol fortssimo. Época do figo mais barato! Logo lembrei dos figos secos do Natal que tradicionalmente recheamos com nozes para decorar a mesa das festividades.
Porque não arriscar um aproveitamento de energia?? Será que o sol português de Julho e Agosto só serve mesmo para ir à praia, bronzear a pele e desencadear a produção de vitamina D em nós?? Parece que não!
A experiência a que me propus foi um sucesso. No prazo de 1 semana de sol forte obtive uns magnificos figos desidratados de forma tradicional, na minha varanda, sobre uns tabuleiros de rede que coloquei em cima do estendal de roupa :)
Ao mesmo tempo, aproveitei as sementes duma abóbora que depois de lavadas foram envoltas em sal e desidratadas num único dia (tal não era o calor).
A energia solar é de facto uma alternativa miraculosa. Renovável, não poluidora, infinita! Esta, juntamente com outras energias limpas poderão vir a ser uma alternativa ao petróleo que se prevé que acabe num prazo de 40 anos.
É triste que só depois de tanto erro chegue-se à conclusão que o melhor caminho são as energias limpas. Após a exploração das baleias que com o seu óleo iluminaram tantas casas e ruas, após a exploração das minas de carvão que contribuiram para tantas doenças respiratórias, a exploração das jazidas de petróleo que geraram tantos desastres ambientais, dos grandes rios com suas barragens altamente prejudiciais ao ecossitema como é o caso da hidroeléctrica das 3 gargantas na China...
Uma gestão de recursos com uma visão pouco global das consequências da utilização desenfreada dos mesmos. Cabe-nos a nós inverter a tendência e prestar atenção à energia gratuita do sol, quer através da desidratação tradicional, da culinária solar, dos sistemas simples de carregar baterias com luz solar, etc etc... Acorde para a nova Era, a Era Solar. Vale a pena reflectir sobre estes temas, não vale? É o futuro dos seus filhos que está em risco!
O/PARTICIPAÇÕES QUE VALE A PENA CONFERIR:
Alma MaterFlora da Serra
Tudo o que me faz bem
Espiritual-idade
Natureza...lindaaaaa!
Casa Claridade
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